Reformulação e convicção: Ancelotti banca jovens e avisa que pressão não afeta Seleção
Redação RedeTV!Técnico trata amistoso em Brisbane com o mesmo peso de uma partida de Copa do Mundo

(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
O técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (28), em um teatro na cidade de Brisbane, na Austrália, para abordar o momento da Seleção Brasileira às vésperas do segundo amistoso da Data Fifa. O comandante respondeu aos questionamentos sobre a fase recente da equipe, que vem de eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo diante da Noruega e de um empate por 1 a 1 contra a própria seleção australiana na última sexta-feira (25).
As declarações do treinador italiano ocorreram durante evento organizado pelo governo do estado de Queensland. Ao avaliar o cenário de cobranças antes do novo compromisso do ciclo focado na Copa América de 2028 e na Copa do Mundo de 2030, o treinador rechaçou qualquer alteração no planejamento estrutural da equipe nacional por conta das avaliações externas.
"A crítica sempre existiu e vai existir. Não afeta a ideia que tenho para o futuro dessa seleção. A crítica afeta zero o que penso do futuro. Os jovens que estão aqui eu gostei muito, do Arthur Dias, que não conhecia, gostei dos goleiros que não conhecia, Bontempo, Jair. Temos futuro, apesar das críticas", afirmou o técnico.
Ancelotti ressaltou que a prioridade da comissão técnica é a formação de uma nova geração capaz de sustentar o protagonismo do Brasil nos próximos torneios continentais e mundiais. Segundo ele, o processo de acompanhamento e testes de novos atletas faz parte da preparação, sem buscar desespero por respostas imediatas dentro de campo.
"A prioridade agora é construir uma nova geração que possa acompanhar o Brasil para a Copa América e para Copa do Mundo. Pode ser que hoje os 26 convocados não sejam os melhores absolutos, mas faz parte do processo. Nossa função é acompanhar os atletas de perto. Estamos trabalhando para a Seleção ser protagonista. A expectativa de ser treinador da Seleção é muito alta, aqui tem que ganhar a Copa. Não lembro um ano que a expectativa não fosse alta na minha carreira. Tem que ser sempre alta e dar o máximo para nosso trabalho", ponderou.
Para o confronto diante dos australianos, marcado para esta terça-feira (29), às 7h (horário de Brasília), em Brisbane, a Seleção Brasileira apresentará mudanças estruturais em relação ao último duelo. O esquema tático passará do 4-4-2 com quatro atacantes para a formação 4-3-3, visando maior equilíbrio defensivo e controle da posse no setor de meio-campo.
"Controlar as transições é muito importante. A Austrália não teve oportunidade de fazer contra-ataque com a gente com quatro atacantes. Às vezes com três temos mais dificuldades de criar oportunidade. Não finalizamos bem. Podemos controlar com três meias ou com quatro atacantes", explicou o treinador.
O comandante concluiu reforçando o nível de exigência e a responsabilidade da comissão técnica e do elenco no processo de reformulação. A equipe brasileira ainda fechará a atual Data Fifa no próximo sábado (3), quando enfrentará a Índia, na cidade de Calcutá, às 11h (horário de Brasília).
"Ninguém na comissão técnica, dos jogadores pensa que vamos jogar apenas um amistoso. Pensamos que vamos representar um país enorme, uma camisa enorme. Para nós uma partida de Copa do Mundo e contra a Austrália é igual. Representamos a maior Seleção da história do futebol", completou Ancelotti.
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