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Rio: homem é assassinado na zona sul; 3 morrem na Pavuna

Um homem identificado como Gustavo Oliveira, de 33 anos, foi assassinado nos arredores da estação de metrô do Flamengo, na zona sul do Rio, na noite dessa quinta-feira, 16. Ele estava em uma moto e foi alvejado por tiros em um dos acesso para da favela Morro Azul, que não possui Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
O caso é investigado pela Divisão de Homicídios da Capital (DH). A vítima teria algum tipo de envolvimento com o tráfico de drogas na região, segundo a Polícia Militar. As cápsulas de pistola calibre 40 milímetros foram achadas no chão, perto do corpo de Gustavo.

Pavuna

Também nessa quinta, três bandidos morreram e um ficou ferido após troca de tiros perto do Complexo da Pedreira, na zona norte, com agentes do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá). O conjunto de favelas é dominado pela facção Amigo dos Amigos (ADA).

O grupo tentou roubar três carretas de cigarros que saíam da garagem da Souza Cruz, na Pavuna. Os assaltantes chegaram a fazer um dos motoristas de refém. O bandido ferido foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Dois caminhões foram recuperados e o refém liberado. O terceiro caminhão estaria na Favela da Lagartixa, que integra o complexo da Pedreira.

Incêndio castiga Parque da Pedra Selada, no sul do Rio

Uma área equivalente a cem campos de futebol de dimensões oficiais já foi destruída pelo incêndio que atinge o Parque Estadual da Pedra Selada, na região turística de Visconde de Mauá, distrito no sul fluminense.
Por causa da estiagem prolongada, a incidência de focos de incêndio no parque este ano triplicou em relação ao registrado em 2013, quando houve somente cinco ocorrências de incêndios.

Vizinho ao Parque Nacional das Agulhas Negras, na Serra da Mantiqueira (divisa dos Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais), o Parque Estadual da Pedra Selada tem 8 mil hectares e engloba terras dos municípios de Itatiaia e Resende, onde fica Visconde de Mauá.

De acordo com guardas do parque, o incêndio foi provocado por agricultores que costumam fazer queimadas em terrenos de lavouras.

PF faz operação contra pedofilia em 18 Estados e no DF

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira 51 pessoas durante a Operação Darknet, de combate à pedofilia, em 18 Estados e no Distrito Federal. Outras quatro haviam sido presas ao longo da investigação, que começou em Porto Alegre, há cerca de um ano. Pelos menos cinco países - Portugal, Itália, Colômbia, México e Venezuela - foram avisados de que há suspeitos de conexões com a mesma rede em seus territórios.
A investigação chegou à chamada Deep Web, uma área da internet que não é rastreada pelos navegadores comuns, na qual estão, entre outros, sites de intranet de empresas e corporações. A rede de pedofilia descoberta aproveitava a possibilidade de exibir e acessar imagens e trocar informações às escondidas nesse ambiente que também é conhecido como "internet invisível".

Foi a primeira vez que uma investigação feita na América Latina chegou à prática de crimes na Deep Web, algo que só havia ocorrido nos Estados Unidos e Inglaterra. Para isso, a própria Polícia Federal teve de desenvolver ferramentas adequadas. "Apesar da triste realidade de encontrarmos tantos abusadores, também é uma conquista para a sociedade a possibilidade de podermos investigar esses crimes", comentou a delegada Diana Calazans Mann.

A Polícia Federal não divulgou informações como nome dos presos, circunstâncias, local e o que se atribui a cada um. Confirmou apenas que 500 policiais saíram para cumprir 93 mandados de busca, de prisão e de condução coercitiva no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

A maioria das prisões foi efetuada em flagrante e entre os presos estão pelo menos um funcionário de uma secretaria estadual de segurança, um policial militar, um seminarista e empresários. Policiais que participaram da operação disseram que não há um perfil definido dos pedófilos, que são de diversas classes sociais e profissões. Em entrevista coletiva, a delegada Diana Calazanas Mann, o superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul Sandro Caron, o delegado Rafael França e o agente Luiz Walmocyr demonstraram revolta, mesmo com toda a experiência que têm, porque entendem que nada pode ser pior do que as crianças sofreram.

