Filho mata pai policial aposentado e esconde cadáver em cisterna no Amazonas
Redação RedeTV!Vítima desapareceu em 2019 ao levar mantimentos para o agressor no bairro Nova Esperança

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)
Gabriel Maciel foi preso pelas Forças de Segurança do Amazonas após confessar ter assassinado o próprio pai, o policial militar aposentado José Maciel, de 60 anos, e ocultado o cadáver por seis anos em Manaus.
O crime ocorreu em setembro de 2019, no bairro Nova Esperança, na zona oeste da capital, momento em que a vítima desapareceu após sair de casa para levar mantimentos ao filho.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres, informou que a motivação do homicídio brutal foi o roubo de duas armas da vítima, com o objetivo de comercializá-las com o tráfico de drogas.
O subcomandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel PM Thiago Balbi, relatou que a corporação recebeu a denúncia sobre a ocultação do corpo no último sábado, dia 16 de maio.
“Durante a visita, ele foi brutalmente assassinado, e o corpo permaneceu ocultado no local, que apresentava grande quantidade de entulhos, o que exigiu o apoio do Corpo de Bombeiros”, destacou o coronel.
Segundo o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, delegado Ricardo Cunha, o investigado é usuário de entorpecentes e estava afastado do convívio familiar, sendo o pai o único que lhe prestava assistência financeira e alimentar.
“Gabriel, atualmente com 33 anos, é usuário de entorpecentes desde aquela época e havia sido afastado do convívio familiar. O pai era a única pessoa que ainda lhe prestava assistência, levando mantimentos mensalmente e oferecendo algum tipo de sustento”, relatou o delegado.
A descoberta do caso ocorreu após o agressor expressar arrependimento a terceiros sob efeito de substâncias químicas, informação que chegou até a companheira da vítima.
A mulher localizou o suspeito na Orla da Ponta Negra, onde ele vivia em situação de rua, e o conduziu ao 6º Distrito Integrado de Polícia depois que ele confirmou o assassinato.
“Na especializada, o suspeito confessou o homicídio e indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido ocultado. Em razão do lapso temporal, a localização da ossada foi extremamente difícil. O local estava repleto de entulhos e demandou um dia inteiro de trabalho das equipes”, explicou Ricardo Cunha.
A ossada do policial aposentado foi encontrada enterrada de cabeça para baixo dentro de uma cisterna na antiga residência, envolvida em uma rede.
Devido ao consumo excessivo de drogas, o preso não soube detalhar a dinâmica do assassinato ou apontar a participação de outras pessoas no crime.
“O inquérito policial seguirá em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime. Neste momento, o caso está elucidado, o autor encontra-se preso e a família finalmente poderá dar um sepultamento digno ao ente querido”, concluiu.
O infrator passou por audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece detido à disposição do Poder Judiciário.
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