02/03/2026 12:44:00 - Atualizado em 02/03/2026 13:13:00

Família Gil mantém processo de R$ 370 mil contra padre por intolerância religiosa na Paraíba

Redação RedeTv!

 Religioso associou fé da cantora a sofrimento durante missa transmitida ao vivo em paróquia de Areial

(Foto:Reprodução/Instagram)

família do artista Gilberto Gil mantém uma ação judicial por danos morais contra o padre Danilo César, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba. O processo, que tramita na esfera cível, exige o pagamento de R$ 370 mil após declarações do religioso sobre a cantora Preta Gil durante uma missa.

O trâmite ocorre na 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro sob a condução do juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres. A ação teve início em 5 de novembro e atualmente encontra-se na fase de defesa.

A controvérsia central do processo reside na divergência de posicionamentos do réu. Embora tenha assinado um termo de confissão de conduta ilícita na esfera criminal, a defesa do padre negou responsabilidade civil pelos fatos.

Os advogados da família Gil, Layanna Piau e Fredie Didier, sustentam que o padre associou religiões de matriz africana à morte de Preta Gil. Na peça defensiva, o religioso afirmou que apenas manifestava sua própria fé no momento da homilia.

O caso teve origem em uma transmissão ao vivo realizada no dia 27 de julho. Na ocasião, o padre questionou a eficácia dos orixás e citou a morte da cantora, que tratava um câncer colorretal.

As declarações também atacaram fiéis que buscam religiões de matriz afro-indígena, classificadas pelo padre como "coisas ocultas". O conteúdo gerou uma denúncia por intolerância religiosa apresentada pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria.

Na esfera criminal, o padre celebrou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público Federal da Paraíba na terça-feira (6). Para evitar o processo penal, ele se comprometeu a realizar cursos sobre intolerância religiosa e produzir resenhas de livros sobre o tema.

O acordo criminal também incluiu o pagamento de R$ 4.863,00 para uma associação de comunidades afrodescendentes. Além disso, o religioso participou de um ato inter-religioso, ocorrido em 6 de fevereiro, onde optou por permanecer em silêncio.

A defesa cível do padre, representada por Rodrigo Rabello, alega que os processos são independentes. Segundo o advogado, o acordo firmado com o Ministério Público Federal não implica em assumir dolo ou prática de crime.

A próxima etapa do processo cível será a réplica da família de Gilberto Gil. Os autores devem rebater os argumentos da defesa antes de novas decisões da Justiça do Rio de Janeiro.

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