Brasileiro investigado por financiar atos antidemocráticos é preso pela imigração dos EUA
Esther Ursulino / Redação RedeTV!Esdras Jonatas dos Santos estava foragido desde 2023 e é investigado por financiar o envio de manifestantes para os atos em Brasília

(Foto: Reprodução / Redes sociais)
O brasileiro Esdras Jonatas dos Santos, investigado por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília e apontado como uma das lideranças de mobilizações antidemocráticas em Belo Horizonte, foi detido pelo serviço de imigração dos Estados Unidos, o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). De acordo com os registos oficiais do sistema federal norte-americano, Santos encontra-se sob custódia no Glades County Detention Center, na cidade de Moore Haven, estado da Flórida.
Natural de Minas Gerais, o investigado é considerado foragido pela Justiça brasileira desde 2023. Na ocasião, a Polícia Civil não conseguiu localizá-lo em endereços ligados a ele em Belo Horizonte, com a suspeita de que teria deixado o país rumo aos Estados Unidos ainda em 10 de janeiro de 2023, poucos dias após os ataques às sedes dos Três Poderes.
Atuação e Investigação Criminal
Esdras é apontado como um dos principais articuladores do acampamento montado em frente à 4ª Região Militar do Exército, na Avenida Raja Gabáglia, em Belo Horizonte. Relatos de interlocutores ligados a outros réus do 8 de janeiro indicam que ele teria atuado na mobilização de manifestantes, incluindo o financiamento de ações locais e o envio de três autocarros para Brasília.
Além das atividades de liderança, Santos é alvo de inquéritos que apuram crimes de lesão corporal, roubo e dano. Ele é investigado por participação em agressões contra jornalistas e pelo roubo de equipamentos de imprensa durante a cobertura das manifestações na capital mineira entre 2022 e 2023.
Medidas Judiciais e Situação Migratória
A detenção em solo americano ocorre após sanções impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2023, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias de Esdras e o cancelamento do seu passaporte no âmbito das investigações sobre atos antidemocráticos.
A prisão na Flórida sucede também uma denúncia protocolada junto ao ICE pelo advogado Mariel Marra, que defende outros réus do 8 de janeiro, embora não haja confirmação oficial de que a custódia seja consequência direta desta queixa. Até ao momento, as autoridades americanas não divulgaram informações sobre os procedimentos de extradição ou deportação para o Brasil.
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