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Homem morre durante protesto em favela no RJ

Um homem de aproximadamente 30 anos de idade chegou morto ao Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, ele morreu durante conflito entre moradores e policiais militares (PMs)  em Copacabana, na altura da comunidade do Pavão-Pavãozinho, iniciado no final da tarde de hoje (22).

A vítima chegou ao hospital sem qualquer documento de identificação e foi morto com um tiro na cabeça. Os confrontos no Morro Pavão-Pavãozinho começaram com a manifestação de moradores da comunidade por causa da morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira , 25 anos. Conhecido como Degê, ele era morador na comunidade e se apresentava em programa de auditório da Rede Globo.

Degê foi encontrado morto na madrugada de hoje com sinais de espancamento dentro de uma escola municipal, na favela, por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Além desses dois casos, um menino de 12 anos de idade foi baleado por volta das 18h de hoje durante o protesto de moradores do Morro do Pavão-Pavãozinho, segundo relatos de pessoas que vivem na comunidade. Um policial da UPP da região, no entanto, disse que o menino foi atingido por uma pedra lançada pelos próprios manifestantes. 

Mãe de dançarino diz que ele foi torturado e morto por PMs

A mãe de Douglas Rafael da Silva – dançarino encontrado morto ontem (22) no Morro do Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio de Janeiro – disse hoje (23) que o filho foi morto e torturado por policiais militares. Maria de Fátima da Silva prestou depoimento hoje na Delegacia de Polícia de Copacabana (13ª DP).

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) mostrou que ele foi morto por causa de uma perfuração no pulmão e, segundo ela, Douglas tinha marcas de cortes, agressões e pisadas de bota. De acordo com Maria de Fátima, moradores relataram ter ouvido Douglas gritar, como se estivesse sendo torturado, entre o final da noite do dia 21 e o início da madrugada do dia 22.

“Tenho certeza absoluta de que ele foi torturado. Ele estava muito machucado. Alguma coisa perfurou ele no tórax e isso causou uma hemorragia interna. Tinha muita marca de bota”, ressaltou ela.

Ela mesma só soube da morte do filho no final da tarde de ontem, por meio de moradores do Pavão-Pavãozinho. Maria de Fátima diz que pessoas da comunidade viram policiais militares fazer um cordão de isolamento ao redor da Creche Paulo de Tarso, onde o corpo de Douglas foi encontrado, para que ninguém se aproximasse do local.

Intrigados com a presença de diversas pessoas no local e ao tentar entender por quê, moradores descobriram o corpo por volta das 9h de ontem, segundo ela. A mãe do dançarino contou ainda que policiais militares tentaram modificar a cena do crime antes da chegada da perícia da Polícia Civil no final da manhã.

O comandante das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Frederico Caldas, disse que houve um tiroteio na comunidade por volta das 22h, mas não foi registrada nenhuma vítima. A Polícia Militar, segundo Caldas, só tomou conhecimento oficialmente de que havia um corpo na creche por volta das 10h do dia seguinte.

Segundo Caldas, não há como os policiais militares terem mexido no corpo, porque eles entraram na creche junto com policiais civis, que estavam na comunidade para fazer uma perícia do tiroteio ocorrido no dia anterior.

“Segundo o relato dos policiais, não houve qualquer abordagem ou perseguição no local da troca de tiros. O relato dos policiais é que quando eles chegaram para checar a denúncia, houve uma troca de tiros muito intensa e eles decidiram recuar. Eles sequer conseguiram chegar até o local onde havia a indicação de marginais”, explicou o coronel.

O comandante das UPPs disse que, além da investigação da Polícia Civil, a Polícia Militar abriu um processo apuratório para entender o que ocorreu no dia do tiroteio. Pelo menos oito policiais da UPP do Pavão-Pavãozinho que participaram do tiroteio serão ouvidos tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar.

Casal de idosos é agredido durante assalto em Jundiaí

Um casal de idosos foi agredido e torturado após terem a casa invadida por quatro homens no bairro Vila Rio Branco, em Jundiaí, na noite desta segunda-feira, 21. Segundo a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 22h, quando os suspeitos tentaram realizar um assalto usando uma arma de brinquedo. Dois assaltantes foram presos.
Ao perceberem que não havia mais dinheiro no local, os assaltantes amordaçaram e sufocaram os moradores: um homem de 70 anos, e a esposa, de 64. Com hematomas e machucados espalhados pelo corpo e pelo pescoço, as vítimas foram encaminhadas ao hospital, onde receberam os primeiros socorros. Após a realização de exames médicos, o casal foi liberado para prestar queixa.

Uma viatura da Força Tática do 49º Batalhão de Polícia Militar do Interior localizou dois suspeitos na Avenida Antônio Frederico Ozanan, na entrada da Comunidade da Fepasa. Com eles, encontraram a arma de brinquedo, R$ 50 em espécie, além da chave da residência do casal.

Os suspeitos foram conduzidos ao local do crime e reconhecidos por testemunhas. Os dois foram presos em flagrante por roubo e tortura e encaminhados para o Centro de Triagem de Jundiaí. Os outros criminosos ainda não foram localizados.

Dois corpos são achados dentro de carros no Rio

Os corpos de duas pessoas foram encontrados dentro de carros abandonados na zona oeste do Rio de Janeiro, entre a noite de segunda-feira, 21, e a manhã desta terça-feira, 22.

