23/01/2026 13:35:00 - Atualizado em 23/01/2026 13:48:00

Americano e babá brasileira organizam assassinato de sua esposa e utilizam plataforma de fetiches sexuais; entenda o caso

Ana Souza/RedaçãoRedeTv!

Entre práticas de sadomasoquismo e debates, FetLife se vê envolvida em polêmica de traição e assassinato

(Foto:Reprodução)

A rede social FetLife tornou-se o centro de uma investigação criminal de alta repercussão nos Estados Unidos, envolvendo a babá brasileira Juliana Peres Magalhães e seu ex-patrão e amante, Brendan Banfield. Segundo a Promotoria do condado de Fairfax, na Virgínia, a plataforma teria sido utilizada pela dupla para atrair um homem que serviria como "bode expiatório" no assassinato de Christine Banfield, esposa de Brendan. crime ocorreu em 24 de fevereiro de 2023, em Herndon, Virgínia, nos Estados Unidos, e despertou a atenção para o funcionamento do site, fundado em 2008 pelo engenheiro canadense John Kopanas.

A plataforma surgiu da frustração de Kopanas em encontrar parceiros com interesses sexuais semelhantes. Atualmente, a rede conta com 12 milhões de usuários e funciona como um espaço para debates sobre fetiches, incluindo práticas como sadomasoquismo, voyeurismo e shibari — a arte erótica japonesa de amarração. O banco de dados da plataforma registra mais de 900 mil fetiches distintos.

Embora o site seja frequentemente associado a encontros sexuais, a administração reforça que o foco é o convívio social. Em comunicado oficial, a plataforma afirma: “Não é um mercado de carne. O FetLife não é um site de encontros, o que a torna no melhor lugar para conhecer novos amigos, parceiros de diversão e parceiros de vida”. A estrutura da rede assemelha-se a antigos fóruns de discussão e ao modelo do MySpace, permitindo a criação de eventos, blogs e trocas de mensagens privadas.

Durante os protestos antirracistas de 2020 nos EUA, a rede foi alvo de denúncias devido ao aumento de discursos de ódio e simbologias de supremacia branca. Mais recentemente, em 2022, a plataforma foi questionada por sinalizar e ocultar perfis de trabalhadores do sexo, uma medida que, segundo relatos à revista Vice, atingiu indevidamente usuários que não exerciam atividade comercial.

No caso envolvendo a brasileira Juliana Peres Magalhães, o uso da rede social para atrair terceiros em um contexto de homicídio reforça o escrutínio sobre como as interações mediadas pelo site podem ser desviadas de seu propósito original de debate e fetiche.

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