resultado da apuração

Mangueira é campeã do Carnaval 2019 do RJ


Publicada:06/03/2019 17:59:00
Redação RedeTV! com Agência Brasil

Desfile da escola de samba foi eleito o vencedor do Grupo Especial com enredo “História para nina gente grande”

A Estação Primeira de Mangueira foi eleita a campeã do Grupo Especial do Carnaval 2019 no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (6). 

A tradicional escola “verde e rosa” desfilou na segunda-feira (4) sob o enredo "História para ninar gente grande" e homenageou a vereadora Marielle Franco, morta em março de 2018. 

O enredo é assinado por Leandro Vieira e contou com 24 alas, cinco alegoria e 3.500 componentes na avenida. A agremiação desconstruiu a imagem de figuras históricas como a Princesa Isabel, Dom Pedro I e Pedro Álvares Cabral.

Mangueira é a segunda maior campeã entre as escolas de samba do Rio de Janeiro, com 19 títulos. O último título foi em 2016. 

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A Viradouro ficou o com segundo lugar no Carnaval do Rio, enquanto que Imperatriz Leopoldinense e Império Serrano foram rebaixadas e desfilarão no Grupo de Acesso Série A em 2020. As seis primeiras colocadas desfilam novamente no próximo sábado (9). 

As escolas foram avaliadas quanto a bateria, samba-enredo, harmonia, evolução, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, alegorias e adereços, fantasias e comissão de frente. 

ENREDO

“Um enredo completamente emocionante. A Mangueira tem essa responsabilidade”, disse a cantora Alcione ao analisar o enredo “História para ninar gente grande”, criado pelo carnavalesco Leandro Vieira. No enredo, Alcione representou Dandara, a mulher de Zumbi dos Palmares. “Foi uma honra representar Dandara, uma líder das pessoas escravizadas”, afirmou.

A intenção do enredo foi mostrar a participação de líderes populares que influenciaram a história do Brasil e não têm suas realizações contadas nos livros. Neles, personagens negros, índios, com destaque também para mulheres como a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), Maria Felipe Oliveira, que liderou a resistência aos portugueses na Bahia e Luiza Mahin, líder do levante dos Malês, de pessoas escravizadas.

A cantora Leci Brandão, que é mangueirense, disse ter sido tomada por um misto de sentimentos durante o desfile, pois foi homenageada e citada na letra do samba-enredo. “A gente entra para a ala dos compositores nos anos de 1970 e, em 2018, ter o nome no samba é pra gente chorar, uma emoção muito grande mesmo, principalmente porque vim representando Luiza Mahin”, afirmou a artista.

Mônica Benício, viúva da vereadora Marielle Franco, morta em março do ano passado, participou do desfile e disse que foi um enredo urgente e atual. “Fala de representatividade, de resistência, e a Marielle sendo homenageada, ter ela hoje como símbolo de esperança é, sobretudo, uma emoção muito grande”, disse.

Para a jornalista Hildegard Angel, que passou na avenida no alto da alegoria a História que a História não conta, o desfile também foi uma emoção forte. O irmão dela Stuart Angel desapareceu em 1971, quando atuava na militância política. “Enorme, enorme. Além da expectativa”, reagiu a jornalista.

Ao fim do desfile, o carnavalesco Leandro Vieira  afirmou estar com sentimento de dever cumprido. “Com certeza, não sei se bem, mas cumprido. Mexeu com o público e eu me diverti pra caramba”, disse.

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