Mulher de Naldo relatou agressão

Violência doméstica pode levar a estresse pós-traumático, alerta psicóloga

Redação/RedeTV!

(Foto: Agência Brasil)

A violência doméstica pode provocar muito mais do que marcas físicas, alerta a psicóloga Miriam Farias ao comentar mais um caso de grande repercussão no país. Na quinta-feira (7), o cantor Naldo foi preso após ser acusado pela companheira, Ellen Cardoso, conhecida como Mulher Moranguinho, de ter sido agredida por ele com chutes, socos e puxões de cabelo durante briga do casal no último sábado (2). Um revólver irregular foi encontrado com o artista, que acabou sendo detido pela posse ilegal da arma e liberado horas depois, após o pagamento de fiança.

Ao Portal da RedeTV!, a especialista afirmou que os efeitos negativos gerados por esse tipo de relacionamento são classificados como estresse pós-traumático, que afeta principalmente a parte psicológica da vitima, em decorrência da violência, agressões e ameaças. “Trata-se de um transtorno de ansiedade e acontece quando a pessoa passa por alguma situação traumática. Pode ser violência, abuso ou qualquer situação que leve a vida da pessoa a risco, perigo de vida. Um assalto, por exemplo. A violência afeta diretamente a autoestima da mulher. Tanto da mulher quanto de qualquer pessoa atingida pela violência doméstica ou qualquer tipo de violência. Junto com isso, ela sofre o abuso emocional”, explicou.

Miriam acrescenta que o transtorno pós-traumático atinge não só a mulher agredida, mas todos que presenciam a violência. Filhos do casal, por exemplo, podem desenvolver o mesmo transtorno. “A criança também pode sofrer de estresse pós-traumático presenciando a mãe sofrendo violência, sim. E o estresse pós-traumático pode acometer qualquer pessoa, não só mulher. Pode acometer homem, criança, qualquer pessoa que passe sobre situação de perigo, de risco. E só de pensar no caso já vem à memória o que ocorreu”, acrescentou.

A psicóloga destaca que é possível detectar sintomas do estresse pós-traumático. “Há sinais como um medo exagerado… a pessoa fica apavorada só de ter a possibilidade de vivenciar novamente o fato, de pensar sobre ele. A pessoa tem taquicardia, sudorese, boca seca, sensação de frio ou de calor, tremor. Ou seja, todos os sinais do transtorno de ansiedade. As sensações são muito ruins. O medo é enorme e uma sensação que pode acontecer de novo o fato”, ressaltou.

Para superar o estresse pós-traumático, a especialista indica terapia com uso de hipnose. “Como o sofrimento da pessoa foi muito grande, a pessoa não quer reviver e nem falar sobre isso. Então, por meio da hipnose, são usadas técnicas específicas para investigar. No momento que a pessoa está sob o efeito da hipnose, ela estará sob o efeito do hipnólogo e ele vai ter condições de tratar as emoções que vierem”, disse ao ressaltar que, em alguns casos mais graves, é necessário acompanhamento psiquiátrico.

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