Pesquisa aponta que 43% dos funcionários não confiam plenamente em seus líderes
PublieditorialEstudo da Sólides revela diferenças significativas entre a percepção de gestores e colaboradores em empresas brasileiras
(Foto: Pexels)
Uma pesquisa realizada pela Sólides em parceria com a Offerwise identificou uma discrepância na relação entre líderes e colaboradores nas empresas brasileiras. Segundo o levantamento, enquanto 76% dos gestores acreditam ter a confiança de suas equipes, 43% dos funcionários afirmam confiar apenas parcialmente ou não confiar em seus líderes.
O estudo "Panorama Gestão de Pessoas - Liderança" ouviu 657 profissionais de empresas de diferentes setores e portes em todo o país, entre 16 de junho e 4 de julho de 2025. A amostra incluiu 53% de lideranças e 47% de colaboradores.
Comunicação e mediação de conflitos
A diferença de percepções se estende a outros aspectos da liderança. Na questão da comunicação, 63% dos líderes consideram-se sempre abertos a ouvir suas equipes, enquanto 59% dos colaboradores não sentem que suas opiniões são sempre consideradas.
Quanto à mediação de conflitos, 64% dos líderes dizem estar preparados para essa função, mas apenas 40% dos colaboradores avaliam a habilidade de seus gestores nessa área como excelente. Távira Magalhães, diretora de RH da Sólides, destaca que existe um espaço claro
para evolução e para alinhar percepções. “As empresas precisam compreender que a qualidade da relação entre líderes e equipes impacta diretamente no engajamento e nos resultados”.
Aspirações de carreira por geração
O levantamento também investigou o interesse em posições de liderança. Dos colaboradores ouvidos, 49% demonstram interesse em ocupar cargos de gestão no futuro. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 61%.
Na faixa etária de 35 a 44 anos, 42% dos profissionais afirmaram ainda não saber se desejam assumir posições de liderança. Segundo Távira Magalhães, "a pesquisa mostra que as novas gerações estão motivadas a liderar, mas também traz reflexões importantes sobre os desafios e pressões que essa função carrega".
Principais desafios identificados
Os líderes apontaram como principais desafios na gestão de pessoas: motivar continuamente as equipes (21%), lidar com conflitos internos (12%) e desenvolver e reter talentos (11%). Os colaboradores, por sua vez, indicaram que seus gestores precisam melhorar principalmente no cuidado com saúde mental e bem-estar (18%) e no desenvolvimento de pessoas (13%).
Abordagem da saúde mental no trabalho
A pesquisa revelou diferenças na percepção sobre discussões de saúde mental no ambiente corporativo. Enquanto 92% dos líderes se dizem confortáveis para abordar o tema, esse percentual cai para 61% entre os colaboradores. Para um em cada três funcionários, o assunto ainda representa um tabu.
"Precisamos criar ambientes onde esse diálogo aconteça de forma genuína e sem estigmas", afirma Magalhães.
Sobre o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, os dados mostram convergência: 62% dos líderes e 57% dos colaboradores reconhecem que há respeito a esse limite.
Perfil dos participantes
O estudo traçou o perfil médio dos participantes. Os líderes, que ocupam cargos de supervisão até diretoria e C-Level, têm salário médio de R$ 8.361,82. Os colaboradores, concentrados em funções de assistente, analista e especialista, apresentam remuneração média de R$ 2.913,14.
A amostra contemplou profissionais de ambos os sexos (38% homens e 62% mulheres) maiores de 18 anos, das classes sociais A, B, C, D e E, atuando em diferentes áreas de empresas brasileiras.
Metodologia
O levantamento foi realizado por meio de questionário online aplicado ao painel Offerwise, com coleta de dados entre 16 de junho e 4 de julho de 2025.
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