18/03/2026 18:02:00 - Atualizado em 18/03/2026 18:16:00

Deputada Fabiana Bolsonaro usa tinta marrom no rosto em discurso contra Erika Hilton

Redação RedeTV!

Caso deve avançar para instâncias disciplinares após parlamentares do PSOL exigirem responsabilização imediata

(Foto:Reprodução)

A deputada estadual Fabiana de Lima Barroso, conhecida como Fabiana Bolsonaro (PL/SP), gerou repercussão nas redes sociais após realizar um pronunciamento na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Durante o discurso, a parlamentar utilizou tinta marrom para pintar o próprio rosto sob a justificativa de criticar a deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP), atual presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara.

"Eu tive os privilégios de uma mulher branca", afirmou a parlamentar no início da gravação. A ação ocorreu enquanto Barroso questionava a identidade racial e de gênero no contexto político atual.

"Eu quero saber o seguinte: eu sendo uma pessoa branca, em todo o decorrer da minha vida, vivendo tudo o que vivi como pessoa branca... Se agora, aos 32 anos, decido me maquiar como uma pessoa negra, eu virei negra? Eu senti o desprezo da sociedade por uma pessoa negra - que jamais deveria existir?", indagou a política durante a sessão.

Ao final da fala, a deputada de 32 anos direcionou críticas à representatividade de mulheres trans em espaços institucionais. "Me entristece, pois estão tirando o espaço", declarou. Ela completou o raciocínio com um pedido direto: "Crie a sua categoria, a comunidade da mulher trans".

A conduta da congressista motivou reações imediatas da oposição. A deputada estadual Ediane Maria (PSOL/SP) divulgou nota de repúdio classificando o ato como racista e transfóbico.

"Fabiana Bolsonaro passou de todos os limites e cometeu racismo no plenário. São 137 anos da escravidão e temos que presenciar uma mulher branca, que raramente aparece no plenário, para falar a favor das mulheres, se pintando de preto para atacar a Erika Hilton. Uma mulher branca, que coloca o sobrenome de um ex-presidente facínora, para ser racista e transfóbica em plenário", afirmou Maria.

O caso deve avançar para instâncias disciplinares da Alesp nos próximos dias. A deputada estadual Monica Seixas (PSOL/SP) confirmou que medidas legais e administrativas já foram tomadas contra a colega de parlamento.

"Já acionamos o Conselho de Ética e estamos na delegacia exigindo responsabilização imediata", declarou Seixas em suas redes sociais.

Veja:

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