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A Tarde é Sua

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Motorista de Cristiano Araújo dirigia a 179km/h na hora do acidente, aponta relatório


Publicada: 31/08/2015 - 16h58

Um relatório técnico do carro do cantor Cristiano Araújo apontou que o veículo estava a 179 km/h quando capotou na BR-153, em Goiás, causando o acidente que matou o sertanejo e sua namorada, Allana Moraes, em 24 de junho. O delegado responsável pelo caso, Fabiano Henrique Jacomelis, ressalta que o laudo ainda precisa de outros dados para ser concluído, segundo o portal 'G1'.  

Jacomelis explica que a velocidade do carro na hora do acidente foi obtida através da "caixa preta" do veículo, de modelo Land Rover, com informações armazenadas cinco segundos antes do acionamento dos airbags. Os dados foram analisadas na Inglaterra. 

O resultado parcial do relatório confirma a versão do depoimento de Ronaldo Miranda, que conduzia o veículo. Em depoimento à polícia, ele confirmou que estava acima do limite de velocidade no momento do impacto. No local, é permitido transitar a até 110 km/h. 

O investigador explica que ainda é necessário esperar a conclusão do laudo para ter certeza das causas do acidente. "A velocidade que vale na investigação é do laudo, que analisa a zona de impacto e frenagem, por exemplo", disse ao 'G1'. Caso o excesso de velocidade seja confirmado, Ronaldo, pode responder na Justiça por homicídio culposo e se condenado a uma pena de dois a quatro anos. 

Duas pessoas são presas durante reintegração de posse em São Paulo


Publicada: 31/08/2015 - 16h56

Duas pessoas foram presas hoje (31), durante o processo de reintegração de posse de um terreno na região do Parque Bristol, zona sul de São Paulo. Segundo o capitão Celso Arantes Lucas, da Polícia Militar (PM), um dos detidos foi preso ao resistir à ordem judicial de retirada do local e o outro por ter ateado fogo a um dos imóveis. As chamas atingiram outras moradias, sendo necessário acionar duas viaturas do Corpo de Bombeiros.

Apesar desse incidente, ninguém ficou ferido e não há mais nenhuma família no local. Os dados da PM indicam que na área viviam cerca de 500 pessoas em 100 moradias, sendo 350 adultos, 20 idosos e 130 crianças e adolescentes. O capitão Lucas informou que a maioria (80%) deixou a área no começo da manhã, de forma pacífica. Cerca de 40 caminhões foram disponibilizados para o transporte dos pertences dessas famílias. O local está isolado e protegido por policiais militares.

A ordem de despejo é da juíza Maria Silvia Gabrielloni Feichtenberger, da 3ª Vara Civel do Foro Regional 3. O terreno tem área de 6 mil metros quadrados, fica entre as ruas Estevão Pedroso, Professor Artur Primavesi, Paschoal Bocci e Marechal Vieira Peixoto. Há dois anos começou a ser ocupado e, desde então, segundo o capitão Lucas, começou a ser reivindicada a posse pelo proprietário.

O militar disse que a retirada foi negociada com os ocupantes. A maioria das moradias era de alvenaria e parte delas já foi derrubada por máquinas retroescavadeiras. O metalúrgico Valdonez Francisco Ribeiro, de 32 anos, e a mulher dele, Maria da Conceição Melo Ribeiro, acompanhavam a distância os trabalhos e estavam inconformados. ”Nós não éramos invasores”, disse ele, acrescentando que comprou o lote, pagando R$ 7,5 mil, e depois gastou mais R$ 45 mil para construir a moradia. “Agora, tenho de pagar o empréstimo que fiz para construir e ainda tive de pedir mais empréstimo para alugar uma casa.

O casal manifestou surpresa pela reintegração de posse e disse que a medida já tinha sido adiada duas vezes, por isso, acreditavam que haveria uma saída. Maria da Conceição afirmou que quando chegaram ao local, as pessoas que já estavam vivendo lá informaram que o dono havia perdido o imóvel para a prefeitura. “Como na Zona Norte aconteceu isso e as pessoas conseguiram ficar no imóvel, a gente acreditava que aqui também ia ser desse jeito. A gente não ia ser louco de ocupar uma propriedade particular”. Apesar das declarações dos dois, eles disseram que não sabem de quem compraram o lote e que pagaram sob risco para realizar “o sonho da casa própria”.

