A ex-morena do ‘É Tchan’ detalha os desafios de se preparar para o desfile lidando com a menopausa e problemas na tireoide
(Foto: Divulgação)
Aos 51 anos, Rosiane Pinheiro não esconde a emoção ao retornar à avenida como madrinha de bateria da Vai-Vai. A dançarina ficou longe do universo carnavalesco por duas décadas — sua última participação foi pela Barroca Zona Sul. Em entrevista ao portal da RedeTV!, ela detalhou as mudanças que sentiu no Carnaval desde então.
“A transição de musa para madrinha para mim foi uma novidade, porque mudou muita coisa. A princípio, não tinha caído a ficha. Quando participei com a Barroca, mesmo com a banda, eu estava muito ligada com a escola, com todas as equipes, inclusive as costureiras, mas agora, morando em São Paulo e com os trabalhos, não consigo ficar tão em cima”.
Rosiane sairá à frente da bateria "Pegada do Macaco", conhecida por sua cadência única no Carnaval paulista. “A bateria da Vai-Vai é a mais rápida, então a intensidade de musa para madrinha eu senti mais pela velocidade, porque a entrega tem que ser maior", explica. A madrinha admite a ansiedade: “O último ensaio na quadra foi lindo. Confesso que estou ansiosa para o grande dia. Receber a vibração e a alegria do público é uma troca; a gente emana vibrações para eles e para a escola, e isso reverbera”.

(Foto: Divulgação)
Para a sambista, a internet ajudou a dar mais visibilidade ao povo preto. “Podemos mostrar nossa história e por que temos que brigar pelos nossos lugares.” A dançarina também refletiu sobre o legado nas comunidades: “A gente fica chateada quando as meninas da comunidade não são priorizadas. Na Vai-Vai, as rainhas são sempre as que cresceram na comunidade, mas não é em toda escola que isso acontece; muitas acabam optando por famosas”, completou.
A preparação incluiu a perda de peso, um desafio devido à tireoide e à menopausa. Ela eliminou 27 kg com treino e dieta, mas ressalta que a cobrança estética a acompanha desde os 14 anos. “Era muito assediada na praia por ter um 'corpão'. Depois de colocar seios, fui chamada de gorda. Agora, voltaram a cobrar: dizem que estou muito musculosa ou que emagreci demais.”
No último ensaio técnico, a roupa da madrinha saiu do lugar, mas ela minimiza o incidente. "Entreguei samba no pé em todos os ensaios", afirma. Sobre os "perrengues" históricos, Rosiane revela um trauma curioso: “Em todos os desfiles minha sandália quebrava, sempre no pé direito”. Para este ano, ela aposta na fé: “Faço minhas orações e passo óleo ungido. Oro para que minha sandália não quebre; essa maldição já foi quebrada”.
A sambista buscou profissionais para atualizar sua performance. Ela notou que o samba mudou: “Hoje em dia tem mais firulas e coreografias”, observa. Prometendo um show de elegância, ela garante: “Podem esperar muito glamour na minha fantasia”.
A Vai-Vai, maior campeã de São Paulo com 15 títulos, apresenta o enredo “A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Paulicéia”. A escola será a sexta a desfilar no Sambódromo do Anhembi, na madrugada de sábado (14).
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