15/04/2025 17:42:00 - Atualizado em 15/04/2025 18:20:00

Advogado influencer é preso acusado de agredir companheira em Maceió

Ana Souza / Redação RedeTV

João Neto possui 2 milhões de seguidores e ficou conhecido pelo bordão "no coco e no relógio"

(Foto:Reprodução/Redes Sociais)

O advogado criminalista João Neto, conhecido nas redes sociais por suas opiniões polêmicas e vídeos jurídicos descontraídos, foi preso em flagrante na segunda-feira (14), em Maceió, por lesão corporal e suspeita de violência doméstica contra a companheira. A prisão foi convertida em preventiva nesta terça-feira (15).

A detenção aconteceu poucos dias após a repercussão de uma entrevista concedida por João a um podcast, em 5 de abril, na qual ele afirmou que "existe motivo para um homem bater em uma mulher".  A fala causou indignação nas redes sociais. Durante a conversa, o advogado declarou: “Homem só tem um motivo para bater na mulher: se ela lhe bater. Quem não quer apanhar, não bate. Se a mulher sabe que não aguenta com você, ela vai dar um tapa na sua cara pra quê? Se ela dá um tapa, está querendo levar outro.”

Ainda no episódio, João Neto comparou sua postura à de Jesus Cristo ao tratar da violência. “Jesus tomou um tapa e deu o outro lado para bater. Eu não, irmão, não tenho essa capacidade de perdoar”, afirmou, arrancando risos do apresentador do programa.

João Neto, de 47 anos, é baiano, mas vive em Maceió. No momento da agressão, câmeras de segurança registraram a vítima, de 25 anos, deixando o apartamento com o queixo sangrando. A mulher relatou à polícia que não foi a primeira vez que sofreu agressões do companheiro.

Com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, o advogado ganhou notoriedade ao compartilhar vídeos em tom humorístico sobre o universo jurídico, utilizando bordões como "no coco e no relógio". Ele também ficou conhecido por comemorar vitórias em tribunais, como em um vídeo no qual celebra a absolvição de um cliente que havia confessado o crime.

Apesar de se apresentar como ex-policial militar, a Polícia Militar da Bahia informou que João Neto foi desligado da corporação há 15 anos, ainda durante o curso de formação, e que nunca chegou a atuar como PM formado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota informando que um processo disciplinar foi aberto contra o advogado e está em tramitação sob sigilo, com acesso restrito às partes envolvidas.

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