27/02/2026 19:20:00 - Atualizado em 27/02/2026 19:21:00

Laudo confirma que freira de 82 anos foi estuprada antes de morrer no Paraná

Redação RedeTV!

Criminoso alegou ter ouvido "vozes" após usar drogas, mas perícia refutou versão sobre o ataque

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil do Estado do Paraná concluiu, nesta sexta-feira (27), o inquérito sobre a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos. O crime ocorreu no último sábado (21), no município de Ivaí, região dos Campos Gerais.

O laudo pericial confirmou que a idosa foi vítima de estupro antes de ser morta por asfixia. Segundo as autoridades, a violência sexual foi comprovada pela gravidade das lesões encontradas no corpo da vítima.

Nadia Gavanski possuía limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC prévio. De acordo com o delegado Hugo Fonseca, a freira foi subjugada sem qualquer possibilidade de defesa dentro do convento.

O suspeito invadiu o local por volta das 13h30 após pular o muro da congregação Irmãs Servas de Maria Imaculada. Ao ser confrontado pela vítima, o homem alegou que estava no local para trabalhar, mas a empurrou logo em seguida.

Em depoimento, o investigado confessou o homicídio, alegando ter asfixiado a idosa para silenciar seus gritos. Ele afirmou ter agido sob o comando de "vozes" após consumir álcool e drogas durante a madrugada.

A versão do suspeito, contudo, foi refutada pela perícia técnica, que confirmou a natureza sexual do ataque. O homem relatou que entrou no convento com a intenção de matar, mas negou o objetivo de cometer roubo.

O agressor foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio. As qualificadoras do homicídio incluem meio cruel, recurso que dificultou a defesa e o fato de a vítima ser maior de 60 anos com deficiência.

O homem foi localizado em sua residência logo após o crime. Durante a abordagem, ele tentou fugir e agrediu os agentes, mas acabou contido. Vestígios de sangue em suas roupas e imagens de câmeras de segurança reforçam as provas.

O relatório final do caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Paraná. Somadas, as penas pelos quatro crimes cometidos podem ultrapassar os 50 anos de reclusão.

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