04/02/2026 13:35:00 - Atualizado em 04/02/2026 13:39:00

Caso Cão Orelha: Polícia Civil pede internação de adolescente e indiciou familiares após morte de animal

Ana Souza/RedaçãoRedeTv!

O caso ocorreu em janeiro, gerando forte comoção; investigação aponta que os responsáveis tentaram interferir no processo

((Foto:Polícia Civil de Santa Catarina)

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (3), a investigação sobre a morte do Cão Orelha, animal comunitário da Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito, conduzido pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), resultou no pedido de internação de um adolescente e no indiciamento de três adultos por coação a testemunhas. A elucidação do caso foi viabilizada por uma força-tarefa que utilizou tecnologia internacional e analisou mais de mil horas de filmagens para identificar o autor do crime.

Para confirmar a autoria, a polícia utilizou softwares de alta precisão vindos da França e de Israel. O sistema francês permitiu o mapeamento da geolocalização do telefone do investigado, enquanto a tecnologia israelense foi empregada para recuperar dados que haviam sido apagados dos aparelhos celulares apreendidos. Além da inteligência digital, provas físicas foram cruciais: um boné rosa e um moletom, identificados em imagens de segurança no momento do ataque fatal, foram encontrados com o jovem após seu retorno de uma viagem ao exterior no dia 29 de janeiro.

 O depoimento do adolescente apresentou inconsistências quando confrontado com os registros da portaria eletrônica de seu condomínio. O jovem afirmou ter permanecido na piscina do prédio, mas as câmeras registraram sua saída às 5h25 e seu retorno às 5h58 da manhã de 4 de janeiro. Paralelamente, a investigação identificou que familiares do autor tentaram interferir no processo. Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, três adultos foram indiciados por coação no curso do processo, após tentarem silenciar as 24 testemunhas ouvidas no caso.

 A Polícia Civil manteve sigilo sobre os avanços da apuração para evitar o risco de fuga, uma vez que o adolescente estava fora do país durante parte das investigações. Com o retorno do jovem ao Brasil e a admissão de que o moletom apreendido era de sua propriedade, os procedimentos foram finalizados seguindo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso agora segue para análise do Ministério Público e do Judiciário, com o pedido formal de internação do autor devido à gravidade dos fatos.

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