Operação da PF mira servidores da Receita por vazamento de dados de ministros do STF
Esther Ursulino / Redação RedeTV!Medidas cautelares incluem cancelamento de passaportes e uso de tornozeleira eletrônica para funcionários investigados

(Foto: Reprodução / Agência Brasil)
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17), uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão contra servidores públicos suspeitos de envolvimento no vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. A ação, que ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, integra um inquérito que apura a quebra ilegal de sigilo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.
As diligências foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O foco central da investigação é identificar se funcionários da Receita Federal acessaram e divulgaram informações protegidas sem o devido respaldo judicial.
Além da apreensão de materiais, o Judiciário determinou a aplicação de medidas cautelares severas contra os investigados. Entre as punições imediatas estão o afastamento das funções públicas, o uso de tornozeleira eletrônica, o cancelamento de passaportes e a proibição expressa de deixar o país. Até o momento, não houve a emissão de mandados de prisão, e os servidores envolvidos deverão prestar depoimento à autoridade policial nos próximos dias.
Em nota oficial, a Receita Federal esclareceu que o monitoramento dos acessos aos sistemas já estava em curso por meio de uma auditoria interna aberta em janeiro deste ano. A instituição informou que o procedimento foi motivado tanto por solicitações diretas do STF quanto por denúncias veiculadas na imprensa.
Leia a nota da PF na íntegra:
"Em 12 de janeiro desde ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa".
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