03/03/2026 08:53:00 - Atualizado em 03/03/2026 12:51:00

"Queria desistir da vida", diz mãe de vítima de estupro coletivo em Copacabana

RedaçãoRedeTv!

Crime ocorreu em janeiro (31) após adolescente de 17 anos ser atraída por ex-namorado para apartamento

(Foto: Reprodução/Imagens de Segurança)

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro busca quatro jovens foragidos acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana. O crime ocorreu no sábado (31) de janeiro, em um apartamento na Rua Viveiros de Castro, após a vítima ser atraída ao local por um ex-namorado da mesma idade.

Segundo as investigações, a jovem foi convidada para o imóvel sob o pretexto de um encontro com o adolescente. No quarto, enquanto ambos mantinham relações, quatro adultos invadiram o cômodo e a forçaram a ter relações sexuais com eles. A vítima relatou que tentou fugir, mas foi impedida pelo grupo.

O exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou a violência, identificando lesões na região genital, nos glúteos e nas costas da menor. Em entrevista ao Jornal Nacional , a mãe da adolescente descreveu o impacto emocional causado na jovem. 

“Logo assim que ocorreu, ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida, por vergonha, porque achava que por onde passasse todo mundo ia apontar como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar que não tem culpa, de que não está sozinha e de que ela importa. E que o ‘não’ dela é muito precioso e importa”, diz a mãe da vítima.", afirmou a responsável.

Imagens de câmeras de segurança do edifício registraram a chegada dos suspeitos e a entrada da vítima acompanhada pelo ex-namorado. Os quatro adultos foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. O Ministério Público também requereu a representação socioeducativa do adolescente que atraiu a jovem ao local.

O Colégio Pedro II, onde estudavam a vítima, o ex-namorado e um dos agressores, iniciou o processo de desligamento dos acusados. A instituição informou que os jovens já possuíam histórico de advertências e suspensões por comportamento inadequado e agressões. A reitoria emitiu nota de repúdio à violência de gênero.

A defesa de um dos acusados, João Gabriel Xavier Bertô, afirmou que ele ainda não prestou depoimento. A Polícia Civil esclareceu que a materialidade e a autoria do crime já foram consolidadas pelas provas técnicas e testemunhais. A mãe da vítima reforça o pedido de justiça: "Eu só quero que eles paguem, porque não tem que haver outras vítimas".

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