24/03/2025 17:58:00 - Atualizado em 25/03/2025 15:22:00

Mistério sem fim: relembre os crimes que ainda assombram o Brasil

Ana Souza com supervisão de Evelyn Mendes / Redação RedeTV

Em entrevista exclusiva ao portal RedeTV!, Jorge Lordello analisou os crimes mais emblemáticos do país, incluindo o caso de Priscila Belfort

(Foto:Reprodução/Redes Sociais/Montagem)

Alguns crimes no Brasil chocam não apenas pela brutalidade, mas também pelo mistério que os cerca. Assassinatos não resolvidos, desaparecimentos sem explicação e investigações que esbarram em limitações técnicas ou jurídicas fazem parte do cenário criminal do país.

Diante desse panorama, o apresentador e ex-delegado do programa Operação de Risco, Jorge Lordello, analisou alguns dos casos mais intrigantes da história recente, como o caso Evandro, o caso da Rua Cuba, o desaparecimento de Priscila Belfort, o assassinato de Elisa Samudio e o mistério em torno da morte da família Pesseghini.

O desaparecimento de Priscila Belfort

Priscila Belfort desapareceu em 9 de janeiro de 2004, no Rio de Janeiro, após sair para almoçar no centro da cidade. Ex-funcionária pública e estudante universitária, nunca mais foi vista, tornando-se um dos casos de desaparecimento mais enigmáticos do Brasil.

Para Lordello, há poucas dúvidas sobre o destino da jovem. “A polícia chegou perto da solução, mas o caso prescreveu. Mesmo que se descubra o culpado, ele não pode mais ser punido”, afirmou.

Recentemente, uma nova testemunha trouxe informações ao Ministério Público, que solicitou a reabertura das investigações. “A família de Priscila ainda busca respostas e, se ela realmente foi morta, deseja ao menos dar um enterro digno”, completou.

O caso Elisa Samudio

Para quem não lembra, em 2010, o desaparecimento de Elisa Samudio, modelo de 25 anos, ganhou grande repercussão nacional. A jovem teve um relacionamento com o ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, com quem teve um filho. A relação entre os dois se deteriorou, e Elisa passou a cobrar judicialmente a pensão alimentícia.

As investigações apontaram que ela foi sequestrada, torturada e assassinada por ordem do jogador e de seus comparsas. Apesar das condenações, o corpo de Elisa nunca foi encontrado. “Os réus foram julgados e cumpriram pena, mas a localização do corpo continua um mistério”, comentou Lordello.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, foi apontado como o executor do crime. “O delegado Edson Moreira acredita que ele enterrou o corpo e jamais revelou onde”, finalizou.

O mistério da Rua Cuba

O caso da Rua Cuba, ocorrido em 2011, é um dos crimes mais brutais de São Paulo. Carlos Eduardo Bianchi, de 19 anos, foi encontrado morto na Vila Progredior, na zona sul da cidade. O corpo apresentava sinais de tortura, indicando uma execução cruel.

Para Lordello, a falta de recursos técnicos dificultou a investigação. “Na época, não existiam equipamentos sofisticados para análise de sangue e coleta de indícios, o que impediu a elucidação do crime”, explicou.

O caso Evandro e as “Bruxas de Guaratuba”

Em 1992, o desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, gerou um dos casos mais controversos da história criminal do país. Inicialmente, um grupo foi acusado de envolvimento em um suposto ritual satânico, mas a investigação apresentou falhas graves.

Lordello destacou um ponto crucial no caso: “Na época, encontraram restos mortais que foram atribuídos a Evandro. No entanto, anos depois, exames de DNA comprovaram que não eram dele. Ou seja, o paradeiro do menino segue desconhecido”.

Ele também menciona que um tio de Evandro, que era policial civil, interferiu nas investigações, possivelmente influenciado pela dor da perda.

O caso da família Pesseghini

O assassinato da família Pesseghini, na zona norte de São Paulo, também intrigou o país. A polícia apontou Marcelinho, de 13 anos, como o autor do crime, alegando que ele matou os pais, a avó e a tia-avó antes de tirar a própria vida.

Muitos questionaram a versão oficial, mas Lordello, que teve acesso ao laudo pericial, acredita na conclusão das investigações. “O laudo técnico, de quase 300 páginas, mostrava de forma clara que Marcelinho cometeu os assassinatos e depois se matou”, afirmou.

“Ele tinha sérios problemas psiquiátricos”, finalizou.

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