Polícia de Santa Catarina conclui análise óssea após exumação de cão Orelha
Redação RedeTV!Peritos afirmam que ausência de lesões ósseas não exclui trauma craniano fatal no animal
(Fonte: Reprodução/ Redes Sociais)
O laudo pericial da Polícia de Santa Catarina sobre a morte do cão Orelha indicou a ausência de fraturas ou lesões ósseas causadas por ação humana. A análise foi realizada após a exumação do animal, determinada pelo Ministério Público de Santa Catarina para investigar suspeitas de tortura.
De acordo com os peritos Igor de Salles Perecin e Paulo Eduardo Miamoto Dias, todos os ossos foram examinados minuciosamente. O documento nega a hipótese de que um prego tenha sido cravado na cabeça do animal, afirmando que "não foi constatado qualquer vestígio que sustente tal hipótese".
Os profissionais esclareceram que a penetração de um objeto desse tipo deixaria uma fratura circular no crânio, o que não foi verificado. Entretanto, o laudo ressalta que a falta de quebras no esqueleto não descarta a ocorrência de um trauma cranioencefálico fatal.
A literatura especializada indica que a maioria dos traumas cranianos em animais pode levar ao óbito mesmo sem apresentar fraturas. Os peritos explicaram que lesões secundárias, como edema cerebral e inflamação, podem surgir minutos ou dias após uma agressão contundente.
No momento da exumação, o corpo do animal já estava em fase de esqueletização, o que comprometeu a análise dos tecidos moles. Por esse motivo, os exames focaram exclusivamente nos remanescentes ósseos para buscar provas de violência.
A perícia identificou apenas uma porosidade óssea na região maxilar e alterações na coluna vertebral compatíveis com a idade avançada do cão. Segundo o documento, esses fatores são crônicos e não possuem relação com o trauma sofrido um dia antes da morte.
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