Jovem busca dentista por dor de siso e descobre leucemia mieloide aguda
Redação RedeTV!Sintomas confundidos com infecção dentária indicavam tumor raro na medula óssea

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O operador de empilhadeira Ethan Harrison, de 19 anos, descobriu um diagnóstico de leucemia mieloide aguda após consultar um dentista devido a uma dor de dente. O jovem britânico, morador de South Wingfield, na Inglaterra, acreditava sofrer de uma infecção dentária nos sisos do lado direito.
Durante o atendimento, o profissional de odontologia identificou um gânglio linfático inchado no paciente e recomendou uma consulta médica. Após a realização de exames de sangue, o rapaz foi internado em caráter de urgência no Hospital Real de Chesterfield.
Os médicos constataram que o quadro clínico representava um risco iminente à vida e que o tempo para o início do tratamento era crucial. Caso a internação não ocorresse naquele momento, a estimativa era de que o jovem tivesse apenas três semanas de vida.
A mãe do paciente, Roxy Bond, de 37 anos, relatou o impacto do diagnóstico de câncer no sangue. "Parecia uma história que você ouviria sobre outra pessoa, não sobre seu filho."
De acordo com a familiar, o trabalhador enfrentava o incômodo na boca há um mês antes de buscar ajuda profissional. O paciente também manifestava falta de ar, febre e o inchaço linfático no pescoço, manifestado durante uma viagem ao Chipre.
A equipe hospitalar agilizou a recepção da família devido à suspeita prévia da doença. O jovem iniciou as sessões de quimioterapia na última semana para combater a enfermidade na medula óssea.
A evolução clínica deve exigir quatro ciclos de tratamento em um processo considerado longo, embora os médicos apontem alta chance de cura. O paciente permanecerá hospitalizado por um mês nesta primeira etapa, recebendo duas medicações diárias.
A genitora detalhou a rotina médica prevista para os próximos meses de monitoramento. "Pode levar cerca de um ano para que Ethan recupere totalmente a saúde, dependendo de como seu corpo reagir, e ele passará mais tempo no hospital do que em casa durante esse período."
O jovem precisou se afastar das funções profissionais e a mãe adiou o início em um novo emprego para acompanhá-lo integralmente. O cotidiano envolve exames de sangue constantes, biópsias e a inserção de cateteres.
A acompanhante destacou a postura do filho diante dos procedimentos invasivos na unidade de saúde. “Ele nunca tinha estado num hospital antes e agora está fazendo biópsias de medula óssea, inserção de cateteres PICC e exames de sangue constantes. Tudo o que ele diz é: 'Que inconveniente'. Somos uma família muito positiva e ele tem sido incrível. Estou muito orgulhosa de como ele está lidando com isso.”
Enquanto a dupla permanece no centro médico, o padrasto do jovem, Chris, de 52 anos, cuida dos irmãos do rapaz na residência da família. O impacto da notícia afetou a rotina dos adolescentes William, de 18 anos, e Gracie, de 12 anos.
A mãe ressaltou que a doença não apresentava histórico entre os parentes próximos. "Isso teve um efeito dominó em tudo, mas acho que ninguém consegue realmente acreditar ainda", afirmou.
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