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Viúvo de delegada morta no Rio confessa assassinato

Viúvo da delegada-assistente Tatiene Damaris, o estudante de Direito Alessandro Oliveira Furtado, de 39 anos, confessou, na quinta-feira, 23, ter matado a mulher. Ele foi preso em flagrante logo depois de prestar depoimento na Divisão de Homicídios da Capital (DH). Foi o próprio Alessandro que chamou a polícia alegando ter encontrado Tatiene morta na cozinha de casa, em Realengo, na zona oeste do Rio. O corpo estava cheio de hematomas e sem marcas de tiros ou facadas. Também não havia sinais de arrombamento na casa. Laudo preliminar aponta que a mulher morreu por asfixia.

Ainda na quinta-feira, Alessandro voltou para a casa com os policiais para fazer a reconstituição do crime. Os delegados buscam testemunhas e câmeras de segurança que possam ajudar nas investigações. Tatiene estava lotada na 36ª Delegacia de Polícia (Santa Cruz) desde agosto. Antes, já tinha passado pela 34ª DP (Bangu) e pela 35ª DP (Campo Grande). As três delegacias ficam em áreas de atuação de milícias.

Suspeitos de incendiar ônibus e provocar a morte do motorista são presos

A Polícia Civil prendeu em flagrante três suspeitos de terem participado do incêndio a um ônibus na zona norte de São Paulo, no último sábado (18) por associação criminosa e corrupção de menores. O motorista, John Carlos Brandão, teve 70% do corpo queimado e morreu quatro dias depois. Ele era casado e tinha 5 filhos, o mais novo com 45 dias de vida.
 

Na quinta-feira (23) durante o velório de Brandão, o sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus do Estado paralisaram quatro terminais (Pirituba, Casa Verde, Cachoeirinha e Lapa) por quase uma hora em protesto à falta de segurança da categoria. 

O ônibus, da empresa Santa Brígida que fazia a linha 8047-41 (Jaraguá-Metrô Vila Madalena), seguindo pela Estrada Turística do Jaraguá, na zona norte da capital, foi incendiado por um grupo de criminosos.
 

O motorista ficou internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Geral de São Mateus, na zona leste. Um dos suspeitos identificados pelo crime já havia sido indiciado em inquérito aberto no 46º Distrito Policial (Perus).

PCC usou vans para lavagem de dinheiro em SP

Vans que trabalharam como permissionárias para a Prefeitura de São Paulo foram usadas por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro obtido com o tráfico de drogas, segundo denúncia feita à Justiça contra duas pessoas pelo Ministério Público Estadual (MPE). A acusação diz que os suspeitos movimentaram cerca de R$ 1 milhão entre 2004 e 2007, quando foram presos.
A denúncia se deu como sequência de uma acusação de tráfico de drogas, em que seis pessoas foram indiciadas. Para o MPE, os acusados Geralda Jorge da Silva e Marcos Paulo Vidal de Castro investiam o dinheiro obtido com o tráfico em vans da cooperativa Cooperpeople para "potencializar" os ganhos com as drogas e para "dissimular" o dinheiro ilícito.

Advogado da dupla, o criminalista Adriano Salles Vanni argumenta que não há condenação contra eles por tráfico de drogas - assim, não haveria dinheiro a ser lavado (veja mais abaixo). O Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec) do MPE ofereceu a denúncia no dia 19 de setembro. Ela ainda não foi aceita pela Justiça.

Segundo o texto, Castro foi um dos líderes do tráfico na favela de Heliópolis, na zona sul da capital. Ambos foram presos por tráfico em 2006, com mais quatro pessoas, após investigação que incluiu escutas telefônicas. Antes disso, em 2005, a casa de Geralda já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão, durante investigação sobre o assassinato de um policial militar.

Depois da prisão, a Polícia Civil e o MPE identificaram depósitos de R$ 1.036.160,34 em duas contas - uma dela, do Banco Itaú, e outra dele, do Bradesco, com movimentações datadas entre janeiro de 2004 e novembro de 2007. "Os valores originários do tráfico foram dissimulados por meio de investimentos feitos em vans, que circulavam em linhas da Coopertranse no transporte coletivo alternativo, especificamente na linha da Vila Ema (zona leste de São Paulo)", diz a denúncia. Coopertranse era o antigo nome da Cooperpeople, cooperativa que atua na zona leste.

A denúncia diz ainda que Geralda confessou trabalhar para Castro na Cooperpeople. Documentos da empresa foram apreendidos na casa dela. O texto diz que eles "se valiam de terceiros" para registrar os veículos semaparecerem. Os nomes dos "laranjas" não constam na peça de acusação.

Lotações. Essa é a primeira denúncia feita à Justiça em que há relação formal entre o PCC e as vans municipais. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MPE, e a Polícia Civil já fizeram diversas investigações do caso, mas sem chegar à fase de denúncias criminais. Em uma dessas investigações, flagraram o deputado estadual Luiz Moura (sem partido, ex-PT), que tem sua base nesse setor, em uma reunião com suspeitos de ligação com a facção.

