12/05/2026 16:34:00 - Atualizado em 12/05/2026 16:38:00

Mulher sofre múltiplos derrames após sessão de quiropraxia

Redação/ RedeTV!

Vítima ficou cinco dias na UTI e hoje alerta seguidores sobre riscos do procedimento

(Fonte: Reprodução/ Redes Sociais) 

Jaycie Conley, uma moradora de Ventura, na Califórnia (EUA), sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e uma ruptura arterial após se submeter a um ajuste quiroprático no pescoço. A paciente, que tinha 33 anos na data do incidente, buscou o procedimento para tratar dores de cabeça persistentes que atribuía à privação de sono.

A norte-americana relatou sintomas imediatos de náuseas e estrabismo logo após a manipulação da coluna. Ao contatar o responsável pelo atendimento, Jaycie ouviu que apresentava "uma reação estranha" e recebeu um convite para realizar uma nova sessão de ajustes.

Em entrevista ao portal Daily Mail, a vítima detalhou o diagnóstico de ruptura na artéria vertebral, responsável pela irrigação cerebral. Segundo a equipe médica, o ferimento foi provocado pela velocidade empregada na manobra quiroprática, resultando em dois episódios de miniderrames.

Durante a hospitalização, a paciente sofreu um terceiro AVC, este de maior gravidade, que exigiu internação por cinco dias em unidade de terapia intensiva (UTI). "Fiquei completamente chocada ao descobrir que ir a um quiroprático poderia causar isso", afirmou Jaycie sobre a descoberta da causa de sua paralisia.

A interna declarou que, no período crítico de recuperação, dependia de auxílio para funções motoras básicas e foi impedida de segurar o filho, então com seis meses. "Eu estava apavorada com a possibilidade de o meu filho não ter uma mãe. Eu não conseguia pegar meu filho no colo e tive muita dificuldade em ser uma mãe em tempo integral", lembrou.

Passados cinco anos do episódio, a sobrevivente convive com fraqueza permanente no lado direito do corpo e dificuldades na fala. As sequelas são consideradas irreversíveis pelos especialistas que acompanham o quadro clínico da mulher de 38 anos.

Atualmente, Conley utiliza suas redes sociais para alertar mais de 10 mil seguidores sobre os riscos da prática e a necessidade de atenção aos termos de responsabilidade. Ela manifestou indignação pela conduta do profissional, que não a orientou sobre a possibilidade de um derrame em curso diante dos primeiros sintomas reportados.

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