Ato pede elucidação de chacina que deixou 19 pessoas mortas


Publicada: 28/08/2015 - 14h14

Voluntários da organização não governamental (ONG) Rio de Paz fizeram um ato, por volta das 8h de hoje (28), em solidariedade às famílias das 19 pessoas assassinadas em chacina que ocorreu no último dia 13 nas cidades de Osasco e Barueri. Os ativistas colocaram 19 sacos pretos com os nomes das vítimas sobre a calçada em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para chamar a atenção de quem passava pelo local. Os voluntários também se vestiram de preto e se amordaçaram.

Esse é o segundo ato promovido pela ONG que, na semana passada, fez manifestação semelhante, no mesmo local. Cláudio Nishikawara, voluntário da Rio de Paz, que coordena o ato, diz que o objetivo é alertar sobre o que acontece nas periferias e com a população pobre. “Estamos cobrando das autoridades uma elucidação rápida. Já são duas semanas e nós não sabemos nada sobre o que aconteceu. Nada está claro”, declarou.

Segundo ele, outros eventos serão organizados para cobrar a elucidação dos crimes. “A intenção é chamar a atenção da sociedade paulistana, classe média, classe média alta, sobre o que acontece na periferia, a violência a que as pessoas são submetidas. Acreditamos que quem mais tem voz, visibilidade para cobrar as autoridades, é a classe média.”

A auxiliar de enfermagem Nair Diniz, 50 anos, conta que a chacina em Barueri aconteceu na rua de sua casa. De acordo com ela, a vizinhança vive um clima de medo desde o ocorrido. “Eu não conhecia as pessoas, mas o medo ronda. Eles avisam que é para entrar [em casa] às 22 horas. Deixam avisado para ninguém sair, porque eles vão matar mesmo.”

A estudante de jornalismo Ana Beatriz Issler, 18 anos, parou para tirar fotos dos sacos pretros. “É uma imagem horrível de se ver. É pesado porque a gente não tem muitas informações sobre o que exatamente aconteceu nessa chacina. Dá um desanimo, mas é um bom protesto”, disse.

Ontem (27), foi enterrada a última vítima do crime: a adolescente Letícia Vieira Hillebrand da Silva, de 15 anos. Letícia estava na calçada, com uma amiga, na Rua Suzano, em Osasco, quando foi atingida por um tiro.

Na última quarta-feira (26), a Justiça Militar do estado de São Paulo decretou a prisão preventiva do soldado Fabricio Emmanuel Eleutério, suspeito de ter participado da chacina. Ele foi reconhecido pessoalmente por um sobrevivente. O soldado nega a participação.

Manifestantes queimam 10 carros e um ônibus contra reintegração de posse em SP


Publicada: 27/08/2015 - 14h45

A Estrada do Iguatemi, na zona leste de São Paulo, está bloqueada na manhã desta quinta-feira, 27, próximo à Avenida Ragueb Chohfi, para a reintegração de posse de uma área conhecida como Fazendo do Carmo, ocupada por cerca de 75 famílias.

O terreno pertence à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo estadual. Os moradores alegam que só foram avisados da reintegração de posse nesta segunda-feira, 23. Durante a madrugada, as famílias fizeram barricadas e queimaram carros em protesto contra a ação da polícia, que respondeu com bombas de efeito moral.

A situação está sob controle da polícia e as famílias que ocupam o terreno devem se retirar durante a manhã e esvaziar a área.

Uma segunda reintegração de posse ocorre no quilômetro 19 da Rodovia dos Imigrantes. Cerca de 60 famílias, segundo a Central de Movimentos Populares (CMP), ocupam um terreno que está sob concessão da empresa Ecovias, que administra a rodovia.

