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Protestos contra o racismo se espalham pelos Estados Unidos

Atos acontecem após morte de homem negro por policial branco em Minneapolis, capital do estado de Minnesota

(Foto: AP)

"I can't breathe", essas foram algumas das últimas palavras de George Floyd, um homem negro de 46 anos, que morreu após um policial branco sufocá-lo com o joelho em uma abordagem na última segunda-feira (25) em Minneapolis, capital do estado de Minnesota, nos Estados Unidos. Em português, Floyd dizia que não conseguia respirar, mas, mesmo assim, continuou sendo sufocado. Uma testemunha da ação gravou em vídeo o ocorrido e as imagens causaram revolta em todo o mundo. 

O resultado dessa revolta, nos Estados Unidos, está sendo uma sequência de protestos que ganham todo o país e, no sábado (30), foi o quinto dia consecutivo que as pessoas saíram às ruas para gritar contra o racismo. Grandes cidades como Nova York, Chicago, Dallas, entre outras, registraram atividades, mesmo com um toque de recolher decretado para conter os distúrbios. 

Com a escalada da violência dos atos, o presidente americano, Donald Trump, prometeu em seu Twitter enviar a Força Nacional de Segurança ao local para conter as manifestações. Toda a Guarda Nacional de Minnesota foi ativada pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial no sábado (30).

O governador de Minnesota, Tim Walz, disse que o destacamento era necessário porque participantes dos atos estavam usando os protestos pela morte de George Floyd para espalhar o caos e que ele esperava que as manifestações da noite de sábado fossem as mais agressivas até agora.

Prisão do policial

O ex-policial Derek Chauvin, que foi filmado na última se ajoelhando em cima do pescoço de George Floyd antes de sua morte, foi preso na sexta-feira (29). Segundo o promotor de justiça do condado de Hennepin, Mike Freeman, Chauvin está sob custódia acusado de homicídio culposo, com o agravante de perpetrar ato eminentemente perigoso para os outros e demonstrar uma mente depravada, mas sem a intenção de matar.

Em coletiva de imprensa, Freeman alegou que a prisão só se deu nesta sexta-feira porque, segundo ele: "-Só- Agora conseguimos reunir as evidências de que precisamos [...] Mesmo na tarde de ontem, não tínhamos tudo o que precisávamos. Mas hoje já encontramos".

Em postagem nas redes sociais, o advogado da família de Floyd, Ben Crump, classificou a prisão do ex-agente como "um passo no caminho da justiça" e aproveitou para cobrar a prisão dos outros três agentes envolvidos na abordagem, Thomas Lane, Tou Thao e J. Alexander Kueng.

Assim como Derek Chauvin, os demais policiais foram demitidos da polícia e estão sendo investigados pela corregedoria e também pelo FBI, porém, somente Chauvin está sob custódia.

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