Sem entrar em detalhes, os policiais revelaram que durante a investigação seis crianças foram resgatadas de situações de abuso ou de iminente estupro. Uma das prisões feita há alguns meses, em Minas Gerais, foi de um homem que admitiu que iria abusar da filha logo que ela nascesse. "Quando se fala em produção de pornografia infantil estamos falando de abuso sexual", destacou Diana. "Não há pornografia infantil sem abuso, uma criança foi abusada para que se produzisse o material pornográfico". Entre os abusadores estão pessoas no núcleo familiar das vítimas. Alguns não se limitam a receber e compartilhar material, mas também gravam cenas de suas vítimas e distribuem para seus contatos.

Homem morre em 'saidinha de banco' no Rio

Roubo, tiroteio e morte foram registrados na quarta-feira, 15, no centro do Rio. Por volta das 15h45, um homem que havia sacado R$ 7 mil em um banco foi abordado por um motociclista na Rua da Quitanda, lutou com o assaltante, levou dois tiros e morreu no local.
Em seguida, policiais militares que faziam uma ronda perseguiram o criminoso, dando início a um tiroteio que deixou marcas de bala em carros estacionados e pelo menos uma pessoa ferida - um camelô.

Um acusado e outro suspeito que teria dado cobertura ao assaltante foram baleados e presos por policiais militares a cerca de 150 metros do local do crime, perto do Terminal Garagem Menezes Cortes. A vítima do assalto, que não tinha sido identificada até o início da noite, portava uma pistola ponto 40, do mesmo calibre usado por policiais civis e militares no Rio. A polícia periciou o local e analisa imagens gravadas por pedestres em celulares.

Jovem morto na USP usou droga e se afogou, aponta laudo

O estudante Victor Hugo Marques Santos, de 20 anos, morreu após ingerir uma substância alucinógena e se afogar na raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP). Essas foram as conclusões a que chegaram peritos que analisaram o corpo de Santos e emitiram laudos para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil paulista, que investiga o caso.
As informações foram confirmadas pelo advogado da família, Ademar Gomes, na manhã desta quinta-feira, 16, e foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo. O laudo identificou a presença da substância 25B-NBOMe, uma variação da droga sintética LSD. Os exames informaram também que, além da ingestão da droga, o corpo apresentou sinais de afogamento, que teria sido a causa final da morte.

Santos desapareceu na madrugada do dia 21 de setembro, após se separar de amigos durante uma festa no velódromo da USP, na Cidade Universitária, que fica no Butantã, zona oeste da capital. Seu corpo foi encontrado três dias depois na raia olímpica da universidade, localizada a menos de 100 metros do velódromo.

Procurado, o DHPP disse, por meio da assessoria de comunicação, que não comentará as novas informações, pois o caso corre em sigilo. O 25B-NBOMe havia sido incluída na lista de 21 drogas novas proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em fevereiro deste ano.

Em nota, o órgão havia informado naquela oportunidade que as substâncias foram criadas para "para burlar as listas de drogas ilícitas publicadas no mundo".

"Nenhuma delas tem utilidade como medicamento, são produtos que simulam efeitos semelhantes ao de outras drogas ilícitas já conhecidas, como ópio, heroína e LSD, que agem sobre o sistema nervoso central e podem provocar alucinações", disse o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Dúvidas

Apesar das novas informações trazidas pelos laudos e exames, para a família ainda há dúvidas sobre o que aconteceu. Uma delas é como o jovem chegou à raia, que possui uma cerca de dois metros de altura em toda a sua extensão, cuja entrada só ocorre em quatro portões mediante apresentação de identificação.

"Como ele conseguiu entrar na raia? É o que queremos saber", disse o advogado Ademar Gomes.

Na manhã desta quinta-feira, o pai de Victor Hugo, o bancário José Marques Santos expressou surpresa com a divulgação do laudo. "Estou sabendo dessas informações através da imprensa. Me estranha essa divulgação porque o caso está em segredo", disse.