A retirada está sendo feita também nesta manhã e não há registro de confronto até agora. Por volta das 7h20, havia 1 quilômetro de lentidão na rodovia na região próxima da operação.

PF desarticula maior quadrilha de traficantes de drogas sintéticas do país


Publicada: 27/08/2015 - 14h43

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (27) a Operação Quinto Elemento, para desarticular uma quadrilha especializada no tráfico de drogas sintéticas. O grupo, segundo a corporação, atua em Goiás, mas tem colaboradores em diversos estados do país.

Cerca de 400 policiais federais cumprem 145 mandados judiciais em Goiás, em São Paulo, no Paraná, no Tocantins, na Bahia, em Minas Gerais e no Distrito Federal. São 30 mandados de prisão temporária, oito de prisão preventiva, 40 de condução coercitiva, 55 de busca e apreensão e 12 de sequestros de bens imóveis, incluindo um prédio residencial de 20 apartamentos.

De acordo com nota da PF, a quadrilha utilizava empresas regularizadas para a aquisição de produtos químicos usados para sintetizar os mais variados tipos de droga – desde anfetaminas até cocaína.

“A grande quantidade de produtos químicos adquiridos chamou a atenção dos investigadores, que constataram um esquema econômico organizado para o tráfico, com a participação de farmácias, laboratórios e vendedores, que se utilizavam de veículos de luxo para comercializar a mercadoria ilegal”, destacou o comunicado.

Ainda segundo a PF, durante as investigações, foram desmontados oito laboratórios sendo que, em apenas um deles, foram apreendidos cerca de 630 mil comprimidos conhecidos como ecstasy do Paraguai, também usados como rebite, prontos para o consumo. O volume é superior à quantidade apreendida pela corporação durante todo o ano de 2015.

Em outro laboratório, foram encontrados aproximadamente 800 mil comprimidos. As investigações apontam que, em oito meses, um dos laboratórios gerenciados pela organização movimentou cerca de R$ 240 milhões.

“Todos os envolvidos responderão por tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e tráfico de produtos químicos para a produção de drogas”, informou a nota.

O nome de batismo da operação faz referência ao éter, que era considerado por alquimistas o quinto elemento e está relacionado à quantidade da substância encontrada no primeiro laboratório investigado.

Morre a 19ª vítima de chacina na Grande São Paulo


Publicada: 27/08/2015 - 14h42

A jovem Letícia Vieira Hillebrand da Silva morreu por volta da meia-noite desta quinta-feira (27) no  Hospital Regional de Osasco, após passar quase duas semanas internada. A garota, de 15 anos, foi atingida por um tiro no abdômen no dia 13 de agosto, data em ocorreu uma chacina na Grande São Paulo. Letícia é a 19ª vítima do crime.

Ainda de acordo com a Secretaria, Guilherme Moreira, que também estava internado em Osasco, recebeu alta no sábado (22). 

Ontem, a Justiça Militar decretou a prisão preventiva de Fabrício Emmanuel Eleutério, soldado suspeito de participar da chacina em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo. Caso não haja recurso, ele ficará preso até o julgamento do processo.

O policial cumpria prisão administrativa pedida pela Corregedoria e foi reconhecido por uma testemunha como o autor do disparo que deixou um ferido na Rua Suzano, na Vila Menck, em Osasco - um dos dez pontos de ataques na cidade. O reconhecimento foi feito por meio de foto e pessoalmente.

PM da Rota preso por chacina em Osasco já responde a cinco processos


Publicada: 25/08/2015 - 14h25

O soldado Fabrício Emmanuel Eleutério, integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), está preso administrativamente sob suspeita de envolvimento na chacina de Osasco e Barueri, que deixou 18 mortos.

O PM foi reconhecido por uma fotografia mostrada a uma testemunha, que o identificou como autor do disparo que feriu uma pessoa na Rua Suzano, no bairro Vila Menck, em Osasco, um dos dez pontos de ataque. Ele é o primeiro suspeito detido nas investigações do caso.

