13/02/2026 13:50:00 - Atualizado em 13/02/2026 13:51:00

"Foi estranho terem feito três intubações", diz pai de criança morta após cirurgia em SP

Ana Souza/RedaçãoRedeTv!

Família de Ana Clara Vitória contesta atestado de óbito e aponta falhas em procedimentos pós-operatórios

(Foto: Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil de Jundiaí, em São Paulo, investiga as circunstâncias da morte de Ana Clara Vitória, de quatro anos, após a exumação do corpo da criança realizada na última sexta-feira (6). A medida atende a um pedido da família, que alega negligência médica durante e após um procedimento cirúrgico para a retirada de amígdalas e adenoide, realizado em 15 de janeiro. O caso, registrado como morte suspeita, busca esclarecer as causas reais do óbito, uma vez que o atestado médico apresentou seis diagnósticos inconclusivos.

De acordo com o relato dos pais ao g1, o que deveria ser uma cirurgia simples, com alta no mesmo dia, evoluiu para um quadro crítico na ala de recuperação pós-operatória. Rebeca dos Santos Grillo, mãe da menina, relatou que a filha apresentou dificuldades respiratórias e coloração arroxeada logo após a operação. Ana Clara foi intubada e transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica em outro hospital, vindo a falecer três dias depois.

A família aponta que houve complicações técnicas desde a primeira tentativa de intubação. Éder Henrique de Santana, pai da menina, afirmou que os médicos relataram dificuldades com o tamanho dos tubos utilizados. "Na primeira cirurgia, eles tentaram usar o tubo de 5 mm, mas viram que a traqueia dela era pequena. Tentaram com o de 4,5 mm e, por fim, usaram o de 4 mm durante a cirurgia das amígdalas. Foi estranho terem feito três intubações no mesmo dia", explicou o pai.

As suspeitas de erro médico ganharam força após a administração de medicamentos e manobras de reanimação na noite de 18 de janeiro. Segundo Éder, a filha não possuía histórico de doenças respiratórias ou alergias. "O procedimento de oxigenação manual causou um inchaço excessivo na minha filha. O rosto e o tórax dela ficaram parecendo um balão", declarou. O pai reforçou que a cirurgia tinha fins corretivos para fala e audição: "Era criança, brincava normal. [...] Mas não era grave, era só se caso ela tomasse um sorvete às vezes já sentia dor de garganta".

Em nota oficial, o hospital Unimed de Jundiaí afirmou que "a paciente recebeu toda a assistência técnica e médica necessária durante as etapas pré-cirúrgica, cirúrgica e pós-cirúrgica, conforme os protocolos assistenciais vigentes e as boas práticas médicas". A instituição informou ainda a abertura de uma apuração interna e garantiu colaboração com as autoridades. O segundo hospital, onde ocorreu o óbito, não se manifestou até o momento. O corpo da criança passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML), e o laudo deve integrar o inquérito policial.

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