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Empresa gestora de presídio em Manaus se defende de massacre e diz não ter "poder de polícia"

Redação/RedeTV! com agências

A Umanizzare, empresa responsável pela gestão do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, se pronunciou nesta quarta-feira (10) a respeito do massacre ocorrido no centro de detenção entre os dias 1º e 2 de janeiro. Na ocasião, 56 presidiários acabaram mortos.

Em anúncio publicado em veículos de imprensa, a companhia se defende ao afirmar que não estão entre suas funções o “comando, direção e disciplina” dos presídios. O texto  destaca ainda que qualquer ato que possa ser caracterizado como poder de polícia deve seguir sob responsabilidade do Poder Público. Para a Umanizzare,a legislação é clara com relação à contenção de rebeliões como exclusividade do Poder Público.

A nota da empresa também relata que os funcionários contratados para atuarem dentro dos 8 presídios que gere nos Estados do Amazonas e Tocantins não têm permissão para porte de qualquer tipo de armamento.

A defesa da Umanizzare vai de encontro ao discurso adotado pelo ministro da Justiça Alexandre de Moraes. Em declaração proferida há cerca de uma semana, ele afirmou que a responsabilidade será analisada pelos investigadores do caso, mas deixou claro que, como o presídio é terceirizado, “de cara, basta verificar que houve falha da empresa”. Para Moraes, a empresa era responsável pela segurança do Compaj e era a Umanizzare quem deveria ter coibido o acesso dos detentos às armas utilizadas durante a rebelião.

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