Estados Unidos amplia ofensiva naval e planeja apreender navios do Irã globalmente
Redação Rede TV!Nova estratégia americana expande ações militares para além do Oriente Médio após ataques no Estreito de Ormuz

(Foto: Agência Brasil)
O governo dos Estados Unidos projeta intensificar a ofensiva naval contra o Irã nos próximos dias. A estratégia prevê a abordagem e a apreensão de embarcações ligadas a Teerã em águas internacionais, conforme informações do Wall Street Journal.
A medida representa uma expansão global da campanha americana, anteriormente restrita ao Oriente Médio. O movimento ocorre em resposta ao aumento da presença militar iraniana no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio de petróleo.
No último sábado (18), embarcações comerciais foram alvos de ataques na região. Em contrapartida, autoridades de Teerã afirmaram que a passagem marítima está sob "controle rigoroso", elevando o alerta de empresas de navegação.
O endurecimento das ações de Washington visa forçar o Irã a reabrir totalmente as rotas e avançar nas negociações nucleares. O atual cessar-fogo temporário entre as nações deve expirar na próxima semana (21).
Donald Trump declarou que o Irã concordou em entregar estoques de urânio enriquecido, mas o governo iraniano nega a afirmação. Os impasses centrais envolvem prazos de suspensão nuclear e a liberação de ativos iranianos congelados.
Atualmente, o Comando Central dos Estados Unidos já impede a saída de 23 navios de portos iranianos. A nova fase da operação, denominada "Fúria Econômica", foca agora na interceptação de petroleiros e navios de armamento fora do Golfo Pérsico.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, destacou que qualquer embarcação de bandeira iraniana ou de apoio ao país poderá ser abordada. O alvo principal é a "frota fantasma", que opera à margem de regulações para driblar sanções.
O Departamento do Tesouro também ampliou as sanções contra empresas e indivíduos, incluindo Mohammad Hossein Shamkhani. O empresário é ligado ao transporte de óleo e filho de um ex-assessor do líder supremo Ali Khamenei.
Os Estados Unidos monitoram de perto o fluxo de 1,6 milhão de barris diários exportados pelo Irã, tendo a China como principal destino. Autoridades americanas sinalizaram preocupação com a colaboração de Pequim na manutenção desse comércio.
Embora o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirme que as forças estão "totalmente posicionadas", o governo descarta o envio de tropas terrestres. O foco permanece no bloqueio naval e na pressão econômica para evitar uma escalada militar direta.
Especialistas definem a estratégia como "maximalista". Segundo o professor Mark Nevitt, da Universidade Emory, Washington utiliza todas as ferramentas legais disponíveis para exercer pressão sobre Teerã simultaneamente no mar.
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