08/04/2026 11:56:00 - Atualizado em 08/04/2026 12:09:00

Filhas são indiciadas por suspeita de matar mãe para controlar empresa no Tocantins

Redação RedeTV!

Vítima foi morta a facadas e jogada no Rio Santa Tereza após o Natal de 2025

(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

O delegado João Paulo Sousa Ribeiro, titular da 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, indiciou nesta segunda-feira (6) as irmãs Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro pelo feminicídio da mãe, a empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro.

A vítima, de 55 anos, desapareceu após o Natal de 2025 no Tocantins. O corpo foi localizado no dia 1º de janeiro de 2026, com marcas de facadas, boiando no Rio Santa Tereza.

Segundo o investigador, o crime foi motivado por disputas financeiras relacionadas à fábrica de rodos da família. As filhas dependiam economicamente da mãe, mas divergiam da gestão administrativa imposta pela empresária.

"As filhas queriam ter um padrão de vida, não de luxo, nada disso. Mas dependiam financeiramente. E a vítima era um empecilho para isso. Um dos, um dos conflitos maiores ultimamente foi o pai ter dado, inclusive, um cartão para uma das filhas gastar, e a mãe não concordava com isso", afirmou Ribeiro.

A Polícia Civil aponta que o homicídio foi planejado para garantir o controle total da empresa familiar. A investigação indica que as suspeitas consideravam a mãe um obstáculo para o uso irrestrito dos recursos financeiros.

"Então as filhas viam a mãe como um embaraço na vida delas. A partir do momento que a mãe faltasse, elas iam ter total controle porque o pai, além de ser, entre aspas, 'bom' para elas, é uma pessoa assim que não tem muita instrução, ele não ia tentar fazer esse controle, ele não ia controlar as despesas, a questão financeira. E isso ia passar para elas, elas iam ter total controle", explicou o delegado.

Para ocultar o crime, as indiciadas teriam adquirido um celular em nome da vítima para enviar mensagens falsas a parentes. A farsa visava simular uma fuga voluntária de Deise Carmem e retardar o início das buscas oficiais.

O pai das jovens, José Roberto Ribeiro, também foi indiciado no inquérito. A autoridade policial sustenta que ele atuou na eliminação de registros digitais e tentou obstruir o trabalho dos agentes após a execução do crime.

A defesa dos três familiares declarou que o relatório policial possui "lacunas fundamentais" e carece de lastro probatório técnico. Em nota, os advogados afirmaram que as interpretações da polícia serão contestadas judicialmente para garantir o contraditório.

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) recebeu o inquérito e deve decidir nos próximos dias se oferece denúncia formal à Justiça.

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