06/02/2026 17:25:00

Suzane Von Richthofen irá administrar a herança deixada pelo tio; entenda

Maysa Nunes/Redação RedeTV!

A disputa pela herança envolvia a ex-detenta e Carmem Silvia Gonzalez Magnani

(Foto:Reprodução)

Em uma reviravolta, a Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais, como inventariante dos bens do tio, Miguel Abdalla Netto, encontrado morto no início de janeiro. O procedimento de inventário serve para levantar o patrimônio do falecido e dividi-lo entre os herdeiros. Como o médico não tinha filhos, a herança é destinada aos "parentes colaterais", no caso, os sobrinhos Suzane e Andreas.

A disputa pelo espólio envolvia Suzane e Carmem Silvia Gonzalez Magnani, que afirmava ter mantido uma união estável com Miguel. No entanto, a Justiça negou o pedido por falta de provas da relação, e o reconhecimento dependerá de outra ação judicial. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a nomeação não é afetada pelo histórico criminal de Richthofen. Até o momento, ela é a única qualificada para a função, já que Andreas não se manifestou no processo.

A ex-presidiária não está autorizada a vender, ceder ou transferir os bens; sua função é apenas administrá-los e conservá-los. Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em sua residência na Vila Congonhas, Zona Sul da capital, no início de janeiro de 2026. A polícia foi acionada após vizinhos notarem a ausência do médico por dois dias.

Vale lembrar que Miguel era tutor de Andreas, irmão de Suzane e ex-inventariante dos bens de Manfred Albert Von Richthofen e Marísia Von Richthofen, que foram assassinados pela filha e pelos irmãos Cravinhos. Com o crime sendo exposto, o irmão da vítima se afastou da sobrinha e tentou evitar que a herança do casal fosse para ela. Assim que Andreas completou 18 anos, ela solicitou o afastamento do tio da função sob acusação de ele estar sonegando bens do espólio.

 Em 2006, o médico recorreu à Justiça para afirmar que Suzane foi vista “rondando” a residência onde ele morava com a mãe e Andreas. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou a prisão preventiva com base na informação.

O caso foi registrado como morte suspeita. O Boletim de Ocorrência indica que Suzane afirmou estar na posse de bens do tio, incluindo um veículo. Caso seja comprovado qualquer envolvimento dela na morte de Miguel, ela perderá o benefício do regime aberto e poderá retornar ao regime fechado.

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