"Cantada" negada termina com mulher internada em estado grave no Rio
Redação/ RedeTV!Programa Rio Sem LGBTIfobia classifica ataque como crime motivado por ódio e preconceito
(Fonte: Reprodução/ TV Globo)
Érica de Aguiar da Conceição, de 32 anos, permanece internada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara após ser espancada na madrugada de segunda-feira (9), no centro de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A vítima foi agredida após recusar a investida de um homem em uma casa de shows.
A paciente apresenta quadro clínico estável, segundo informações da Prefeitura de Maricá. A mulher estava acompanhada da namorada no estabelecimento Pier 021 Lounge quando dois homens iniciaram a abordagem.
De acordo com o relato da companheira da vítima, identificada como Bruna, os agressores proferiram insultos homofóbicos e gestos obscenos após a negativa de Conceição. Um soco atingiu o rosto da acompanhante dentro do local, gerando uma confusão apartada pelos seguranças.
A administração da casa de shows afirmou que retirou os homens do interior do prédio para preservar a integridade das vítimas. O estabelecimento nega ter expulsado o casal e sustenta que as mulheres saíram por vontade própria.
As agressões físicas foram retomadas na área externa do evento. "Eles começaram a bater muito nela. Quando vi, ela já estava caída no chão, com um corte na cabeça, ensanguentada, desmaiada. Eu e uma amiga tentamos ajudá-la. E os agressores ficaram só rindo, debochando. Ninguém fez nada para nos ajudar", disse Bruna à TV Globo.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro registrou a ocorrência na 82ª DP (Maricá) e mantém as investigações sob sigilo. Até o momento, nenhum suspeito foi preso pelo crime.
O Programa Rio Sem LGBTIfobia classificou o episódio como tentativa de feminicídio motivada por lesbofobia. O órgão estadual declarou que "a LGBTIfobia é crime e não pode ser tolerada. Mulheres lésbicas e bissexuais seguem sendo vítimas de violências motivadas pelo ódio e pelo preconceito".
Em nota oficial, o Pier 021 Lounge repudiou a violência e afirmou que funcionários tentaram intervir e acionaram o socorro. "O que aconteceu é inadmissível e nos causa enorme indignação e tristeza. Nos solidarizamos com a comunidade LGBT+ e reafirmamos o nosso compromisso com o respeito às diferenças", diz o texto.
Fique informado com a RedeTV!
- Clique aqui para entrar no nosso canal de notícias no WhatsApp