No primeiro caso, o corpo de um homem morto a tiros foi achado por volta das 22 horas dentro de um veículo estacionado na Avenida Café Filho, no bairro de Sepetiba. Cerca de 12 horas depois, um corpo completamente carbonizado foi localizado em um Celta queimado na Estrada Rodrigues Caldas, no bairro da Taquara.

Nenhuma das duas vítimas foi identificada por enquanto. Os crimes estão sendo investigados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

Professor é demitido após postar conto erótico em blog

Um professor de gramática e literatura foi demitido de uma escola particular de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no último dia 8, depois de ter postado capítulos de um conto erótico em seu blog pessoal na internet. A escola alegou ter recebido reclamações dos pais de alunos contra o teor pornográfico dos textos. O professor, que atendia classes do ensino fundamental, com alunos entre 10 e 15 anos, alegou que o blog não tinha a ver com sua atividade pedagógica.
De acordo com a direção do estabelecimento, os pais reclamaram que o conteúdo do blog foi parar nas redes sociais, possibilitando o acesso dos alunos. Alguns contos tinham apelo ostensivamente erótico, como "Ninfetinha", "Leves Gemidos" e "De Quatro". Em sua defesa, o docente alegou que não utilizava o conteúdo do blog em classe. Formando em Letras e Teologia, ele disse que o fato de exercer o magistério não pode cercear sua liberdade de escrever e criar. Além disso, o blog continha uma advertência sobre o conteúdo, voltado para internautas maiores de 18 anos.

Após a dispensa, ele postou no blog e no Facebook que havia sido demitido sem chance de defesa. Em entrevista ao jornal O Vale, ele se considerou injustiçado. "Alegaram que os pais queriam processar a escola e a mim, sendo assim acharam melhor me demitir." Segundo ele, seu perfil na rede social é visto apenas pelos seus amigos. "O problema é que vivemos em uma sociedade hipócrita, pois crianças e adolescentes assistem novelas com cenas fortíssimas de sexo em horários inapropriados. O intuito dos meus textos não é prejudicar, mas promover reflexão."

O professor leciona há dez anos e, fora do expediente, produz crônicas e contos que pretende reunir em um livro. "Pretendo seguir carreira como escritor e não quero ser visto como um libertino ou depravado. Jamais instiguei algum aluno a ler meus contos." O caso repercutiu nas redes sociais. "Contos eróticos é o nome bonitinho que deram para pornografia", postou José Antonio da Silva. "Ah, o professor pegou pesado. Que tal se os pais prestassem atenção também nas novelas, nos quadros de sexo exibidos livremente?", respondeu o internauta que se identificou apenas como Paulo.

Menina morre após inalar remédio errado no RS

Uma adolescente morreu nesta segunda-feira (14) após fazer uso do remédio incorreto durante uma crise de asma, em Guaíba no Rio Grande do Sul. Andriza Oliveira da Silva, de 14 anos, teria que inalar um broncodilatador, mas acabou usando um colírio para glaucoma.

O medicamento foi comprado pela irmã mais nova de Andriza, que foi até a farmácia com a receita e um bilhete com o nome da medicação. Porém, a menina voltou para casa com um remédio diferente.

O uso do colírio causou o efeito contrário e resultou na morte da garota. A certidão de óbito diz que ela foi vítima de um edema pulmonar agudo, o que significa excesso de líquido nos pulmões. Mas não esclarece se o uso da medicação errada pode ter influenciado.

A família registrou um boletim de ocorrência. A delegada responsável pelo caso ja conversou informalmente com o dono da farmácia e vai ouvir a vendedora e a farmacêutica.

Menino encontrado morto no RS é sepultado em Santa Maria

O menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, encontrado morto em um matagal em Frederico Westphalen, norte do Rio Grande do Sul, foi sepultado na manhã desta quarta-feira, 16, no cemitério de Santa Maria, região central do Estado. O enterro foi acompanhado por seus familiares do lado materno. A avó do garoto, Jussara Uglione, de 73 anos, não acompanhou a cerimônia. Em estado de choque, ela foi hospitalizada e permanece em observação.
Segundo as investigações policiais, o garoto teria sido morto com uma injeção letal aplicada pela madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini. A informação foi dada pela assistente social Edelvânia Wirganovicz, que teria auxiliado Graciele e enterrar o corpo em um matagal nas proximidades de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três passos, onde o menino morava com o pai e a madrasta.

Caso

O sumiço de Bernardo foi comunicado à polícia pelo pai, o médico Leandro Boldrini, de 38 anos, no domingo, 6 de abril, quando ele teria percebido que o menino não voltava depois de passar o fim de semana na casa de vizinhos. Pelos dez dias seguintes os moradores da cidade de 24 mil habitantes, localizada a 470 quilômetros de Porto Alegre, se mobilizaram em campanhas pela localização do garoto.

A investigação policial encontrou contradições entre os depoimentos dos familiares e descobriu que, em 4 de abril, dia em que Bernardo teria saído de casa, a madrasta foi multada por excesso de velocidade em uma viagem a Frederico Westphalen. Policiais rodoviários informaram que a criança estava no automóvel na ocasião.

Posteriormente, a polícia localizou Edelvânia, amiga da madrasta, que, depois de algumas negativas, teria indicado a localização do corpo.

Na noite de segunda-feira, os policiais encontraram o menino morto, enterrado em um saco de plástico em um matagal próximo de um riacho em Frederico Westphalen. Também cumpriram mandados de prisão temporária contra o médico, a madrasta e a amiga da madrasta, que foram levados a presídios de outras cidades por razões de segurança.

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