Marcola se manifesta e nega envolvimento com a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes
Ana Souza / Redação RedeTV!Por meio de seus advogados, líder do PCC falou sobre o caso

(Foto: Reprodução/Redes Sociais/ Montagem)
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, divulgou um manifesto público nesta terça-feira (16) negando qualquer relação do cliente com a execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, morto em Praia Grande na segunda-feira (15).
No documento, a defesa afirma ser “absolutamente inverossímil” atribuir a Marcola qualquer participação no crime, uma vez que ele está preso desde 2019 em penitenciária federal de segurança máxima, sob monitoramento integral. Para os advogados, a tentativa de vinculá-lo à morte de Ruy Ferraz “carece de fundamento lógico ou jurídico” e serviria apenas para “alimentar narrativas midiáticas distorcidas”.
O pronunciamento da defesa contrasta com a avaliação da cúpula da Segurança Pública paulista, que trata o atentado como retaliação do PCC. “Ele lutou muito contra a facção”, disse o secretário-executivo da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, ao Metrópoles.
Morte de Ruy Ferraz Fontes
O crime aconteceu na última segunda-feira (15) quando o quando o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado com pelo menos 21 tiros, em Praia Grande, litoral sul de São Paulo.
De acordo com imagens de câmeras de segurança e testemunhas no local, o ataque aconteceu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, nas proximidades do Fórum da cidade. Ruy Ferraz Fontes havia deixado a sede da Prefeitura, onde ocupava o cargo de secretário de Administração desde o início de 2023, quando foi perseguido por criminosos em uma caminhonete.
Ao tenta acessar a Avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, o ex-delegado colidiu com um ônibus e o veículo capotou. Em seguida, três criminosos portando fuzis desembarcam da caminhonete e atiram diversas vezes. Ele morreu antes da chegada do socorro.
Ruy Ferraz tinha 64 anos e dedicou mais de 40 anos à Polícia Civil paulista, com atuação marcada no enfrentamento ao PCC desde os anos 2000. Em 2019, após a transferência de Marcola para o sistema penitenciário federal, ele foi jurado de morte pela facção, segundo registros oficiais.
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