22/04/2020 19:50:00 - Atualizado em 22/04/2020 19:51:00

Ministro da saúde confirma "plano de saída" do governo para isolamento no país

Redação/RedeTV!

Nelson Teich afirmou que a ideia é orientar prefeitos e governadores

Plano levará em conta a realidade de cada cidade (Foto: Erasmo Salomão/ASCOM MS)

Em entrevista coletiva cedida nesta quarta-feira (22), o ministro da saúde, Nelson Teich, anunciou que o governo federal prepara um “programa de saída” da quarentena para estados e municípios.

Segundo ele, trata-se de uma diretriz para orientar prefeitos e governadores nas medidas de flexibilização do isolamento social, respeitando a realidade de cada local.

"O afastamento, ele é uma medida absolutamente natural e lógica na largada. Mas ele não pode não estar acompanhado de um programa de saída. Isso é o que a gente vai desenhar. Isso é o que a gente vai dar suporte para estados e municípios", declarou Teich.

O ministro também aproveitou para falar que o número de contaminados pelo coronavírus (Covid-19) no país é baixo em comparação ao tamanho da população brasileira.

“A gente hoje tem 43,5 mil casos do coronavírus no Brasil. Se a gente imaginar que pode ter uma margem de erro grande, digamos que a gente tenha aí 100 vezes, isso é só um exemplo hipotético, a gente tá falando em 4 milhões de pessoas. Nós hoje somos 212 milhões. Então, fora da Covid tem 208 milhões de pessoas que continuam com as suas doenças, com os seus problemas, e que têm que ter isso tratado. E o que é que representam, hoje, 4 milhões de pessoas num país como esse? 2% da população", disse.

Sobre o planejamento para encarar a pandemia, o ministro afirmou que é impossível trabalhar a longo prazo e que o objetivo do governo federal é ter eficiência a curto prazo.

"O que a gente tem percebido é que os modelos que projetam no longo prazo, eles erram demais. O que a gente tem que fazer hoje é projetar, a curto prazo, e ser rápido o bastante, competente o bastante, para fazer o ajuste necessário. Mas não dá para querer adivinhar muito lá na frente, isso é impossível”, explicou para depois complementar.

"Qual é o problema da Covid? Ela assusta porque acomete muito rápido o sistema. E os sistemas de saúde não são feitos para ter ociosidade. Você tem que trabalhar com eficiência máxima. Saúde é muito caro. Não dá para trabalhar com ociosidade. Então os hospitais trabalham quase que no limite. Quando você tem alguma coisa que sobrecarrega o sistema, é quase impossível você conseguir se adaptar na velocidade necessária", analisou o ministro.

Segundo dados do ministério da saúde, o Brasil registra até o momento 45.757 casos da doença e 2.906 mortes.

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