Ele reforçou sua desconfiança sobre o uso de drogas pelo filho. "Meu filho é uma pessoa que não trancava a porta do quarto, não tinha senha para a internet", disse Marques. A família reuniu R$ 10 mil e estava oferecendo como recompensa por pistas que levassem ao esclarecimento da morte.

PM faz operações contra o tráfico na zona norte do Rio

O Comando de Operações Especiais (COE), o 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA) e o 17º Batalhão da Polícia Militar (Ilha do Governador) fazem operação nos morros do Dendê, Parque Royal, Praia da Rosa e Pichuna, todos na Ilha do Governador, zona norte do Rio, para combater o tráfico de drogas na região, nesta quarta-feira, 15. Até o momento, nove pessoas foram presas e um automóvel recuperado.
No início da manhã um bandido foi preso depois de uma perseguição policial e um morador, que fez disparos contra esse criminoso, foi detido portando um revólver calibre 38 .

Também foram apreendidos um fuzil AK 47, três carregadores de fuzil, quatro pistolas e 15 carregadores, arma branca, maconha e cocaína ainda não contabilizados, uma luneta, nove celulares, 13 rádios transmissores e 11 baterias, três balanças de precisão, calculadora, material de anotação e acessórios de uso militar, material para manutenção de armamento e seis relógios.

Lins

Duas bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Lins, na zona norte do Rio, foram apedrejadas na noite dessa terça-feira, 14, que se revoltou com a prisão de Luiz Vitor da Silva Almeida, conhecido como Vitinho, de 21 anos.

Ele era foragido da Justiça, segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). Uma viatura da PM também foi apedrejada.

Ainda segundo a CPP, um policial disparou uma arma não letal para dispersar o tumulto. Vitinho foi abordado pelos policiais em uma rua da favela, mas nada foi encontrado com ele. Mesmo assim, os policiais o levaram até a 25ª Delegacia de Polícia (Engenho Novo, zona norte) onde foi constatado que ele tinha um mandado de prisão em aberto por assalto à mão armada.

Pouco depois da prisão, um grupo arremessou pedras em duas bases da UPP: na Rua Dona Francisca e na localidade conhecida como Cachoeirinha. Policiais de outras UPPs foram chamados para conter a confusão.

No fim da noite houve tiroteio entre policiais e bandidos que estavam perto das favelas Árvore Seca e Morro Barro Preto.

Macacos

No Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte, houve troca de tiros entre policiais e traficantes na Escadaria do Patão, na noite dessa terça. Ninguém foi preso e não há informações sobre feridos.

Maré

Na tarde de terça, um policial militar foi atingido por dois tiros de raspão, na Vila do João, no Complexo da Maré, zona norte, segundo a Força de Pacificação.

Após 48 horas, termina rebelião em presídio no Paraná

Após 48 horas, foi encerrada nesta quarta-feira (15) a rebelião na Penintenciária Industrial de Guarapuava (PIG), no Paraná. Os 13 agentes penintenciários que estava reféns foram libertados. Todos foram encaminhados para atendimento médico na cidade.

O acordo aconteceu por volta das 9h, após a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná
fechar acordo com os presos por volta das 9h30. O trato determina a transferência de 28 homens para outras unidades prisionais do estado e também de Santa Catarina. 

Os detentos aguardam o início da transferência para libertar os nove agentes penitenciários e os sete presos mantidos reféns. Na noite de ontem (14), um agente penitenciário foi libertado com ferimentos leves e escoriações. Ele recebeu atendimento e já teve alta médica.


O governo do estado está providenciando camburões e motoristas para que a transferência dos presos seja feita até a hora do almoço, mas a assessoria de imprensa já informou que a logística pode demorar um pouco mais.

Com capacidade para abrigar 240 presos, a Penitenciária Industrial de Guarapuava abriga 239 detentos. O motim começou por volta das 11h30 da última segunda-feira (13), quando parte dos apenados era conduzida para um canteiro de trabalho no interior do presídio.

De acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários, esta é a 21ª rebelião no sistema penitenciário paranaense, desde dezembro de 2013. A assessoria da secretaria, contudo, ponderou que parte desses episódios foram motins menos graves que rebeliões, pois não há registro de consequências graves, como agentes e presos feridos com gravidade ou danos estruturais às unidades.

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