02/12/2025 14:56:00 - Atualizado em 02/12/2025 14:57:00

Michelle Bolsonaro repreende PL por "se precipitar" em apoio a Ciro Gomes no Ceará

Ana Souza/RedaçãoRedeTv!

A movimentação da ex-primeira-dama no Ceará reflete sua crescente influência em diretórios estaduais, gerando atrito com os filhos de Bolsonaro

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)

Michelle Bolsonaro manifestou publicamente sua desaprovação à aliança entre membros do Partido Liberal (PL) no Ceará e o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) neste domingo (30). O comentário ocorreu durante o evento de lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do estado. Na ocasião, Michelle classificou a união entre seus correligionários e Ciro como uma "precipitação". Em resposta, o presidente estadual do PL André Fernandes, defendeu a costura, alegando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia dado seu aval antes de ser preso.

A crítica da ex-primeira-dama se deu após um aliado ler uma notícia que indicava Ciro Gomes como estando "orgulhoso" por ter redigido a denúncia que culminou na inelegibilidade de Bolsonaro, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023. Michelle, que já tinha sinalizado sua desaprovação em vídeo nas redes sociais na semana passada, que mostrava Ciro criticando Bolsonaro, elevou o tom: "Adoro o André, passei em todos os estados falando dele, do [deputado estadual] Carmelo Neto e da esposa dele, que foi eleita. Tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá. Nós vamos nos levantar e trabalhar para eleger o Girão. Essa aliança vocês se precipitaram em fazer", declarou.

Por trás da aliança, existe o interesse do deputado federal André Fernandes (PL) em viabilizar a candidatura de seu pai, o pastor Alcides Fernandes, para uma vaga ao Senado. No entanto, esse movimento é "mal visto" por Michelle Bolsonaro.

Após a "bronca" da ex-primeira-dama, Fernandes rebateu as críticas em conversa com jornalistas na saída do evento. Ele afirmou que a decisão de apoiar Ciro tinha a aprovação do ex-presidente, antes de sua prisão. “A esposa do ex-presidente Bolsonaro vem aqui e diz que fizemos a movimentação errada, sendo que o próprio presidente, no dia 29 de maio, pediu para ligarmos para Ciro Gomes no viva-voz e ficou acertado que o apoiaríamos. Logo em seguida, pelo presidente Valdemar Costa Neto também”, afirmou o deputado.

Ciro Gomes, que recentemente migrou do PDT para o PSDB, é cotado por aliados tucanos como um potencial nome para disputar o governo estadual e fazer oposição ao governador Elmano de Freitas (PT), que buscará a reeleição em 2026. Na época da filiação de Ciro ao PSDB, Fernandes havia manifestado a expectativa de que a "oposição esteja unida em 2026".

A articulação de Michelle Bolsonaro sobre os rumos do partido em 2026, contrariando os arranjos locais, não se restringe ao Ceará, estendendo-se também a estados como Santa Catarina e Distrito Federal. No entanto, essa movimentação tem gerado reações negativas dos filhos do ex-presidente, que se manifestaram contra a possibilidade de a ex-primeira-dama suceder Jair Bolsonaro nas urnas no próximo ano.

Apesar das tensões internas, Michelle foi tratada como "presidenciável" durante o evento de domingo, no Ceará. O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) usou a expressão ao se referir tanto a ela quanto ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato na disputa pelo Palácio do Planalto. A ex-primeira-dama reagiu à menção, perguntando fora do microfone: "Eu, presidenciável?". Dallagnol respondeu: "Para a gente é".

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