02/12/2025 12:02:00 - Atualizado em 02/12/2025 14:58:00

"Como ficar feliz?": Michelle Bolsonaro questiona apoio do PL a Ciro Gomes e contesta filhos de ex-presidente

Ana Souza/RedaçãoRedeTv!

Eduardo e Carlos Bolsonaro alegaram que a aliança no Ceará era um desejo do próprio pai, enquanto a ex-primeira-dama nega 

(Foto:Agência Brasil)

Michelle Bolsonaro (PL) divulgou uma nota na madrugada desta terça-feira (2) nos storys do Instagram respondendo às manifestações dos filhos de Jair Bolsonaro (PL) sobre sua posição contrária a uma possível aliança entre o Partido Liberal e o político Ciro Gomes (PSDB). Desde o dia 22 de novembro, o ex-presidente está em prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. 

O conflito se intensificou depois que a ex-primeira-dama classificou como “precipitação” a articulação da sigla em torno do ex-ministro durante um evento em Fortaleza, que discutiu o nome de Ciro para a candidatura nas próximas eleições como governador no Ceará. 

No comunicado, ela voltou a questionar a aliança, afirmando que o político cearense “xingava” o ex-chefe do Executivo “o tempo todo de ladrão de galinha, de frouxo e tantos outros xingamentos”. A dirigente partidária ainda destacou que o ex-governador afirmou ter orgulho da petição que resultou na inelegibilidade do ex-presidente e de se dizer satisfeito com a “perseguição” enfrentada por ele. Segundo ela, isso reforçaria a dificuldade em apoiar alguém que considera responsável pela narrativa que rotula o ex-mandatário como “genocida”, em referência às mortes por Covid-19.

As críticas da mulher do ex-presidente motivaram respostas imediatas dos herdeiros de Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou a fala da madrasta como “injusta” e “desrespeitosa”, afirmando que o alinhamento político no Ceará era um “desejo do próprio pai”. O político citou o irmão Flávio (PL-RJ) ao dizer que Michelle teria “atropelado o ex-presidente”, reforçando que a decisão “foi uma posição definida pelo meu pai”. Carlos Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, pediu união interna e respeito à liderança do ex-mandatário.

No texto, Michelle declarou que o ex-presidente não confirmou se o apoio a Ciro correspondia realmente à sua vontade. Disse respeitar a opinião dos enteados, mas reafirmou que “penso diferente e tenho o direito de expressar meus pensamentos com liberdade e sinceridade”. A integrante do PL também pediu “compreensão e perdão”, assegurando que não tinha intenção de confrontá-los.

A tensão ocorre em meio a disputas pela liderança do grupo político após a prisão Bolsonaro que ocorreu no mês passado, quando ele foi condenado a 27 anos de prisão por participação em um plano de golpe de Estado.

Para tentar conter a crise, a cúpula do PL marcou para esta terça-feira (2) uma reunião de emergência, com a expectativa de “enquadrar” a ex-primeira-dama e fortalecer o papel do senador Flávio Bolsonaro dentro da legenda.

(Foto:Reprodução/Instagram)

(Foto:Reprodução/Instagram)

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