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Filho adotivo de casal gay morreu de causas naturais, diz laudo

O estudante Peterson Ricardo Teixeira de Oliveira, de 14 anos, filho adotivo de um casal gay, que supostamente teria sido agredido em uma escola na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, morreu de causas naturais, segundo aponta laudo do exame necroscópico.

Peterson morreu após passar mal na escola, quase quatro horas depois de se envolver em uma discussão com colegas de classe, no dia 5 de março. Com quadro de parada cardiorrespiratória, ele deu entrada no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, onde passou quatro dias em coma antes de morrer.

No dia em que Peterson foi internado, a Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima afirmando que o adolescente havia sido espancado por um grupo de jovens. O motivo da suposta briga era por ele ser filho adotivo de um casal gay. Um inquérito policial chegou a ser aberto para apurar o caso, mas a denúncia não se confirmou.

Já no hospital, os policiais constataram que Peterson não apresentava sinais de agressão, nem nenhuma lesão na calota craniana que pudesse ter ocasionado o mal súbito. A informação foi confirmada pelo médico legista no laudo, segundo o qual o corpo "não demonstra sinais de violência externa".

A conclusão é a de que Peterson tinha uma doença no coração, chamada cardiomiopatia hipertrófica (quando o miocárdio é maior que o normal), que pode provocar arritmias e, consequentemente, paradas cardiorrespiratórias. "Concluímos que o periciando era portador de cardiomiopatia hipertrófica que ocasionou o quadro de tromboembolismo pulmonar que o levou a óbito, portanto, morte natural", diz o laudo. Com o resultado do exame, as investigações devem ser encerradas.

Criminosos fazem arrastão em túnel da zona sul do Rio

Um arrastão assustou os motoristas que trafegavam pelo túnel Zuzu Angel, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 27. Por volta das 6h, um grupo de seis homens em três motos assaltaram ao menos três motoristas, segundo informações da Polícia Militar.

Policiais do Batalhão do Leblon foram acionados e houve perseguição. Na fuga, os assaltantes levaram uma picape e atropelaram um idoso. A vítima foi socorrida para o Hospital Miguel Couto, na Gávea

Um dos autores da ação criminosa foi preso pelos policiais e levado à Delegacia do Leblon. Também foram apreendidas as três motos utilizadas pelos bandidos no arrastão.

Greve de garis deixa 130 cidades com lixo na rua

Cerca de 30 mil trabalhadores de coleta urbana de lixo estão de braços cruzados há quatro dias em 130 cidades de São Paulo. Entre os municípios mais afetados pela greve dos garis estão Diadema, Santo André, São Caetano do Sul, além de Guarulhos e Osasco, na Grande São Paulo. Toneladas de lixo se acumulam nas ruas e os moradores reclamam da sujeira, do cheiro e do risco de enchentes.

Em Santo André, a Polícia Militar interveio para que oito caminhões pudessem sair do aterro da cidade. Os veículos trabalharam sob escolta da Guarda Civil Municipal (GCM). O município produz 650 toneladas de resíduos diariamente, mas só foram coletadas cerca de 138 toneladas, do início da greve até as 16h15 de quinta-feira, 26. A estimativa, portanto, é que, pelo menos, 2,1 mil toneladas não tenham sido recolhidas. O resultado é visível nas ruas e calçadas, cheias de sacos de lixo e sujeira.

"A gente já está guardando resto de comida no freezer para não cheirar mal ainda mais", afirma a vendedora Maria Melo, de 42 anos, que também reclama do aumento de mosquitos nos últimos dias. Já para o estoquista Raul Ribeiro, de 24 anos, a maior preocupação é com a possibilidade de enchentes. "Quando chove, o lixo entope os bueiros e a água entra na casa das pessoas. Alaga tudo."

Os garis reivindicam reajuste salarial de 11,73%, mas a proposta da entidade patronal é de 7,68%. A audiência de reconciliação, feita anteontem, terminou sem acordo. "Estamos buscando a dignidade dos trabalhadores", disse Roberto Santiago, presidente da Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes do Estado de São Paulo (Femaco).

