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Polícia investiga sequestro de bebê de 17 dias no Rio

A Polícia Civil faz buscas para encontrar um recém-nascido, de apenas 17 dias, que foi roubado da mãe nesta terça-feira, 25, em Campo Grande, na zona oeste do Rio. A mãe da criança, de 17 anos, contou ter caído em um golpe. Uma mulher que se identificou como agente de talentos teria oferecido R$ 150 para a participação do bebê num programa de televisão. O caso está sendo investigado pela 35ª DP (Campo Grande).
Mesmo desconfiada da proposta, a adolescente foi até o local indicado acompanhada pela cunhada. Lá, ela disse que passou mal, foi levada para um bar e deu o filho para que a mulher loira, de aproximadamente 35 anos, o segurasse. A loira estava acompanhada por uma adolescente de 17 anos que já foi identificada.

A chegada ao bar foi registrada por câmeras de segurança nos arredores, mas não há imagens do momento em que loira e a adolescente deixaram o local.

Quando percebeu que o filho tinha sumido, a mãe correu pelo calçadão de Campo Grande até encontrar um policiais militares que patrulhavam o local. Ela foi levada para a 35ª DP onde o caso foi registrado como subtração de incapaz.

A mãe, a avó e a tia de Kayzo já prestaram depoimento e farão um retrato falado das sequestradoras. Nesta quarta-feira, 27, os policiais fazem buscas em endereços da região para encontrar o bebê. Nessa terça-feira, 26, eles refizeram o trajeto da mãe e recolheram as imagens dos arredores.

Polícia prende trio que tentou roubar cargas em Osasco

Duas tentativas de roubo de carga, na manhã de terça-feira, 26, em Osasco, na Grande São Paulo, resultaram na prisão de três homens, entre eles um foragido da Justiça. Com os assaltantes estavam duas pistolas de uso restrito e um bloqueador de sistemas de rastreamento de veículos, informa a assessoria de da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
O motorista de uma picape acenou para uma viatura da 1ª Companhia do 42º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), por volta das 8h30, e apontou para um homem que corria, na Avenida São José, no bairro de Ayrosa.

Ele disse que o suspeito tentou roubar a carga de ovos pasteurizados usando uma arma para ameaçá-lo.

Os policiais abordaram o suspeito no momento em que ele entrava em um veículo preto, onde estavam mais dois homens. Um técnico em eletrônica, de 26 anos, um garçom , de 35, e um marceneiro, de 33, que foram presos em flagrante.

No 3º DP de Osasco, a Polícia Civil descobriu que o garçom tinha fugido da Penitenciária de Ribeirão Preto dia no último dia 11. Os outros também tinham antecedentes criminais. Com eles, os policiais apreenderam uma pistola .40, com doze cartuchos, uma pistola Taurus calibre 9mm carregada com quatorze munições e um dispositivo usado para bloquear sistemas rastreadores de veículos.

Cigarros

Na delegacia, durante a elaboração do flagrante, outro motorista reconheceu o garçom e o marceneiro como a dupla que tentou assaltá-lo quando ele entregava cigarros em uma padaria em Osasco pela manhã. O roubo só não foi consumado porque a vítima não conseguiu abrir o compartimento de carga de sua caminhonete. Os suspeitos fugiram sem levar nada.

O caso foi registrado como roubo carga tentado, associação criminosa e porte de armas e munições de uso restrito.

Sete presos continuam desaparecidos após fim de rebelião em Cascavel

Mais de 24 horas após o término da rebelião que destruiu mais de 80% da Penitenciária Estadual de Cascavel (PR), sete presos que cumpriam pena na unidade continuam desaparecidos. Segundo a Secretaria da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, a falta dos detentos foi notada na tarde dessa terça-feira (26), depois da conferência do número de apenados transferidos para outros estabelecimentos do estado e dos que continuam abrigados em alas não danificadas da penitenciária.

A secretaria também corrigiu o total de presos transferidos para outras unidades. Ontem, chegou a informar, em nota, que 851 dos 1.036 detentos haviam sido remanejados para a Penitenciária Industrial de Cascavel e estabelecimentos de Curitiba e Região Metropolitana, Guarapuava, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cruzeiro do Oeste e Maringá. Hoje, a assessoria do órgão informou que 797 presos foram transferidos. As transferências foram uma condição imposta pelos próprios detentos para pôr fim ao motim e libertar os dois agentes penitenciários mantidos como reféns.

As autoridades penitenciárias e as policias Civil e Militar apuram se os sete presos desaparecidos conseguiram fugir durante o tumulto iniciado na manhã de domingo (24). Há ainda duas hipóteses: os detentos foram mortos e seus corpos permanecem no interior da unidade ou estão escondidos.