Eleutério, que nega envolvimento na chacina, responde a cinco processos no Estado e já havia sido preso em abril de 2013 sob suspeita de integrar um grupo de extermínio. Antes da prisão, atuava na área administrativa da corporação e era obrigado a cumprir medidas restritivas: permanecer em casa durante os fins de semana, não se ausentar de Osasco sem prévia autorização da Justiça, não frequentar bares e boates e também não se aproximar de testemunhas dos processos.

O ataque na Rua Suzano ocorreu às 22 horas do dia 13, deixou dois feridos e foi o sétimo da chacina. A força-tarefa que apura as mortes acredita que os homicídios foram praticados por três grupos, ligados entre si.

O soldado prestou depoimento ao capitão Rodrigo Elias da Silva, da Corregedoria, na sexta-feira, 21, e disse que na noite dos crimes estava na casa da namorada, onde comeram pizza e assistiram a um filme. Soube por WhatsApp que ataques haviam ocorrido em Osasco e, posteriormente, seguiu para sua casa. Além da namorada, segundo ele, a sogra, a diarista da casa e o motoboy que levou a pizza o viram na noite dos crimes. Ele não se recordou do nome da pizzaria onde pediu a refeição.

Eleutério negou conhecer o cabo Avenilson Pereira de Oliveira, vítima de latrocínio em um posto de combustível de Osasco. Uma das linhas de investigação é a de que a chacina seria um ato de vingança de colegas de Oliveira, após a morte do policial.

Durante o depoimento, o soldado da Rota liberou acesso a sua conta Google e aos dados do celular. Questionado se tinha arma particular, disse que sim. "Pistola Glock, calibre 380, que se encontra apreendida no Fórum de Carapicuíba."

Além de prendê-lo, a Corregedoria pediu à Justiça Militar a expedição de mandado de busca e apreensão na residência do policial e de outros 17 PMs, além de um civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em abordagem, policial ameaçou raspar tatuagem de vítima da chacina de Osasco


Publicada: 25/08/2015 - 14h23

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo investiga outros policiais suspeitos de ocultarem uma apreensão de droga e agredirem uma das vítimas da chacina de Osasco e Barueri - um mês antes de a série de mortes acontecer.

Rafael Nunes de Oliveira, de 23 anos, foi abordado por uma guarnição do 42º Batalhão, cujos integrantes ameaçaram "raspar" com uma faca a tatuagem que a vítima tinha na barriga. As informações dão base a um dos pedidos de busca e apreensão elaborados pela Corregedoria e deferido pela Justiça Militar.

Oliveira foi morto às 21h30 do dia 13 de agosto na Rua Moacir Sales D'Ávila, no bairro Vila Menck, em Osasco. A vítima estava na calçada, acompanhada por duas pessoas, quando ocupantes de um carro pararam próximo do grupo e atiraram. Rafael morreu no local e outra pessoa ficou ferida. A perícia apontou que a munição calibre 9 mm, de uso restrito da Polícia Federal e das Forças Armadas, foi usada no ataque.

Um mês antes da chacina, Oliveira tivera seu veículo apreendido por PMs. Na oportunidade, a vítima estaria portando droga, que teria sido guardada por um dos policiais na viatura. Não foi revelada a quantidade nem o tipo. A Corregedoria confirmou que a ocorrência da apreensão do carro existiu e dela participaram um sargento e três soldados.

Busca

Uma testemunha relatou também que, em outra ocasião, Oliveira foi agredido por PMs, e um deles pediu uma faca para raspar a tatuagem que a vítima tinha na barriga. Outro soldado, que não participou da primeira abordagem, foi reconhecido por uma fotografia.

Os policiais militares envolvidos nessas ocorrências tiveram as residências vasculhadas por investigadores, que recolheram documentos e celulares no fim da semana passada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Depoimento de tenente reforça suspeitas contra policiais de Osasco


Publicada: 25/08/2015 - 14h21

O depoimento de um tenente da reserva reforçou as suspeitas contra um grupo de sete policiais que teriam participado da chacina em Osasco e Barueri, no dia 13 de agosto.

