BASTIDORES DO CARNAVAL

Carnaval 2020

Sobe para 43 número de denúncias à polícia de 'agulhadas' no carnaval em Pernambuco


Publicada:26/02/2020 08:58:00
Redação/RedeTV!

Ao todo, Secretaria de Saúde registrou 69 pacientes com o mesmo relato em quatro cidades


Boletins de ocorrência foram registradas em um posto de atendimento instalado pela Polícia Civil no Hospital Correia Picanço - (Foto: Divulgação/SES)

De acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (25), subiu para 43 o número de pessoas que denunciaram à Polícia Civil ter levado "agulhadas" no carnaval deste ano em Pernambuco, especialmente em Recife e em Olinda. No domingo (23), foram registrado 12 boletins de ocorrência.

Já a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) contabilizou 69 pessoas que disseram terem sido furadas por agulhas em quatro cidades (Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, e Orobó, no Agreste do estado), desde o dia 15 de fevereiro. Até o domingo, eram 23 (veja mais detalhes na reportagem abaixo).

Em nota, a Polícia Civil detalhou que foram dez denúncias no sábado (22), mais 15 no domingo (23) e outras 18 na segunda-feira (24), sendo 11 em vários pontos de Olinda e sete no Recife. Na terça-feira (25), dia de Carnaval, mão foram divulgados dados sobre possíveis agulhadas.

"Uma parte dos denunciantes relatou a exposição, neste carnaval, a outras formas de risco de contração do HIV e outra não soube descrever com precisão as circunstâncias e o momento em que foram tocadas por objeto perfurocortante", apontou a polícia no texto. "Os policiais civis coletaram os depoimentos, dentro do procedimento das diligências, para identificar e capturar os suspeitos dessa prática", disse ainda.

Os boletins de ocorrência foram registrados no Hospital Correia Picanço, no bairro da Tamarineira, na região Norte da capital. Referência no atendimento a doenças infecto-contagiosas, a Polícia Civil instalou ali, no ano passado, um posto de atendimento móvel 24 horas.

"Agulhadas" requerem atendimento

Segundo o SES, dos 69 casos de "agulhadas" registrados até agora no estado, no intervalo de 15 a 24 de fevereiro,  41 eram mulheres e 28 homens. Todas as vítimas passaram por triagem no Hospital Correia Picanço e foram liberadas após avaliação médica.

Ainda segundo a secretaria, 65 pacientes realizaram a profilaxia pós-exposição (PeP), medida para prevenir a infecção pelo vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Os demais foliões que sofreram agulhadas se recusaram a fazer o teste rápido, ação que é pré-requisito para o tratamento e uso da medicação, ou já não estavam mais aptos a recebê-lo, pois já havia passado mais de 72 horas desde o ocorrido.

Os pacientes receberam a orientação de retorno após 30 dias, prazo necessário para a conclusão desse tratamento. Eles também foram aconselhados a realizar o monitoramento de possíveis infecções no Serviço de Atenção Especializada (SAE) do Correia Picanço, ou nas cidades onde vivem.

De acordo com a SES, os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3% para HIV.

Casos em 2019

Em 2019, aproximadamente 300 pessoas prestaram queixa em Pernambuco sobre terem sofrido "agulhadas". Não houve relatos de contaminação e/ou casos positivos relacionados.

Na época, dez pessoas foram atendidas no Hospital Correia Picanço após os casos, segundo a SES. Esses pacientes foram medicados contra doenças infectocontagiosas e prevenção ao vírus HIV. Todos eles foram liberados. 

Os resultados dos exames realizado nas pessoas que relataram terem sido agredidas com agulhas não chegou a ser divulgado posteriormente.

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