Desde ontem, peritos e engenheiros da Paraná Edificações – autarquia vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Logística – percorrem o interior da penitenciária, apurando os danos. Uma das alas mais danificadas, contudo, ainda não foi inspecionada, já que se temia o risco de desabamento. Não está descartada a hipótese de haver algum corpo no local, que foi bastante afetado pelo fogo e acumula muito entulho.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as causas e responsabilidades pela rebelião. De acordo com a secretaria, o motim começou quando agentes penitenciários distribuíam o café da manhã aos presos.

Durante a rebelião, cinco presos foram mortos e 25 ficaram feridos. Do total de feridos, cinco continuam hospitalizados. Dois agentes penitenciários foram mantidos reféns durante todo o tempo que durou o motim, mas foram liberados após a conclusão das transferências e de receber atendimento médico.

Bernardo sofria ameaças dentro de casa, revela delegada

A delegada Caroline Bamberg Machado revelou que o menino Bernardo Uglione Boldrini, assassinado em abril, aos 11 anos, sofria ameaças e humilhações da madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, e do pai, o médico Leandro Boldrini, dentro da casa da família. As declarações da delegada foram feitas nesta terça-feira, 26, em duas rápidas entrevistas, antes e depois dela prestar um depoimento de quatro horas e meia ao juiz Marcos Luis Agostini, em Três Passos, no noroeste do Rio Grande do Sul.

O depoimento da delegada, responsável pela investigação do caso e pela descoberta do corpo, no dia 14 de abril, foi o primeiro da série de 77 que o juiz vai tomar na fase de instrução do processo. Como o tempo ficou escasso, 22 das 33 testemunhas que seriam ouvidas durante o dia foram dispensadas e terão audiências remarcadas para outras datas. As outras dez falariam em sessão que avançará durante a noite, sem horário para acabar.

O inquérito da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público acusaram Leandro de ser o mentor do crime, Graciele de ser executora do plano e a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o motorista Evandro Wirganovicz de cumplicidade. Todos estão presos. O pai e a madrasta recorreram ao direito de não ir à audiência. Os irmãos Wirganovicz foram e ouviram vaias e palavrões de um grupo de dezenas de pessoas que faziam orações e pediam justiça diante do fórum.

Ao falar com os jornalistas, a delegada confirmou que um novo vídeo, extraído pelos peritos do celular de Leandro depois de ter sido apagado e encaminhado ao processo na semana passada, tem imagens de uma briga familiar que reforça a acusação policial. "(O vídeo) mostra como o Bernardo era tratado dentro de casa", destacou a policial, que qualificou as cenas de "impactantes" e, sem descrevê-las, disse que há "ameaças de morte" e "maus tratos" ao garoto.

Em outra cena também recuperada pelos peritos e citada pela delegada, o menino segue orientação do pai, toma um medicamento não identificado e fica "grogue". Algumas transcrições obtidas pela imprensa dão ideia do material citado pela delegada. Durante a briga, segundo o jornal Correio do Povo, a madrasta chega a dizer que aconteceria com Bernardo o mesmo que aconteceu com a mãe dele, que se suicidou em 2010.

Já o portal G1 cita a frase "vamos ver quem vai primeiro para baixo da terra", também de Graciele, e a reação do pai em meio à discussão, ofendendo o filho e mandando que ele se calasse. Os advogados de Leandro e Graciele não se manifestaram até o final do dia.

A Justiça vai ouvir inicialmente as testemunhas que moram em Três Passos. Depois vai convocar as que residem em outras cidades. Ao todo, estão arroladas para prestar depoimento 25 testemunhas da acusação e 52 de defesa. Ao final serão tomados os depoimentos dos réus e colhidas as alegações finais das partes. O juiz decidirá então pela absolvição, condenação ou encaminhamento para o Tribunal do Júri. Não há data prevista para o final do processo.

PMs e criminosos trocam tiros no Complexo do Alemão

Após nova noite de tiroteio, o policiamento segue reforçado na manhã desta terça-feira, 26, no Complexo de Favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Por volta das 19h desta segunda-feira, 25, criminosos atiraram contra policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que faziam patrulhamento pela comunidade Nova Brasília. Apesar dos disparos, ninguém ficou ferido, segundo a PM.

Os PMs fazem parte do Grupamento Tático da UPP Nova Brasília. Segundo a PM, eles foram atacados quando acessavam uma rua sem saída, transversal à Estrada do Itararé, uma das principais vias dos Complexos do Alemão e da Penha, ocupados desde 2010 pelas forças de segurança - primeiro pelo Exército, depois pela PM, por meio das UPPs.

