Governo da Colômbia defende Pix e solicita integração ao sistema brasileiro
Redação RedeTV!Manifestação ocorre após relatório da Casa Branca apontar prejuízos a operadoras de cartão

(Foto: Reprodução Redes Sociais e Ricardo Stuckert/GOV)
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu a implementação do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix, em seu país nesta segunda-feira (6). O líder colombiano utilizou as redes sociais para solicitar a cooperação do Brasil na expansão da tecnologia, após críticas recentes do governo dos Estados Unidos.
A manifestação de Petro ocorreu em resposta a possíveis ameaças de sanções por parte do presidente norte-americano, Donald Trump. Washington argumenta que o modelo de transferências eletrônicas prejudica a competitividade de empresas de cartão de crédito dos EUA, como Visa e Mastercard.
“Peço ao Brasil que estenda o sistema PIX à Colômbia", escreveu Petro. O chefe do Executivo colombiano classificou a ferramenta como uma alternativa eficiente e criticou o controle exercido pelos órgãos financeiros do Tesouro americano sobre o sistema internacional.
O mandatário também questionou a eficácia da lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). Segundo o político, o mecanismo deixou de combater o narcotráfico para atuar como um instrumento de pressão política contra adversários globais.
As críticas dos Estados Unidos foram reforçadas em um relatório da Casa Branca divulgado na última quarta-feira (1). O documento alega que o Banco Central do Brasil confere tratamento preferencial ao sistema estatal em detrimento de fornecedores estrangeiros de pagamentos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu os questionamentos e garantiu a manutenção da tecnologia no território nacional. O governante brasileiro afirmou que o sistema atende aos interesses da sociedade e não sofrerá recuos por pressões externas.
"O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", completou o petista. O governo brasileiro sinalizou ainda que pretende aprimorar a ferramenta para ampliar sua utilidade pública.
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