11/05/2026 17:10:00

Defesa de mulher que esfaqueou cabeleireiro alega transtorno psicótico

Redação Rede TV!

Investigada teria interrompido remédios controlados devido a quadro de hepatite

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A defesa da mulher acusada de esfaquear um cabeleireiro na Zona Oeste de São Paulo afirma que a investigada sofre de transtorno psicótico agudo. Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, teria interrompido o uso de medicamentos controlados para tratar uma hepatite medicamentosa antes do episódio. As informações são do g1. 

O advogado criminalista Murilo Augusto Maia, que representa a agressora, informou que ela faz acompanhamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Segundo o defensor, a mulher retornou ao salão na última terça-feira (5) para tentar solucionar uma insatisfação com um corte de cabelo realizado em abril.

Maia justificou que a cliente portava uma faca de cozinha na bolsa para proteção pessoal, após ter sido vítima de um assalto recente na região da Barra Funda. “Laís mora na cidade de Ribeirão Preto, retornou a São Paulo no último dia 05, oportunidade que teve para ir até o estabelecimento, onde foi tratada com desprezo e deboche. [Ela] encontra-se extremamente abalada com toda a repercussão do caso, afirma que jamais pensou em tentar contra a vida de Eduardo e que portava uma faca de cozinha em razão de ter sido vítima de assalto nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda”, declarou o advogado.

A defesa da mulher sustenta ainda que o surto estaria ligado à pausa na medicação psiquiátrica. “Laís foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023, recentemente esteve internada com o quadro clínico de hepatite medicamentosa, sendo necessário interromper o uso dos medicamentos do tratamento que faz junto ao CAPS”, afirmou Maia.

Vítima cobra punição

O profissional atingido pelo golpe, Eduardo Ferrari, cobra punição e pede que o caso seja tratado como tentativa de homicídio. O barbeiro declarou ao g1 que está abalado com o ataque: “Isso não pode ficar impune”.

A advogada da vítima, Quecia Montino, pretende acionar o Ministério Público para reclassificar o crime, registrado inicialmente como lesão corporal, ameaça e autolesão. A representante legal do cabeleireiro alega que o ataque foi repentino e motivado por preconceito.

De acordo com Montino, a autora teria proferido ofensas homofóbicas durante a agressão. “Causa preocupação o fato de que a própria autora dos fatos declarou, perante os policiais e à autoridade policial responsável, que teria se dirigido ao local com a intenção de 'matar esse viado desgraçado'", relatou a advogada.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a tipificação do crime pode ser alterada conforme o surgimento de novas provas. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar a conduta dos agentes no registro da ocorrência.

O profissional ferido deve prestar depoimento oficial às autoridades nesta segunda-feira (11). A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do ataque ocorrido na Avenida Marquês de São Vicente.

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