15/04/2026 18:35:00 - Atualizado em 15/04/2026 18:35:00

Neto é acusado de desviar cerca de R$ 37 milhões da própria avó em Goiás

Redação RedeTV!

Saque de R$ 1,4 milhão logo após a morte da idosa deu início à investigação

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Fabiano Pedrosa Leão é investigado pela Polícia Civil de Goiás sob a suspeita de desviar R$37 milhões das contas de sua avó, Angélica Gonçalves Pedrosa, em Firminópolis. As apurações indicam que as movimentações ocorreram aproveitando-se da gestão do patrimônio familiar e da vulnerabilidade da idosa, que faleceu em maio de 2024.

O zootecnista centralizava os negócios agrícolas da família desde 2009, após a morte do avô. Segundo as autoridades, a vítima possuía limitações tecnológicas e de mobilidade, o que exigia que gerentes bancários realizassem provas de vida em sua residência.

A condição de "analfabeta digital" da idosa teria facilitado a atuação do neto. O delegado Alexandre Bruno, responsável pelo inquérito no estado de Goiás, afirmou que o rapaz desfrutava de uma confiança irrestrita que impedia qualquer suspeita por parte das herdeiras.

A ofensiva policial ocorreu na última segunda-feira (13), na residência do investigado. Durante a operação, Leão foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, mas obteve liberdade após o pagamento de fiança.

A denúncia foi apresentada por uma das quatro filhas da idosa, que notou a disparidade entre o patrimônio do sobrinho e o padrão de vida da mãe. A polícia identificou que, dois dias após o óbito de Angélica, o suspeito sacou mais de R$ 1,4 milhão das contas dela.

A investigação aponta que ele teria contado com o auxílio de terceiros, incluindo bancários, funcionários de cartórios e fazendeiros. Em depoimento prestado em 2025, o zootecnista alegou que sempre reportava as movimentações financeiras à avó.

O investigado declarou que os familiares não solicitavam prestação de contas e recebiam lucros da fazenda. "Ele confessou que efetuou a retirada milionária, mas alegou que dividiu os valores com os familiares", conforme consta nos registros da investigação.

O suspeito sustenta que seus bens foram construídos por meio do próprio trabalho na administração das terras deixadas pelo pai. A defesa argumenta que os repasses financeiros foram documentados e assinados pelos demais parentes.

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