Policiamento é reforçado em subúrbio do Rio após incêndio em UPP

Após um tiroteio entre traficantes e agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Lins, na zona norte do Rio, bandidos atearam fogo em dois contêineres usados pela polícia no Morro da Cachoeirinha, uma das favelas do conjunto. Uma viatura da PM foi apedrejada e objetos que pertenciam aos policiais foram roubados. Pelo menos três pessoas ficaram feridas no confronto.
 
A troca de tiros aconteceu na noite desta quarta (23), e o policiamento segue reforçado nesta quinta (24). Um policial foi baleado no tornozelo, um adolescente de 17 ficou ferido no pé e um jovem de 22 anos também foi atingido. Outro menor de idade foi apreendido e encaminhado para a 25ª Delegacia de Polícia, em Engenho Novo, na zona norte.

Fogo atinge prédio durante reintegração de posse em SP

A Polícia Militar realiza uma reintegração de posse de um prédio de 11 andares no centro de São Paulo na manhã quinta-feira, 23. A ação teve início conturbado com registro de um incêndio no imóvel, mas as chamas foram controladas e a desocupação ocorre de forma pacífica.
Cerca de 340 pessoas estavam no local desde abril desse ano e nesta quinta retiram móveis, eletrodomésticos e demais pertences do imóvel. Caminhões de mudança auxiliam a retirada dos objetos. "Algumas famílias seguirão para outros prédios ocupados e outras pessoas ficarão na rua, infelizmente", disse a coordenadora da Associação Novo Olhar, Maura Honorato Campos.

O cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse teve início nas primeiras horas da manhã desta quinta, quando chamas foram notadas no 8º e 10º andares do prédio. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou o incêndio, que não deixou feridos. Só então a PM deu prosseguimento à ação. Ninguém foi detido.

De acordo com o advogado Sergio Ribeiro, que representa a Associação responsável pela ocupação, o incêndio não foi causado por moradores. "Enquanto as pessoas estavam tirando os pertences, alguém entrou no prédio e fez a baderna", disse.

Ao menos 10 viaturas da PM e uma do Corpo de Bombeiros ainda permanecem posicionadas na Praça da República enquanto a saída dos moradores não é finalizada. O advogado da associação reclamou da decisão de reintegração. "É direito do proprietário ter o imóvel de volta? É. Mas é direito dos moradores ter uma moradia e a Prefeitura devia ou pagar hotel ou alojar em imóvel público", disse Ribeiro.

Morre operário vítima de explosão em fábrica de remédios

Morreu na madrugada desta quarta-feira, 22, em Pouso Alegre (MG), Carlos Israel dos Santos Souza, de 23 anos, que estava entre as 26 vítimas da explosão registrada na fábrica da Cimed. Ele teve queimaduras por todo o corpo e acabou não resistindo.
Outros dois funcionários da indústria seguem internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional Samuel Libânio. Quase todas as demais vítimas foram liberadas ou deixariam o hospital ainda nesta manhã. A maioria teve problemas ao inalar fumaça logo após uma estufa de secar comprimidos explodir, nesta terça-feira, 21.

Dos 1.200 funcionários que trabalham nos prédios que compõem a companhia, cerca de 150 estariam na área do acidente. Esse setor continua parado, enquanto que os demais já voltaram a funcionar normalmente.

No momento da explosão, testemunhas contaram que trabalhadores saíram correndo desesperados de dentro da empresa, sendo localizados pelos bombeiros equipamentos de segurança -como máscaras, espalhadas pelo caminho.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a empresa está regular no que se refere à legislação de segurança e com projeto de prevenção de incêndio aprovado. As causas do acidente estão sendo investigadas.

Marceneiro suspeito de matar três mulheres é preso em SP

O marceneiro Sílvio Francisco de Carvalho, de 40 anos, foi preso sob acusação de ser autor de três assassinatos de mulheres na região metropolitana de São Paulo; dois dos crimes aconteceram há menos de um mês. A polícia ainda investiga se ele pode também estar envolvido em um quarto caso de homicídio.
Carvalho foi detido pela Força Tática da Polícia Militar na Rua Henrique San Midlin, no bairro Jardim Jangadeiro, zona sul de São Paulo. A captura aconteceu na madrugada desta terça-feira, 21, quando os policiais identificaram um mandado de prisão em aberto contra o marceneiro.

Em depoimento na delegacia, Carvalho confessou a autoria de três assassinatos, segundo a Polícia Civil. A vítima mais recente foi Jaqueline Oliveira, de 26 anos, com quem o marceneiro manteve um relacionamento. Ele não aceitou o fim do namoro e a chamou à sua casa, na Freguesia do Ó, zona norte da capital, para conversar. Lá, no dia 21 de setembro, ele matou, esquartejou e ocultou o cadáver de Jaqueline.

Ainda segundo a Polícia Civil, o homem também executou Maria Regina dos Santos, de 66 anos, na cidade de Ribeirão Pires, Grande ABC, há duas semanas. Ele teria seduzido a vítima, de quem recebia dinheiro, e quando parou de conseguir as quantias a matou. A investigação está sendo feita pela delegacia da cidade.

O terceiro assassinato havia sido registrado em março de 2013. O quarto caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na capital.

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