O oficial trabalha como segurança de um bar na zona norte da capital paulista e, à Corregedoria, narrou fatos que causaram estranheza: menos de um hora depois da série de mortes na área de atuação desses PMs, eles chegaram simultaneamente ao estabelecimento que não frequentavam há quatro anos.

O grupo composto por um primeiro-sargento, um cabo e cinco soldados da Força Tática do 42.º Batalhão chegou ao bar por volta das 23h. Mesmo integrando a tropa de elite da PM em Osasco, foram liberados do serviço no horário normal.

A praxe, segundo apontou a Corregedoria, seria que esses policiais fossem acionados em ocorrências de gravidade, mesmo estando de folga, como a morte de 18 pessoas naquela noite. Para a Corregedoria, esses PMs estavam tentando montar um álibi.

As informações embasaram o pedido para que a Justiça Militar deferisse mandados de busca e apreensão nas residências dos policiais que estavam naquela noite no bar. O objetivo seria recolher armas de fogo de uso restrito ou permitido, assim como telefones celulares, cartas, peças de roupa e outros objetos que interessassem à investigação. As buscas foram realizadas, mas seus resultados não foram detalhados.

Antes das buscas, os policiais haviam sido convocados a prestar depoimento e confirmaram terem sido liberados na noite da chacina, quando seguiram em conjunto para o bar no Parque São Domingos, zona norte.

Em diligência no local, os investigadores ouviram o tenente responsável pela segurança, que reforçou as suspeitas. Ele declarou que há o costume de os policiais militares fazerem contato prévio quando se deslocam para o bar para qualquer tipo de confraternização, o que não ocorreu naquela noite. O oficial acrescentou que não se recorda de qualquer policial do 42.º Batalhão ter comparecido ao local desde que começou a trabalhar lá.

O tenente disse ter chegado a comentar com os homens que havia ouvido notícias sobre a chacina e disse: "a área de vocês está feia". De um dos policiais, ouviu a resposta resumida: "Tá".

O livro de registro do bar foi apreendido e se constatou que desde 2011 os PMs não iam ao estabelecimento. Na interpretação dos investigadores, o objetivo dos policiais ou era firmar um álibi ou comemorar alguma ação que deu certo. Informações provenientes de um telefonema ao disque-denúncia relatando o mesmo fato no bar despertou a atenção da equipe.

Além desses sete policias, outros 12 PMs e mais um civil tiveram as residências vasculhadas pela Corregedoria no final da semana passada. Na segunda-feira, 24, o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, informou que celulares e documentos foram apreendidos durante as buscas.

Tiroteios na Rocinha deixam um morto e um ferido


Publicada: 21/08/2015 - 15h44

Tiroteios na Rocinha, zona sul do Rio, deixaram duas pessoas baleadas na noite desta quinta-feira, 20. Um adolescente de 16 anos, atingido na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu. A outra vítima, ainda não identificada, foi baleada na barriga e levada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea (zona sul). A Rocinha tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde 2012.

Nas redes sociais, moradores relatavam os tiros. Na página Rocinha em Foco, uma publicação alertava sobre os disparos. "Alguns moradores nos informam que escutaram tiros, após uma sequência de fogos, ao lado da Vila Verde (localidade da Rocinha). Por favor, moradores, tomem cuidado".

Em junho deste ano, o adolescente Wesley Barbosa, de 13 anos, foi baleado no rosto dentro da própria casa durante um tiroteio. Já no mês seguinte, um policial militar da UPP local também se feriou ao ser atingido por um tiro durante patrulhamento.

Policiais civis dizem que Corregedoria da PM não passa informações sobre chacina


Publicada: 21/08/2015 - 15h43

Uma semana depois da maior chacina da história de São Paulo, que deixou 18 mortos e seis feridos, em Osasco e Barueri, a força-tarefa montada pela Secretaria de Segurança Pública está em crise. Policiais civis relatam que não recebem informações da Corregedoria da Polícia Militar sobre eventuais PMs suspeitos de cometer os crimes e não são informados sobre diligências da corporação. As informações não estariam sendo compartilhadas.

