STJ nega liberdade e mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra
Redação RedeTV!Ministros da Quinta Turma entenderam que não cabe agravo em habeas corpus no caso

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade provisória da influenciadora digital Deolane Bezerra e manteve a sua prisão preventiva. Os ministros do colegiado entenderam que não cabe agravo em habeas corpus na solicitação apresentada pela defesa. O tribunal recomendou celeridade na resolução do caso.
A influenciadora cumpre a medida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior de São Paulo. A investigada foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O líder do grupo, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e familiares dele também foram alvos de diligências na mesma apuração. Segundo os investigadores, a detida exercia papel relevante ao conferir aparência de legalidade a recursos ilícitos da organização.
A projeção pública e as atividades empresariais formais da suspeita teriam sido utilizadas para ocultar a origem criminosa dos valores. As autoridades apontam que a movimentação patrimonial dificultava a identificação de vínculos com o grupo.
De acordo com as apurações, ela mantinha vínculos pessoais e negociais com um suposto gestor-fantasma de uma transportadora de Presidente Venceslau, em São Paulo. O estabelecimento foi apontado em operações anteriores como braço financeiro da facção.
As movimentações financeiras expressivas e incompatibilidades patrimoniais colocaram a suspeita em posição central na investigação. Diante dos indícios, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões e o sequestro de quatro imóveis vinculados aos investigados.
A medida judicial atendeu ao pedido da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público do estado. Também foram apreendidos 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e decretadas seis prisões preventivas.
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