05/03/2026 12:10:00 - Atualizado em 05/03/2026 12:10:00

Madrasta recebe pena de 49 anos de prisão por matar enteada com chumbinho

Redação RedeTV!

Os próprios filhos biológicos da condenada prestaram depoimentos que revelaram confissões e outros possíveis crimes

(Foto: TJRJ/Youtube)

O III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Cíntia Mariano Dias Cabral a 49 anos de prisão, em regime fechado, nesta quinta-feira (5). A sentença foi proferida após a ré ser considerada culpada pelo homicídio da enteada, Fernanda Cabral, de 22 anos, e pela tentativa de homicídio do irmão da jovem, Bruno Cabral.

O julgamento se estendeu por aproximadamente 16 horas, e o veredito dos jurados foi alcançado em menos de 30 minutos de deliberação. A juíza Tula Mello realizou a leitura da sentença por volta das 7h, mantendo a prisão de Cíntia, que está detida desde julho de 2022.

A magistrada enfatizou que o crime contra Fernanda foi planejado. "A culpabilidade exacerbou. A acusada ceifou a vida da enteada Fernanda. Foi premeditado", afirmou a juíza durante a sessão.

Segundo a decisão, a ré tentou enganar a equipe médica ao sugerir que o mal-estar da enteada decorria do uso de anabolizantes. A conduta prejudicou o diagnóstico inicial e reduziu drasticamente as chances de sobrevivência da vítima.

Jane Cabral, mãe dos jovens, expressou alívio com a decisão, embora tenha ressaltado que a condenação não traz a filha de volta. "Que ela fique lá por muito tempo", declarou Jane em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio.

Durante o processo, os filhos biológicos de Cíntia prestaram depoimentos contundentes. Lucas Mariano Rodrigues relatou que a mãe confessou os crimes a ele, mas tentou incriminá-lo ao chegarem à delegacia.

Os filhos também trouxeram à tona a suspeita de um crime anterior envolvendo outra criança de um relacionamento passado da ré. Relatos indicam que um enteado de 5 anos teria sido hospitalizado após ingerir um líquido com odor de querosene fornecido por ela.

A defesa de Cíntia Mariano, composta por seis advogados, anunciou que pretende recorrer da decisão. A ré não poderá aguardar o novo recurso em liberdade devido à gravidade e às circunstâncias dos crimes.

O caso de envenenamento começou a ser desvendado após Bruno Cabral, de 16 anos, sobreviver a um almoço em maio de 2022. O adolescente notou "bolinhas azuis" no feijão e sentiu um gosto amargo, o que levou à exumação do corpo da irmã, morta dois meses antes.

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