Até quinta-feira, 20, nem o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) nem a Delegacia Seccional de Osasco receberam nomes e fotos dos policiais do 42º Batalhão, responsável pela área onde aconteceram as mortes, em Osasco. Dessa forma, os investigadores não podem mostrar fotos de eventuais suspeitos aos sobreviventes e testemunhas. Escalas de trabalho dos PMs - que indicam quem estava de plantão e de folga no dia da chacina - também não chegaram às mãos dos investigadores e estão restritas à investigação da Corregedoria da PM.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o trabalho de investigação está sendo feito de maneira integrada, com apoio da Corregedoria da PM. "Todas as informações solicitadas à PM pela força-tarefa - que inclui policiais do DHPP e Polícia Científica - já foram fornecidas".

A pasta informou que o secretário de Segurança de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, se reuniu das 17h30 até as 20h, com a força-tarefa, mas não revelou o que foi discutido.

Polícia acha empresário sequestrado dentro de porta-malas em SP


Publicada: 21/08/2015 - 15h41

O empresário Stefan Shatan, proprietário de uma fábrica de móveis, foi libertado após ter sido sequestrado na quarta-feira, 19. O empresário foi raptado às 8h de quarta-feira e resgatado por policiais militares do Batalhão de Policiamento do Choque às 22h25 do mesmo dia.

Shatan estava amarrado no porta-malas de um veículo em Pinheiros, na zona oeste da capital. Dois criminosos foram presos. As informações são da Polícia Militar.

Durante patrulhamento no bairro, homens da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) suspeitaram de um veículo na Avenida Professor Herman Júnior. Dois homens dirigiam um carro Omega, da GM, com placa de Itapecerica da Serra, município da Região Metropolitana de São Paulo.

Ao perceber a aproximação da polícia, a dupla fugiu. A equipe interceptou o veículo, fez uma revista no interior do carro e localizou o empresário amarrado no porta-malas. Segundo a Polícia, Shatan foi libertado ileso e a dupla de criminosos foi conduzida à Delegacia Anti-Sequestro.

Os bandidos já haviam feito contato com a família da vítima e estavam exigindo R$ 3 milhões de resgate. A PM não soube informar se o dinheiro chegou a ser pago.

Polícia do RN identifica gêmeos responsáveis por estupros coletivos


Publicada: 20/08/2015 - 14h42

A Polícia do Rio Grande do Norte começou a identificar os responsáveis pelos três casos de estupro coletivo que ocorreram em menos de um mês na capital do Estado. Irmãos gêmeos, de 17 anos, foram identificados pelas vítimas como os responsáveis pelos crimes. Além deles, Alexsandro Faustino do Nascimento, de 22 anos, também foi preso. Os três foram detidos no bairro de Felipe Camarão, zona oeste de Natal.

Os três estupros coletivos ocorreram no período de 17 de julho a 15 de agosto. Dois desses casos ocorreram no conjunto San Vale, na zona sul de Natal, e têm em comum a abordagem de casais.

No primeiro caso, o casal estava em uma moto e os bandidos jogaram um pedaço de madeira na pista, levando os dois a pararem o veículo. Foi quando ocorreu a abordagem e a rendição para o estupro coletivo.

No segundo caso, os bandidos voltaram a fazer uma armadilha para outro casal que também estava em uma moto. O veículo teve de parar, o homem foi agredido e a mulher, violentada. O terceiro caso aconteceu próximo ao bairro de Felipe Camarão, no local onde os três homens foram presos. No dia 15 de agosto, um casal foi interceptado e a mulher também foi estuprada.

Além do estupro, os crimes têm em comum o fato de que os bandidos também roubavam os pertences das vítimas, incluindo as motocicletas.

MP gaúcho oferece representação contra adolescentes envolvidos na morte de jovem por espancamento


Publicada: 20/08/2015 - 14h40

O Ministério Público do Rio Grande do Sul ofereceu na quarta-feira (19) representação contra sete adolescentes que estariam envolvidos na morte de Ronei Wilson Jukfitz Faleiro Junior, de 17 anos. O rapaz faleceu após ser espancado na saída de uma festa na cidade de Charqueadas, interior do estado, na madrugada de 1º de agosto. As informações são do site do MP do estado.

