Cineasta morto em queda de avião em MS fez série sobre tragédia da Chapecoense
Redação Rede TV!Veja quem eram os documentaristas mortos em acidente aéreo com arquiteto chinês no Pantanal

Kongjian Yu, Luiz Ferraz, Marcelo Pereira e Rubens Crispim na sequência (Foto: Montagem RedeTV!)
Um avião de pequeno porte caiu nesta terça-feira (23) em Aquidauana, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, resultando na morte de quatro pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil, as vítimas identificadas são:
⦁ Kongjian Yu, chinês considerado um dos maiores arquitetos do mundo
⦁ Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, cineasta documentarista
⦁ Rubens Crispim Jr., diretor e documentarista
⦁ Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário da aeronave
O arquiteto chinês Kongjian Yu é criador de uma das ideias mais inovadoras da arquitetura moderna: a criação de cidades-esponja, desenhadas para absorver um grande volume de água.
Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz era um cineasta de São Paulo especializado em projetos de documentário e não-ficção. Seu documentário mais recente foi a direção da série "Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia (4×48′)". A obra fala sobre o acidente aéreo que matou jogadores e treinadores da Chapecoense, além de jornalistas, em novembro de 2016.
Rubens Crispim também vivia em São Paulo. Ele era documentarista, diretor de fotografia e produtor independente. Trabalhou em diversas produtoras e já atuou em canais como Discovery Channel, National Geographic, TV Globo e TV Cultura.
O acidente
A queda aconteceu por volta das 18h30 em uma área rural próxima a uma fazenda e não houve sobreviventes. As circunstâncias ainda estão sendo apuradas. Equipes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e da Polícia Civil foram enviadas para investigar o caso.
Até o momento, não há informações oficiais sobre a rota do avião, nem sobre o ponto de partida ou destino do voo.
O avião envolvido no acidente era um Cessna 175, monomotor fabricado em 1958 e comprado em 2015 pelo piloto. O modelo tinha capacidade para quatro ocupantes e era registrado apenas para serviços privados. A autorização para operar como táxi aéreo havia sido negada.
Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave só podia voar durante o dia, mas estava com toda a documentação válida e em situação regular de aeronavegabilidade até dezembro deste ano.
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