Em Diadema, a prefeitura lançou uma força-tarefa para reduzir os impactos da greve. Durante a manhã de ontem, foram recolhidas 8,4 toneladas de lixo domiciliar. A quantidade, no entanto, é bem inferior à produzida: 230 toneladas por dia.

Moradores da Rua Afonso Pena, no Jardim Promissão, protestaram contra a situação na noite de anteontem, jogando sacos de lixo na rua. O material foi recolhido pela manhã. Ainda assim a sujeira continua espalhada pela cidade. "O lixo está em todo lugar", reclamou a dona de casa Nice Santana, de 47 anos. O taxista Josimar Silva, de 45, trabalha no centro de Diadema e disse que os montes de sacos de lixo ainda estão organizados, mas vêm crescendo a cada dia.

Pedido por telefone

Em São Caetano, a prefeitura fez telefonemas para alertar moradores sobre as consequências da paralisação. Pede-se que os sacos de lixo não sejam depositados na rua até o fim da greve.

Como São Paulo e Campinas, duas das maiores cidades do Estado, têm data-base de negociação salarial em setembro, seus profissionais não aderiram à paralisação.

Patrões

O Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) acusa sindicatos de trabalhadores de estarem descumprindo ordem da Justiça para manter em operação 70% da frota de coleta de lixo. O principal problema estaria em São Bernardo do Campo, com piquetes de sindicalistas, afirma o Selur. "Em Santo André, Diadema, Mauá, São Caetano e Rio Grande da Serra, a situação é caótica, tendendo a agravar-se", diz a nota oficial. "Também há ocorrência de agressões, depredação de caminhões e recusa na coleta até dos resíduos hospitalares". A Femaco nega.

PM prende suspeito de assassinar policial na zona norte de São Paulo

A Polícia Militar prendeu um suspeito de ter participado do assassinato do cabo Spencer Willian Ferreira de Almeida, de 44 anos. O policial foi morto na frente de casa com mais de 20 tiros, na Vila Gustavo, zona norte da capital, na noite da última segunda-feira, 23.
Com base em investigações e denúncias anônimas, policiais da equipe da PM Vítima, órgão da Corregedoria da PM, chegaram até Marcos Antônio Barbosa, conhecido como Queijinho. Ele foi encontrado na mesma região do crime e preso um dia após a morte do policial.

Com ele, os policiais afirmam terem encontrado roupas e o veículo que teriam sido usados durante o assassinato. Encaminhado para o 39º Distrito Policial (Vila Gustavo), Barbosa teve a prisão temporária do requisitada à Justiça.

Crime

O cabo Spencer voltava do serviço e foi surpreendido por quatro criminosos no momento em que abria o portão da garagem de casa. De dentro de um Volkswagen Passat, os bandidos abriram fogo contra o policial, que foi atingido no corpo e na cabeça. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

O policial pertencia ao 2º Batalhão de Choque e trabalhava na Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicleta (Rocam).

Um dia depois do crime, houve outro ataque na região - dessa vez, contra um grupo de jovens que jogava dominó na frente de um bar. Dois bandidos, em uma motocicleta, atiraram diversas vezes contra as vítimas. Um rapaz de 17 anos morreu na hora e outros quatro foram levados para o hospital, onde ficaram internados.

Morre bebê de grávida baleada por policial militar em SP

O bebê de Gabriela Leite Rocha, de 18 anos, baleada na cabeça e no rosto pelo policial militar Gilson de Souza Teixeira, de 31, morreu na madrugada desta quinta-feira, 26, no Hospital São Luiz Gonzaga, na zona norte da capital paulista. A criança nasceu após uma cesárea de urgência e iria se chamar Jurema, em homenagem à avó, que também foi morta pelo policial.
Gabriela estava grávida de seis meses quando foi atingida pelos tiros. Segundo o pai da criança, Danilo Agostinho, de 20 anos, o bebê nasceu com cerca de um quilo. Logo após a cirurgia, a menina foi encaminhada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A causa da morte ainda não foi divulgada.

