20/07/2026 21:14:00

Morte de piloto após banho de óleo: causa da morte foi asfixia causada por reação alérgica, diz delegado

Redação RedeTV!

Suspeito responde por homicídio culposo em liberdade após pagar R$ 3 mil de fiança

Fonte: Reprodução/ Redes Sociais

O engenheiro Gustavo Henrique Lara morreu asfixiado na quinta-feira (16), em Ponta Grossa, no Paraná, após receber um banho de óleo de motor de aeronave para celebrar seu primeiro voo solo. O piloto sofreu uma reação anafilática grave que causou edema nas vias aéreas logo após a exposição química. Segundo o delegado Lucas Petry, o inchaço na garganta bloqueou a respiração da vítima. As informações são do g1. 

A previsão da Polícia Civil é que o laudo oficial da perícia sobre a substância seja protocolado nesta segunda-feira (20).  Um instrutor de voo foi o responsável por jogar o líquido no rapaz durante a comemoração. O suspeito foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas responde em liberdade após pagar fiança de R$ 3 mil.  A identidade do investigado não foi divulgada pelas autoridades de segurança locais. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou que o paciente apresentou uma crise convulsiva inicial. Ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias sucessivas durante o atendimento.  Os socorristas reverteram as duas primeiras falhas cardíacas. No entanto, o homem não resistiu à terceira interrupção. 

Familiares e amigos que estavam no aeroclube tentaram prestar os primeiros socorros ao notarem a tontura do indivíduo. Uma testemunha detalhou em depoimento o início da operação de resgate:  "Nisso que a gente viu que começou a ficar sério, colocamos ele no chão. Ele estava com muita dificuldade de respirar. Daí a gente foi pra cima, tentar fazer alguma coisa, começou a gritar pra chamar o Samu, pra chamar o apoio ali do pessoal do helicóptero também que tinha ali do lado". 

A autoridade policial ouvirá novos depoimentos de parentes, outros instrutores e do proprietário do estabelecimento. Os investigadores também buscam vídeos que tenham registrado o momento exato do banho.  O inquérito apura a composição química exata e a quantidade de fluido derramado sobre o aluno. A corporação também verifica se a ingestão prévia de algo potencializou o choque alérgico letal. 

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