Caso Orelha: Mãe de indiciado questiona a apuração e ainda aponta falhas
Manuela de Azevedo - Redação RedeTV!Além da declaração, a mulher afirma que a investigação apresenta inconsistências e se baseia em suposições

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A mãe do adolescente de 15 anos, apontado pela Polícia Civil de Santa Catarina como responsável pelas agressões ao cão Orelha, afirmou que a apuração carece de provas concretas. Em entrevista exclusiva ao UOL divulgada nesta sexta-feira (13), ela declarou que a conclusão policial não se apoia em elementos técnicos suficientes.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) identificou lacunas na investigação e solicitou à Polícia Civil novas diligências para aprofundar o caso. Segundo a mãe, as acusações se baseiam apenas em hipóteses. Na avaliação da família, não há provas materiais, como imagens ou testemunhas, que sustentem a responsabilização do jovem. O nome da mulher foi preservado em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Entenda o caso
A família acredita que a polícia direcionou a apuração para adolescentes devido à grande repercussão do caso, o que teria influenciado a linha investigativa. A mãe reforçou que a própria corporação reconheceu a inexistência de testemunhas. Para ela, uma acusação injusta pode comprometer a vida do filho e de toda a família. "Busco a verdade, mas que isso não ocorra às custas de um inocente", defendeu.
A mulher classificou como caluniosas as informações divulgadas em redes sociais. A família frequenta há dez anos um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis, onde passa férias. De acordo com o relato, o adolescente afirmou que não viu o cão Orelha e que teve contato apenas com outro animal da região, conhecido como Caramelo, que também sofreu maus-tratos.
Sobre o dia 4 de janeiro, às 5h30 — horário em que a polícia aponta ter ocorrido a agressão —, a mãe declarou que o filho estava no condomínio. Ela acrescentou que havia outros jovens na praia naquele momento e que o local registra grande movimentação no período.
Defesa e colaboração
A responsável contestou o pedido de internação, destacando que o jovem não tem histórico de brigas ou problemas disciplinares. Ela ainda ressaltou que a família colabora com as investigações desde o início e que partiu dela o pedido para preservar as imagens das câmeras de segurança do condomínio.
A mãe negou qualquer tentativa de ocultar um boné rosa e um moletom preto. Ela explicou que levou o boné para o filho usar no aeroporto e que a versão policial sobre a suposta ocultação não condiz com os fatos.
Sobre possíveis contradições no depoimento, a mãe argumentou que é difícil para um jovem de 15 anos lembrar com precisão, após 30 dias, detalhes de um dia de férias. Ela negou que o filho tenha mentido, justificando que ele apenas não recordava uma saída breve do condomínio.
Desde que o caso ganhou força, a família vive em reclusão. A irmã do adolescente, estudante de medicina, trancou o curso temporariamente para apoiar os parentes. A mãe afirmou enfrentar forte abalo emocional e estar sob medicação.
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