Alvo de dois disparos, a mãe permanece internada no hospital, mas seu estado de saúde é estável. De acordo com familiares, ela sofreu um deslocamento no maxilar e precisar ser submetida à cirurgia.

Caso

O crime aconteceu na noite do último domingo, 22, na Rua Manoel Lisboa de Moura, na região do Jaçanã. O cabo Gilson de Souza Teixeira, do 5º Batalhão da Polícia Militar, matou a advogada Jurema Cristiane Bezerra da Silva, de 39, com três tiros no peito e feriu outras duas pessoas da mesma família: um irmão dela, de 17 anos, e a nora, Gabriela.

O motivo do conflito seria uma casa, que é ocupada pela irmã do policial mas reivindicada pela família de Jurema - para quem Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) concedeu a propriedade.

Após cometer o crime, policial militar se apresentou no 5º BPM/M, de onde foi encaminhado para delegacia. Ele preso em flagrante e depois transferido para o presídio militar Romão Gomes.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele responderá por homicídio doloso na Justiça comum e será expulso da corporação assim que o inquérito policial militar for concluído.

Empresário é achado dentro de carro em chamas no litoral de SP

O empresário Eduardo Sihle Cunha, de 40 anos, foi encontrado em chamas dentro de um carro nesta quarta-feira, 25, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Cunha teve entre 75% e 80% do corpo queimado e está internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista. Dentro do veículo foram encontradas 18 folhas de cheques, que totalizam R$ 217.924,81, um pacote com R$ 825 em dinheiro e dois galões de combustível.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém assumiu o caso, sob o comando do delegado Francisco Venceslau.

Ainda não há informações sobre os motivos do crime e ninguém foi preso, mas a hipótese mais provável é de homicídio e vingança, porque o dinheiro que estava com o empresário não foi levado, o que elimina a possibilidade de sequestro ou latrocínio.

O corpo do empresário e o banco onde ele estava sentado ficaram queimados. O restante do veículo não foi atingido pelo fogo.

Familiares e amigos da vítima já prestaram depoimento. De acordo com a polícia, Sihle Cunha, que atua no setor de bicicletas, passou por Cubatão, também no litoral paulista, onde deixou um parente, e disse que iria a São Paulo, encontrar outros familiares, mas não chegou ao destino informado no horário previsto.

O empresário foi encontrado por moradores de Itanhaém dentro do carro - um Volkswagen Jeta, de cor prata -, na altura do número 2.280 da Avenida Tamoios, entre os bairros Chácara São Fernando e Jardim Anchieta.

O primeiro atendimento foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que encaminhou a vítima para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Na sequência, o empresário foi levado, de helicóptero, para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo o hospital, ainda não informações sobre o estado de saúde do paciente.

Mulher de 71 anos morre ao tentar separar briga entre pai e filho no ES

Uma idosa de 71 anos morreu por volta das 20h30 de terça-feira (24) ao tentar separar uma briga entre o marido e o filho dentro de sua própria casa, no Jardim Camburi, em Vitória (ES). A polícia a encontrou já morta com um ferimento na cabeça. Perícia deve determinar a causa da morte e apontar se o ferimento foi causado pelo filho, pelo pai ou se ela bateu a cabeça.

De acordo com a polícia, o filho do casal, Marcos Brígido, de 47 anos, é dependente químico e teria ido à casa dos pais pedir dinheiro. Ao chegar, ele e o pai, de 78 anos, começaram a discutir na sala no apartamento. A mãe, Maria Helena Brígido, interveio para tentar apartar uma possível briga.

Levado ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Marcos Brígido afirmou, em depoimento, que tentou proteger a mãe. Ele ainda disse que seu pai é “covarde” e que estava acostumado a bater na mulher.

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