15/06/2026 10:22:00 - Atualizado em 15/06/2026 10:23:00

Jovem sobreviveu ao impacto inicial e ainda tinha pulsação após queda de 40 metros, diz enfermeira

Redação RedeTV!

Instrutores alegaram não saber explicar o motivo de a vítima não estar presa ao equipamento

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, morreu após cair de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado (13). A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual.

A educadora física e moradora de Jandira despencou após ser lançada sem estar presa às cordas de segurança. Uma profissional de saúde que participou do socorro informou que a vítima ainda apresentava sinais vitais após a queda em entrevista à 'TV Record'.

O acidente aconteceu na Ponte do Esqueleto, uma estrutura ferroviária inacabada na zona rural do município. A jovem realizava a modalidade "aviãozinho", em que o praticante é carregado até a plataforma por instrutores.

Imagens do local registram o momento em que três integrantes da equipe carregaram Rodrigues. O equipamento que deveria impedir a queda livre, no entanto, não estava conectado ao corpo da jovem.

Testemunhas demonstraram desespero ao notar a falha nos procedimentos de segurança. A vítima ainda respirava quando foi alcançada pelas primeiras pessoas que tentaram prestar socorro na ribanceira.

A enfermeira Rayza Dias relatou as dificuldades para o acesso ao local da queda.

"Eu ralei toda a minha mão porque lá é uma ribanceira e tem só uma corda para a gente descer. Eu estava cheia de barro", relatou.

Segundo a profissional de saúde, Rodrigues mantinha funções biológicas básicas no momento do primeiro atendimento.

"Vi que ela estava com uma respiração ofegante e olhei a pupila dela, que infelizmente estava dilatada, as duas. Vi pulsação, estava bem fraca, mas ela ainda tinha pulsação", afirmou.

Dias afirmou que tentou manter comunicação com a jovem durante a prestação do socorro.

"Ainda conversei com ela. Tenho mania de brincar e falar: "ninguém morre no meu plantão". E ainda falei para ela: "Duda, ninguém morre no meu plantão", mesmo que eu não estivesse de plantão ali.

Três homens identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra foram presos pelo crime. Eles tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça.

Os investigados atuavam por meio das marcas "Ih Voei" e "Entre Cordas". Dois dos detidos alegaram em depoimento que sofreram um "apagão" durante os procedimentos preparatórios do salto.

Os operadores afirmaram que não sabem explicar em qual momento deixaram de prender os equipamentos. A delegada do caso apontou que os organizadores trabalhavam de forma autônoma, sem empresa formalizada.

As páginas em redes sociais utilizadas para a divulgação das atividades foram tiradas do ar. A defesa dos suspeitos argumenta que o trio possui ampla experiência e que esta foi a primeira morte em suas trajetórias.

Rodrigues desembolsou R$ 180 pela atividade e R$ 150 pela gravação do salto em 360 graus. O equipamento de filmagem, que pode esclarecer a dinâmica do acidente, ainda não foi localizado pela polícia.

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