Em igreja, Lucas Paquetá revela bastidores da absolvição em caso de manipulação de cartões
Redação RedeTV!Jogador falou sobre depressão e negociações com o Manchester City

(Foto: Reprodução/ Instagram)
O meio-campista, Lucas Paquetá relatou publicamente o impacto emocional decorrente do processo de investigação por suposta manipulação de cartões amarelos na Premier League, do qual foi oficialmente absolvido pela Federação Inglesa de Futebol. Em testemunho realizado no fim de semana na Igreja Batista Atitude, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o atual jogador do Flamengo detalhou as consequências do caso em sua carreira e vida pessoal.
O atleta revelou que a notificação sobre o procedimento da entidade britânica ocorreu logo após o encaminhamento de uma transferência. O jogador estava prestes a se transferir para o Manchester City, da Inglaterra, mas a abertura da apuração inviabilizou a assinatura do contrato.
De acordo com o depoimento do apoiador, o comunicado oficial da federação inglesa chegou quatro dias após um jantar de celebração pelo acerto iminente. Um amigo do jogador auxiliou na interpretação do documento e alertou sobre a gravidade da situação, sinalizando o encerramento definitivo das negociações com a equipe de Manchester.
O impacto da notícia afetou a rotina familiar do meio-campista. Lucas Paquetá afirmou que ele e a esposa enfrentaram um período de extrema tristeza, associado por ele a um quadro depressivo, durante os três meses iniciais do processo. O jogador ressaltou o suporte da companheira para superar o momento de crise.
Durante a fase de instrução do caso, o profissional cooperou com as autoridades esportivas e cedeu sigilos pessoais para a apuração. O atleta prestou depoimentos formais à Justiça, disponibilizou seus aparelhos celulares e facultou o acesso aos dados de sua conta bancária.
A investigação teve início em agosto de 2023, motivada por um volume atípico de apostas casadas registradas no estado do Rio de Janeiro. A acusação formal da entidade reguladora inglesa chegou a cogitar o banimento vitalício do futebolista dos gramados.
O desfecho jurídico da situação aconteceu em julho de 2025, por meio de uma comissão independente. O órgão considerou insuficientes os elementos probatórios apresentados para determinar que o atleta tivesse forçado as advertências de forma intencional, resultando na absolvição total e na dispensa de qualquer tipo de suspensão.
Durante o período em que o caso esteve sob julgamento, o jogador lamentou a repercussão pública e os comentários sobre o possível fim de sua trajetória no esporte.
"Em 2023, pós-Copa do Mundo, eu tinha momento muito bom no West Ham. Recebi uma proposta do Manchester City, que era o clube do meus sonhos. Estive muito próximo de me transferir. Eu lembro que a gente saiu para jantar, para comemorar, porque estava praticamente tudo certo. Fiquei desesperado. Não sabia similar aquela aquela notícia. Foi momento muito duro para mim e para minha esposa... mexia com o meu sonho, com o meu caráter, com a minha dignidade", relembrou o meio-campista ao descrever o momento em que tomou conhecimento do teor da carta de investigação", declarou o jogador.
O atleta afirmou que as manifestações externas sobre sua permanência nos gramados e na Seleção Brasileira causaram desgaste inicial, mas foram superadas por meio de apoio espiritual.
"A gente pediu socorro para Deus de uma forma desesperada. Sem intimidade, somente grito de socorro. Foram os piores três piores meses da nossa vida. Acredito que a gente estava em depressão. A gente não conseguia olhar pra nossos filhos e sorrir. A gente só sabia chorar. A gente não comia bem. E a gente suportou tudo isso junto. Aquela menina ali foi bênção de Deus na minha vida. Eu falei muitas vezes pra ela mas queria relatar isso ao público, que se não fosse ela, bem nesse início eu não teria suportado", complementou o atleta.
Chorando o meio-campista finalizou falando sobre se sonho dentro do futebol e como o cenário era triste para ele e sua família.
"Foi choque novamente... eu estava com muito medo. Quando mexe com o nosso sonho, é algo que faz a gente olhar pra nossa vida, refletir o que realmente importa. E não era mais a minha fama, a minha qualidade dentro de campo, minha dancinha ao comemorar o gol. Era cenário de tristeza, de dor, mas que a gente sofreu junto e suportou junto", destacou o futebolista sobre a ida a julgamento.
"Mesmo com o julgamento em andamento, as pessoas diziam que que era o meu último gol, que era o meu último jogo, que era a minha última vez vestindo a camisa da seleção. E no início isso machucava, mas eu comprei a repreender. E algumas vezes, confesso que é difícil, eu comecei a orar pelas pessoas que que desejavam o mal, que queriam me ver querer na derrota", concluiu Lucas Paquetá.
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