Os adolescentes vão responder às acusações de homicídio triplamente qualificado, pela morte de Ronei, e três tentativas de homicídios triplamente qualificados, cometidos contra o pai do jovem e um casal de amigos que também estava no local, além de ato infracional de associação criminosa. Os sete adolescentes seguem em internação provisória.

Outros nove adultos também estão envolvidos no caso e cumprem prisão temporária. De acordo com o MP gaúcho, a promotoria de Justiça aguarda a remessa do inquérito policial elaborada pela Polícia Civil para dar prosseguimento ao processo.

Ronei Junior deixava uma festa no Clube Tiradentes ao lado dos amigos na madrugada de 1º de agosto quando todos foram abordados pelos suspeitos, que já haviam ameaçado um dos rapazes de morte. O pai do jovem foi buscá-lo no local e, chagando ao Clube, por volta das 5h, presenciou a agressão sofrida pelo trio. Ele também teria sido agredido com um chute e uma garrafada, mas conseguiu deixar o local com o filho, levando-o ao hospital. O rapaz, no entanto, não sobreviveu a um traumatismo craniano.

Jovem pernambucano é encontrado morto em universidade inglesa


Publicada: 20/08/2015 - 14h39

Um estudante pernambucano foi encontrado morto no câmpus da Universidade de Lincoln, na Inglaterra. De acordo com a família, o corpo de Ivson Luna Nunes, de 26 anos, foi encontrado no domingo, 16, sem sinais de agressão. A provável causa da morte não foi informada à família.

Nunes era de Gravatá, no interior de Pernambuco, e estudava Design na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no câmpus de Caruaru. O jovem fazia intercâmbio na universidade inglesa, desde de julho do ano passado pelo programa federal Ciência Sem Fronteiras. Ele retornaria ao Brasil em setembro.

A família do estudante iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro para o transporte do corpo para o Brasil. "Estou desesperada com a notícia, os órgãos competentes não querem se responsabilizar em trazer o corpo do meu filho para que eu possa me despedir dele", disse Isis Oliveira, mãe de Nunes, em uma postagem nas redes sociais.

Em nota, a UFPE lamentou a morte do estudante. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou que aguarda um posicionamento da polícia britânica e a formalização pelo Itamaraty para tomar as providências cabíveis a respeito da repatriação do corpo do estudante.

Em nota, a Capes disse ainda que não divulgaria mais informações sobre o caso em respeito à família.

Já o Itamaraty informou que ficou sabendo da morte de Nunes pelo Consulado-Geral em Londres e que, desde então, tem mantido contato com a família do brasileiro e com as autoridades locais, no sentido de prestar toda a assistência consular devida. Informou ainda que não há previsão legal para custeio de traslado de corpo com recursos públicos.

Quatro homens morrem no Rio atingidos por tiros


Publicada: 19/08/2015 - 14h10

A Delegacia de Homicídios de Niterói, no Rio abriu inquérito para investigar dois crimes registrados no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na noite de terça-feira, 18. Quatro homens foram encontrados mortos, em dois locais diferentes do município, porém com características de ataque semelhantes.

No município de Brasilândia foram encontradas duas vítimas. As informações são de que criminosos passaram pelo local dentro de um carro e dispararam contra dois homens. Nenhum deles tinha passagem pela polícia. Os criminosos fugiram. O segundo crime ocorreu no bairro Lindo Parque. Ali, outros dois homens também foram mortos após serem atingidos por tiros.

Outro inquérito instaurado pela Delegacia de Homicídios é para apurar outro crime, ocorrido na terça-feira, 18, em Realengo. Gustavo Henrique Rodrigues Matos, de 26 anos, e Caio Alan de Almeida, de 23, morrerem em um bar atingidos por tiros. Câmeras de segurança do local da região serão usadas na investigação.