Pai mata filho de 3 anos a socos por falta de 'bom dia' no Rio Grande do Sul
Redação/ RedeTV!Investigação aponta que os outros quatro filhos do casal sofriam tortura há oito anos
(Fonte: Reprodução/ Redes Sociais)
A dona de casa Mayanna Angelina Rodgers pedia para que os filhos escondessem as marcas de agressões físicas sofridas na residência da família. O caso veio à tona após a morte do filho dela, Oliver Golden Grayson, de 3 anos, no domingo (5) em Viamão, no Rio Grande do Sul. O menino faleceu após sofrer um afundamento de crânio decorrente de espancamento praticado pelo pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson.
A mãe e o agressor estão presos pela Polícia Civil. De acordo com as investigações, as outras quatro crianças do casal, com idades entre 1 e 9 anos, sofriam violência doméstica há pelo menos oito anos e acabaram encaminhadas ao Conselho Tutelar.
Segundo a delegada Luana Medeiros, responsável pela investigação do caso, os menores de idade mentiam sob orientação materna quando precisavam de atendimento médico.
“A mãe encaminhava as crianças ao hospital, mas fazia com que elas mentissem sobre o motivo das lesões. As crianças andavam tapadas com mangas compridas para que as marcas não fossem vistas. Eles diziam para as crianças não mostrarem o corpo para ninguém, nem para os médicos”, contou a delegada ao Metrópoles.
A investigadora apontou que os peritos do Instituto Médico Legal (IML) enfrentaram dificuldades para examinar os irmãos da vítima, pois eles se recusavam a mostrar os ferimentos. O pai confessou, em depoimento, que agrediu o filho com socos no peito e no abdômen, além de bater a cabeça do menino contra o chão, pelo fato de a criança não ter lhe dado “bom dia”.
O crime ocorreu no distrito de Águas Claras, e o próprio suspeito levou o filho ao hospital, onde a equipe médica acionou a Brigada Militar ao constatar as múltiplas lesões. O cidadão dos Estados Unidos foi preso em flagrante na unidade de saúde e teve a prisão convertida em preventiva na segunda-feira (6).
Medeiros explicou que a constatação de lesões nos demais filhos contribuiu para comprovar a participação do casal em crimes continuados.
“Assim, passou-se a investigar ambos os pais do menino, pela tentativa de homicídio perpetrada em detrimento dele, bem como ambos os suspeitos pelos crimes de tortura, devido à existência de lesões nos demais filhos do casal”, afirmou.
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