14/08/2026 09:17:00 - Atualizado em 14/08/2026 09:18:00

Funcionária de supermercado é investigada por desviar R$ 500 mil de caixa em Goiás

Redação RedeTV!

Suspeita levava vida incompatível com salário de R$ 3 mil

(Foto: Reprodução - TV Anhanguera/Divulgação - Polícia Civil)

Uma jovem de 22 anos, contratada como funcionária de um supermercado, é investigada pela Polícia Civil sob a suspeita de desviar R$ 500 mil do caixa da empresa e ostentar uma vida de luxo, em Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás. O delegado Henrique Berocan, responsável pelo caso, aponta que o prejuízo total pode alcançar R$ 1 milhão. A investigada foi presa na última segunda-feira (10), mas obteve liberdade concedida pela Justiça após passar por audiência de custódia.

A identidade da trabalhadora e o nome do estabelecimento comercial não foram divulgados pelas autoridades. Em nota encaminhada à reportagem da TV Anhanguera, a defesa da investigada declarou que as informações divulgadas não correspondem aos fatos e assegurou que as acusações serão contestadas pelos meios legais.

A apuração sobre os valores subtraídos do estabelecimento segue em andamento. Caso seja responsabilizada ao fim do processo, a suspeita pode responder pelo crime de furto qualificado mediante fraude.

As apurações policiais tiveram início após o proprietário do comércio identificar um aumento de cerca de 20% nas divergências registradas no fechamento do caixa. Conforme imagens transmitidas pela emissora, a operadora retirava cédulas no momento da contagem sem fazer o repasse devido, chegando a reter R$ 1.428 no dia da prisão em flagrante.

A jovem atuava na empresa há mais de três anos e possuía salário mensal de R$ 3 mil, padrão financeiro que contrastava com gastos de alto valor. O delegado informou que a trabalhadora adquiriu um automóvel zero quilômetro para o companheiro utilizar no trabalho.

“Se ele tinha consciência da fonte ilícita do dinheiro, ele também responde por receptação ou até mesmo lavagem de dinheiro”, disse.

A suspeita exibia a colegas de trabalho o saldo mantido em sua conta corrente, que somava R$ 60 mil. Diante da incompatibilidade financeira, a autoridade policial solicitou à Justiça a quebra do sigilo bancário para rastrear a origem das movimentações.

“Ela chegou a mostrar a conta bancária dela aberta para uma das colegas de profissão mostrando que tinha cerca de R$ 60 mil na conta dela, sendo que ela recebe R$ 3 mil, coisas que não batem a renda dela com o patrimônio”, contou o delegado.

Mensagens obtidas pela polícia revelam que atendentes de uma casa lotérica da região desconfiavam da conduta da investigada. Nas conversas, os funcionários relataram que a mulher frequentava o local diariamente para realizar depósitos em espécie na própria conta.

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