Ainda de acordo com a polícia, não há registro até agora de ocorrências na madrugada ou manhã desta terça-feira. No domingo, 24, à noite, outro tiroteio deixou feridos dois moradores e dois PMs da UPP da Vila Cruzeiro, na Penha. Os moradores foram medicados e liberados. Os PMs, um atingido na perna e o outro no abdome, tiveram de ser internados.

Bebê aguardará transplante fora de hospital nos EUA

A menina Sofia Gonçalves de Lacerda, de oito meses, que nasceu com uma doença rara e precisa de um transplante do aparelho digestivo para sobreviver, será transferida para um apartamento adaptado para tratamento homecare, em Miami, nos Estados Unidos. No último dia 14, ela recebeu alta no Jackson Memorial Hospital e vai aguardar no apartamento, junto com os pais, a doação dos órgãos de que precisa para o transplante multivisceral.

O bebê precisa receber de doadores de órgãos como estômago, fígado, pâncreas, intestino delgado, intestino grosso e, provavelmente, um rim. De acordo com os médicos, a cirurgia é a maior que pode ser feita em um ser humano - e por essa razão poucos hospitais têm estrutura para realizar o transplante múltiplo.

Sofia recebeu alta para continuar o tratamento em casa para prevenir possível infecção em ambiente hospitalar. De acordo com o advogado da família, Miguel Navarro, o serviço de homecare é prestado por uma empresa particular e será custeado pelo governo brasileiro, conforme a decisão do desembargador Márcio Moraes, do Tribunal Regional Federal da 3ª. Região, com sede em São Paulo.

Como o dinheiro ainda não foi depositado, a menina continua no hospital e as diárias estão sendo retiradas do montante reservado para o transplante. Segundo o advogado, o Ministério da Saúde prometeu fazer o depósito até a quinta-feira, dia 28. "Esperamos que tudo seja cumprido conforme o desembargador determinou", disse a mãe da criança, Patrícia Lacerda.

Ela e o marido, Gilson Gonçalves, que viajaram aos Estados Unidos para acompanhar o tratamento, estão preocupados com o risco de faltar dinheiro para o transplante. A família conseguiu arrecadar cerca de R$ 2 milhões em campanhas, mas o dinheiro está sendo usado para custear a estadia dos pais.

Sofia é portadora de Síndrome de Berdon, uma doença rara que impede o funcionamento do aparelho digestivo. O transplante, única forma de tratamento, não é realizado em hospitais brasileiros. A família recorreu à Justiça e conseguiu decisão favorável à transferência da criança para os Estados Unidos, onde ser tratada às expensas da União.

Desde que entrou na fila dos transplantes do sistema de saúde americano, Sofia passou por cirurgias na bexiga e no coração. O Ministério da Saúde informou que o atraso no repasse dos recursos para o homecare deveu-se a falta de informações necessárias no orçamento para o serviço. A campanha nas redes sociais "Ajude a Sofia" já atingiu 1,5 milhão de acessos.

PMs são baleados em tiroteio na Vila Cruzeiro, Rio

Dois policiais militares foram baleados na noite deste domingo, 24, em tiroteio com criminosos na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do complexo da Penha, na zona norte do Rio, ocupado por Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). Um dos agentes, um cabo, teria se ferido na perna; o outro, um soldado, foi atingido na barriga. Ambos não correm risco de morrer, segundo a PM.
O conjunto de favelas da Penha fica ao lado do complexo do Alemão; ambos foram ocupados juntos pelas Forças Armadas, em novembro de 2010, que posteriormente passaram o comando para a PM do Rio, por meio das UPPs.

Segundo a PM, os militares faziam patrulhamento por volta das 20h na divisa entre a Vila Cruzeiro e a Parque Proletário, outra comunidade da Penha. Os PMs teriam sido surpreendidos pelos tiros e responderam ao ataque. Os militares feridos foram encaminhados ao hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, e passam bem, de acordo com a polícia.

Confrontos

Ontem, mais um PM de UPP morreu no Rio: de folga, dois policiais da UPP da Mangueira foram atacados por uma dupla numa motocicleta em Irajá, na zona norte da cidade. O sargento Flávio Figueiredo Lordello morreu no local. O outro PM, não identificado, foi levado para o hospital; ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

No Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na zona norte, dois PMs da UPP local foram recebidos a tiros quando faziam patrulhamento pela rua Senador Nabuco, que dá acesso à comunidade. O soldado Valter Andrade, de 29 anos, foi atingido na coxa, internado no Hospital Federal do Andaraí e seu estado é grave. O outro soldado foi atingido de raspão na cabeça e já recebeu alta.

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