09/07/2026 15:01:00 - Atualizado em 09/07/2026 15:01:00

Falta de policiais e alta nos assaltos preocupam moradores de São Paulo, aponta pesquisa

Redação RedeTV!

Preocupação com policiamento une eleitores de Tarcísio de Freitas e de Fernando Haddad

(Foto: Divulgação/PM)

A ausência de policiais militares e de viaturas nas ruas lidera as preocupações dos paulistas com a segurança pública estadual. De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha divulgada nesta última quarta-feira (8), 20% dos moradores de São Paulo apontam a falta de policiamento como o principal gargalo do setor.

O levantamento estatístico foi encomendado pelo jornal "Folha de S.Paulo". Para obter os dados, a instituição ouviu 1.608 eleitores de São Paulo entre os dias 1º e 3 de julho em 71 municípios.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026. A margem de erro geral da amostragem é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No levantamento anterior sobre a temática, realizado no ano de 2022, o índice de cidadãos que citavam a insuficiência de policiamento como o maior problema paulista era de 24%. Na segunda colocação atual aparecem os assaltos, citados por 11% dos entrevistados, o que representa uma alta de três pontos percentuais em relação ao estudo anterior.

A falta generalizada de segurança foi pontuada como o principal entrave por 7% dos participantes. Já a impunidade e o mau funcionamento das leis receberam 6% das menções, enquanto a atuação de facções criminosas e a má preparação da polícia empataram com 4% das respostas.

A percepção sobre o baixo efetivo policial nas ruas une eleitores de diferentes espectros políticos do estado. Entre os apoiadores de Tarcísio de Freitas, o índice é de 19%, número próximo aos 25% registrados entre os eleitores de Fernando Haddad. Para estes segmentos específicos de intenção de voto, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.

A divisão por gênero aponta que 22% das mulheres consideram o baixo policiamento o maior problema, frente a 18% dos homens. Nesse recorte de gênero, a margem de erro varia de três a quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Na análise por faixa etária, a falta de policiamento é mais criticada por moradores de 35 a 44 anos, somando 24% das citações. Em contrapartida, a população jovem de 16 a 24 anos é a que menos aponta o fator como principal problema, com 14%. A margem de erro para as faixas etárias varia de cinco a sete pontos percentuais.

Geograficamente, a escassez de policiamento incomoda mais a população da capital paulista e de sua região metropolitana, onde a queixa atinge 24%. No interior do estado de São Paulo, o índice de reclamação recua para 17%. A margem de erro para o recorte por cidades varia de três a quatro pontos percentuais.

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