Americano e babá brasileira organizam assassinato de sua esposa e utilizam plataforma de fetiches sexuais; entenda o caso
Ana Souza/RedaçãoRedeTv!Entre práticas de sadomasoquismo e debates, FetLife se vê envolvida em polêmica de traição e assassinato

(Foto:Reprodução)
A rede social FetLife tornou-se o centro de uma investigação criminal de alta repercussão nos Estados Unidos, envolvendo a babá brasileira Juliana Peres Magalhães e seu ex-patrão e amante, Brendan Banfield. Segundo a Promotoria do condado de Fairfax, na Virgínia, a plataforma teria sido utilizada pela dupla para atrair um homem que serviria como "bode expiatório" no assassinato de Christine Banfield, esposa de Brendan. O crime ocorreu em 24 de fevereiro de 2023, em Herndon, Virgínia, nos Estados Unidos, e despertou a atenção para o funcionamento do site, fundado em 2008 pelo engenheiro canadense John Kopanas.
A plataforma surgiu da frustração de Kopanas em encontrar parceiros com interesses sexuais semelhantes. Atualmente, a rede conta com 12 milhões de usuários e funciona como um espaço para debates sobre fetiches, incluindo práticas como sadomasoquismo, voyeurismo e shibari — a arte erótica japonesa de amarração. O banco de dados da plataforma registra mais de 900 mil fetiches distintos.
Embora o site seja frequentemente associado a encontros sexuais, a administração reforça que o foco é o convívio social. Em comunicado oficial, a plataforma afirma: “Não é um mercado de carne. O FetLife não é um site de encontros, o que a torna no melhor lugar para conhecer novos amigos, parceiros de diversão e parceiros de vida”. A estrutura da rede assemelha-se a antigos fóruns de discussão e ao modelo do MySpace, permitindo a criação de eventos, blogs e trocas de mensagens privadas.
Durante os protestos antirracistas de 2020 nos EUA, a rede foi alvo de denúncias devido ao aumento de discursos de ódio e simbologias de supremacia branca. Mais recentemente, em 2022, a plataforma foi questionada por sinalizar e ocultar perfis de trabalhadores do sexo, uma medida que, segundo relatos à revista Vice, atingiu indevidamente usuários que não exerciam atividade comercial.
No caso envolvendo a brasileira Juliana Peres Magalhães, o uso da rede social para atrair terceiros em um contexto de homicídio reforça o escrutínio sobre como as interações mediadas pelo site podem ser desviadas de seu propósito original de debate e fetiche.
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