Casas de apostas e terceirizadas iniciam demissões de funcionários após proibição do setor
Redação RedeTV!Setor pagava salários médios acima do patamar nacional para contratados diretos e terceirizados

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Casas de apostas de quota fixa e empresas terceirizadas prestadoras de serviços iniciaram cortes de funcionários após a edição de medida provisória pelo governo federal que proibiu a atuação do setor no país, segundo relatos feitos por companhias do segmento à coluna.
As dispensas atingem prioritariamente empregados de áreas como ativações de marca, eventos de patrocínio em clubes de futebol e centrais de atendimento, com uma das maiores operadoras relatando a demissão de 500 colaboradores do serviço de teleatendimento.
Um levantamento dos consultores da LCA Consultores Econômicos e Cruz Consulting calcula o risco de eliminação de 15,5 mil postos de trabalho no segmento em decorrência da nova restrição legal.
A decisão governamental assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 25 barra as operações no território nacional e foi acompanhada do envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional prevendo reclusão de quatro a seis anos para a exploração da atividade.
Levantamento do instituto Datafolha aponta que 78% da população brasileira apoia a proibição das apostas, com a aprovação alcançando 82% entre as mulheres e 74% entre os homens pesquisados.
Em comunicado oficial divulgado ao mercado nesta sexta-feira (2), a empresa Betano declarou que vem cumprindo as determinações do ato normativo editado pelo Poder Executivo.
"Acreditamos, porém, que esta medida representa uma interrupção abrupta no caminho de construção e evolução do mercado regulado de apostas online no Brasil e coloca em risco avanços importantes dos últimos anos, especialmente na proteção dos consumidores, no combate ao mercado clandestino, na geração de receitas tributárias para o país e na segurança jurídica necessária para investimentos de longo prazo", declarou a companhia.
Dados da Relação Anual de Informações Sociais apontam que o setor pagava salários médios de R$ 7.000 para contratados diretos e R$ 4.000 para terceirizados, valores superiores à média nacional de R$ 3.200.
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