01/12/2025 13:08:00 - Atualizado em 01/12/2025 14:15:00

Em depoimento, Hytalo Santos nega "cunho sexual" em conteúdos com menores

Redação RedeTV!

O influenciador e o marido Israel Vicente são acusados de tráfico de pessoas e produção e compartilhamento de pornografia infantil 

(Foto: Reprodução/Redes Sociais) 

Hytalo Santos, detido com o marido, Israel Vicente prestou depoimento à Justiça e negou que os vídeos que produz fossem de natureza pornográfica ou com "cunho sexual". O conteúdo, segundo ele, retratava coreografias e aspectos da rotina ligados ao ritmo brega funk, associado à periferia. Vale lembrar que o caso ganhou notoriedade após o influenciador Felca expor suposta adultização de crianças na internet. 

Durante a audiência, vídeos exclusivos do depoimento, exibidos pelo programa Fantástico no último domingo (30), revelaram a argumentação do influenciador: “Eu me sinto até um pouco constrangido por ter feito tanto por essas crianças, tanto por esses adolescentes que estão colocados aqui nos autos e ter que responder, por mais que seja obrigatório estar respondendo aqui, mas me dói, me dói muito”. 

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) acusa o casal de exploração sexual, tráfico de pessoas e de produzir e compartilhar pornografia infantil. O caso ganhou notoriedade após denúncias públicas sobre a suposta "adultização" de crianças na internet, o que motivou a prisão de Hytalo e Vicente a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPPB.

Hytalo Santos defendeu-se, alegando que nunca chegou a “gravar vídeos com cenas pornográficas nem com cunho sexual". Ele argumentou que as gravações mostravam "a nossa rotina com a cultura de periferia, que é de onde eu venho". Segundo o influenciador, o brega funk é o ritmo "mais escutado hoje, daqui, produzido e está no Brasil inteiro" entre Recife e João Pessoa e que "as coreografias e os passos usados, por alguns, é visto com esse olhar. Mas para a gente que é da periferia é arte".

Para os investigadores, o casal publicava vídeos de adolescentes dançando, sendo que alguns dos menores residiam na casa dos influenciadores, localizada em um condomínio fechado em Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa.

Questionado pelo promotor se tinha ciência de que o conteúdo poderia ser interpretado como erótico por parte dos usuários, Hytalo respondeu que, devido à grande repercussão das publicações, que chegavam a ter "20 mil comentários, 30 mil comentários," a maioria dos feedbacks se baseava "na força de cada personagem, como era visto por eles".

Sobre a questão financeira, o influenciador afirmou que sua renda não era proveniente das postagens com menores nas plataformas, mas sim de "publicidade e rifas autorizadas". Indagado se os adolescentes eram remunerados, Hytalo declarou que "Os pais eram, mas não por obrigação, não por combinado, eu me sentia no direito de fazer por eles".

Quatro ex-funcionários, incluindo dois policiais militares que atuavam como seguranças, também testemunharam. Eles declararam que não consideravam os vídeos como pornográficos, mas admitiram não ter acesso total ao interior da residência. Hytalo e Israel Vicente foram presos em São Paulo e posteriormente transferidos para a Paraíba, onde permanecem detidos.

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