Malafaia se manifesta contra Alexandre de Moraes após ser investigado: "ditador da toga"
Ana Souza / Redação RedeTV!Pastor é alvo de inquérito sobre supostas ações de coação e obstrução envolvendo Jair e Eduardo Bolsonaro

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo em suas redes sociais, na madrugada desta quinta-feira (21), horas depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Na gravação, Malafaia chama o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “ditador da toga” e afirma que estaria sendo vítima de “perseguição religiosa”.
Segundo o pastor, os agentes apreenderam seu celular, três cadernos “com mensagens bíblicas” e o passaporte. A ação foi determinada pelo STF no âmbito das investigações sobre tentativa de obstrução de Justiça e coação em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
“Alexandre de Moraes, o ditador da toga, promove perseguição política e agora religiosa também. Venho denunciando os crimes desse ditador nesses quatro anos”, declarou. Ele completou: “Cheguei de Portugal e no aeroporto fui interceptado pela Polícia Federal. Levaram meu celular, meus cadernos de mensagens bíblicas e até meu passaporte. Que país é esse?”.
O pastor também criticou o que chamou de vazamento de informações do inquérito antes mesmo de sua defesa ser informada: “Se eu falar do inquérito, sou preso. Mas a Gestapo de Alexandre Moraes vaza tudo”, disse.
Entre as mensagens recolhidas pela Polícia Federal, Malafaia aparece chamando o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “babaca”, “idiota”, “inexperiente” e “estúpido de marca maior”.
De acordo com decisão de Alexandre de Moraes, o pastor teria sugerido estratégias de pressão sobre o Judiciário, inclusive articulando anistia para envolvidos nos atos golpistas. A PF também apontou que Malafaia mantinha contato direto com Jair Bolsonaro.
Durante o vídeo, o pastor ainda se dirigiu a outros ministros da Corte: “Esse cara está jogando o STF na lama. Vocês têm medo dele?”, afirmou.
Malafaia está proibido de deixar o Brasil e de se comunicar com outros investigados. Ele disse também que enviou mensagens e vídeos a líderes religiosos nos Estados Unidos, entre eles o ex-presidente Donald Trump, relatando o que chamou de perseguição.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia se há elementos suficientes para apresentar denúncia contra o pastor.
SILAS MALAFAIA! PF apreende meu celular, cadernos bíblicos e passaporte a mando do criminoso Alexandre de Moraes pic.twitter.com/vsxOcX9rbU
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) August 21, 2025
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