Preso por abuso infantil, ator Marco Furlan diz que confundiu criança de 5 anos com namorada
Redação RedeTV!Perícia confirmou lesões por violência sexual; investigado alegou que passou mal após beber

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O ator Marco Furlan foi preso sob a acusação de abusar sexualmente de uma criança de 5 anos durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o suspeito alegou que havia ingerido bebida alcoólica, estava passando mal e teria confundido a vítima com a própria namorada, que também estava no evento.
De acordo com testemunhas, o artista entrou em um quarto da residência e encontrou a menina autista sozinha. O choro da vítima durante a agressão chamou a atenção da mãe, que entrou no local acompanhada de outros convidados.
A mulher flagrou o homem praticando atos sexuais contra a filha. Após um princípio de agressões por parte dos presentes, o acusado precisou ser trancado em um cômodo até a chegada da Polícia Militar.
A criança passou por exame de corpo de delito, e os peritos constataram lesões compatíveis com violência sexual, incluindo penetração anal. O material apreendido e os depoimentos colhidos orientarão os próximos passos da investigação.
A Polícia Civil apura a hipótese de o investigado integrar uma rede de exploração sexual infantil. Os agentes aguardam autorização judicial para apreender computadores, telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos do artista para verificar registros de novos crimes ou cumplicidade de terceiros.
A repercussão do caso levou outras famílias a procurarem as autoridades. Mães relataram que o homem mantinha proximidade com seus filhos, comportamento antes visto como simples afinidade, mas que agora gera o temor de novos abusos.
Com carreira na televisão, no teatro e na propaganda, o ator atuou em séries, novelas, musicais e campanhas publicitárias. Comerciais protagonizados por ele já foram retirados das redes sociais após a divulgação da denúncia.
Nos últimos anos, o acusado também frequentava lançamentos de livros de true crime, gênero pelo qual mantinha interesse declarado.
O investigado ainda não tem defesa constituída nos autos do processo.
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