Blog

Corpo é encontrado carbonizado após incêndio em favela

Uma pessoa morreu e cerca de 180 barracos foram atingidos por um incêndio em uma favela na região de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, na manhã desta quarta-feira, 1º. O fogo começou por volta das 6h, e se alastrou por uma área de cerca de 2 mil metrôs quadrados. As chamas teriam sido iniciadas em um dos barracos da comunidade, que fica na altura do número 500 da Avenida Tenente Lauro Sodré.
De acordo com o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, os bombeiros tiveram dificuldade para acessar o foco do incêndio. "Com o vento, o fogo tem uma propagação muito rápida", afirmou. Cerca de 75 bombeiros trabalharam no local para conter as chamas e evitar que elas se espalhassem por outras regiões. Também foram destacadas 25 viaturas e 175 mil litros de água no combate.

O incêndio só foi controlado por volta das 7h30. Segundo os Bombeiros, um corpo carbonizado foi achado em meio aos barracos que pegaram fogo. Ainda não há informações sobre a vítima.

Por causa do incêndio, a Avenida Tenente Lauro Sodré foi interditada e a linha de ônibus 574W/10 Jardim Walkíria-Metrô Belém precisou ter o percurso alterado. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

Justiça decreta prisão preventiva de sequestrador de hotel em Brasília

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios decretou hoje a prisão preventiva de Jac Souza dos Santos que, na última segunda-feira (29), como hóspede em um hotel na área central de Brasília, manteve, por quase oito horas, um homem refém portando armamentos fictícios.

Ontem (30) Jac já havia informado que o artefato não era uma bomba, não tinha poder letal e foi fabricado durante meses. “O material não passa de um pouco de cimento, pó de serragem de madeira e cola. Os fios eram para lembrar um sistema explosivo”, disse.

Jac responde pelo crime de cárcere privado além de ter causado à vítima grande sofrimento psicológico. Se condenado pode cumprir pena que varia de dois a oito anos de reclusão.

A decisão proferida ontem, é do juiz Arnaldo Corrêa Silva da sexta vara criminal de Brasília. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, Jac permanece preso no Departamento de Polícia Especializada e deve ser transferido ao complexo penitenciário da Papuda até sexta-feira.

Sequestrador de hotel diz que planeja 'ações'

O homem que manteve um mensageiro refém por quase oito horas na segunda-feira, 29, no Hotel Saint Peter, na região central de Brasília, disse na manhã desta terça-feira,30, que planeja "novas ações para chamar a atenção do povo brasileiro". "Não sou um criminoso. Jamais tive a intenção de tirar a vida de pessoas inocentes, jamais eu teria a intenção de tirar a minha própria vida. Fui muito cauteloso ontem (anteontem), durante o andamento dos nossos trabalhos", disse Jack Souza dos Santos, de 30 anos, durante entrevista na 5ª Delegacia de Polícia Civil.
A polícia determinou contra ele prisão administrativa, com duração de 24 horas. Mas, até as 20 horas de ontem, ele ainda não havia sido solto.

Na véspera, ele tomou como refém um funcionário do hotel e obrigou a vítima a vestir um colete com falsos explosivos. Santos também apareceu em uma varanda do 13.º andar mostrando uma pistola. Depois de ser preso, verificou-se que a arma e o explosivo não eram verdadeiros.

Na terça, ele justificou a ação. "Tudo o que eu fiz foi pelo cidadão brasileiro. Tudo o que eu faço é pelo cidadão brasileiro. Tenho de agradecer muito a Deus que tocasse no coração daqueles fuzileiros que não me dessem aquela bala ontem. Deus predestinou que eu iria lutar e irei lutar. Eu não abaixarei a cabeça", afirmou.

De acordo com Santos, a ação vinha sendo planejada desde dezembro de 2012. Ele disse ter escolhido o hotel porque o estabelecimento fez uma proposta de emprego para o ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão.

Crime

"Subi para o quarto às 7 horas e liguei na recepção para chamar a camareira. Fechei a porta, saquei a arma de cetim (falsa). Vi que ela não estava preparada, ficou muito nervosa. Ela poderia morrer, e eu jamais quis matar uma pessoa. Posteriormente, liguei para a recepção e pedi para subir o rapaz. Foi o mesmo que me atendeu cedo. Ele passou a noite trabalhando, vi que ele estava cansado, não ia fazer isso com ele", contou.

1