13/04/2018 16:16:00 - Atualizado em 13/04/2018 17:18:00

Novo prefeito de São Paulo, Bruno Covas diz ser "um pouco mais discreto" que João Doria

Redação/RedeTV!

(Foto: Reprodução/Facebook)

Neto de Mário Covas, Bruno Covas assume a prefeitura de São Paulo após renúncia de João Doria – que cocncorrerá o governo de São Paulo – e garante que o "avião segue na mesma rota, só mudou o piloto". Em entrevista ao "Uol", Covas deixa claro que vai seguir a gestão de Doria, mas com o seu toque pessoal. 

Aos 38 anos, Covas, que já foi deputado estadual por duas legislaturas consecutivas (de 2007 a 2014) e se elegeu deputado federal em 2014 (que renunciou para assumir a vice-prefeitura), se define como político, diferentemente de seu antecessor. "Soaria muito falso eu dizer que não sou político, sou gestor", explica o Covas em referência a Doria. "Ele podia dizer isso porque era verdade naquele momento, em 2016. Eu não posso, como é que agora vou dizer que não sou político? Então, em vez de renegar, tenho que fazer o oposto, afirmar", completa. 

Com a saída de Doria, Bruno Covas assume a gestão com grandes metas como a reforma da Previdência dos servidores municipais, a redução de filas nos postos de saúde e melhoria da zeladoria urbana. 

Previdência

Para o prefeito, é necessária uma reforma para cobrir o déficit da Previdência dos funcionários públicos municipais, de R$ 6 milhões em 2017. E isso pode resultar em aumento de impostos. “Não é que no nosso íntimo tenhamos algum desejo de aumentar o valor da contribuição, uma vontade pessoal, não é isso. Mas nós temos uma situação, um problema de causa”, pondera Covas. 

Prioridades

Ainda durante a entrevista ao portal Uol, Bruno Covas pontua os principais problemas da cidade: saúde, educação e mobilidade. “Acho que esses são os grandes desafios a serem vencidos”, explica. 

Na educação, o prefeito quer atingir a nota mais alta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para a saúde, Covas ressalta a importância do Corujão da Saúde, que zerou a fila dos exames em 2017. “A gente admite um prazo de até 30 dias para realização de um exame. Se começar a passar muito disso, o Corujão volta”. Já na mobilidade, a aposta é o novo contrato dos ônibus na cidade. "Estudos da secretaria mostram que ao final do processo de reorganização das linhas de ônibus da cidade de São Paulo, nós vamos conseguir diminuir o tempo que o trabalhador leva no trajeto até o trabalho."

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