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Incêndio atinge galpão de tapeçaria na zona sul de SP

Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão de material de tapeçaria localizado na Rua Eugênio Guidugli, na região do Grajaú, zona sul da capital paulista. Segundo o Corpo de Bombeiros, 11 viaturas foram enviadas ao local na manhã desta sexta-feira, dia 23.O fogo começou por volta das 7h30 e deixou uma vítima, que foi encaminhada ao Hospital das Clínicas. Trata-se de um soldado dos bombeiros que atuava na contenção das chamas. Ele teria sido atingido por uma das mangueiras do caminhão, que se soltou. O estado de saúde dele não foi divulgado.

Polícia prende dois acusados de chefiar milícias no Rio

Dois acusados de chefiar milícia (grupo de paramilitares que domina áreas carentes e cobra por serviços) foram presos entre a noite desta quinta-feira, 22, e a manhã desta sexta-feira, 23, no Rio. Dalcemir Pereira Barbosa, de 51 anos, foi preso, nesta manhã, no bairro de Sulacap, na zona oeste, por policiais da 5ª DP (centro). Contra ele existem cinco mandados de prisão pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo as informações da Polícia Civil, Dalcemir Pereira Barbosa, junto com seu irmão Dalmir Pereira Barbosa, que já estava preso, é um dos chefes da milícia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, na zona oeste, uma das mais antigas em atividade.

O grupo deles atua na favela desde 1997, explorando serviços de transporte alternativo, venda ilegal de gás e internet e de segurança. Dalmir foi preso em 2011 em sua casa, num condomínio na Barra da Tijuca, bairro nobre da mesma região. Ex-sargento da PM, ele responde a processos na Justiça pelo assassinato do ex-chefe de gabinete da extinta Superintendência Municipal de Transportes Urbanos, Paulo Roberto da Costa Paiva, ocorrido em 2003.

Na quinta à noite, policiais da 28ª DP (Campinho) prenderam, em Cascadura, na zona norte, Leonardo Correa dos Anjos, de 27 anos, apontado como chefe da milícia que atua na comunidade do Pombal, no mesmo bairro. Contra ele existem mandados de prisão por latrocínio e homicídio. Ele também é acusado de explorar máquinas de caça-níqueis.

Ônibus são incendiados após morte de suspeitos em Salvador

Dois ônibus de transporte coletivo de Salvador foram incendiados, na manhã desta sexta-feira, no bairro periférico de Mata Escura, nas proximidades no maior complexo prisional baiano. Segundo a polícia, um grupo de homens armados interceptou o primeiro coletivo às 7h30, na principal avenida do bairro. Os criminosos, então, mandaram todos os passageiros desembarcarem e atearam fogo ao ônibus. O segundo ataque, com o mesmo procedimento, ocorreu cerca de uma hora depois, em uma rua próxima.

Os veículos só foram retirados dos locais no início da tarde. Não houve feridos nos ataques, mas além de destruir os ônibus, as chamas danificaram fachadas e janelas de casas e estabelecimentos comerciais da região e consumiram parte da fiação elétrica que abastece o bairro. Até o fim da tarde, imóveis da região permaneciam sem fornecimento de energia - a concessionária informou que os reparos deveriam estar concluídos até a noite.

Segundo a polícia, os ataques foram motivados pela morte, na noite de quinta-feira, de dois homens durante suposta troca de tiros entre policiais e suspeitos. Uma equipe da 48ª Companhia Independente foi deslocada ao bairro após receber a informação de que haveria um grupo de homens armados circulando na região. Os suspeitos teriam reagido a tiros à abordagem e iniciado o confronto. As duas vítimas, identificadas como Ebert Santos e Denilson Barros, fariam parte do grupo. Com eles, de acordo com a polícia, foram encontradas duas pistolas e papelotes de cocaína. Os outros envolvidos, cerca de dez, teriam conseguido fugir.

Incidente com criança gera alerta no Rio para águas-vivas e caravelas

As queimaduras sofridas em várias partes do corpo por uma menina de 1 ano e 7 meses na última quinta-feira, 16, na praia do Leblon, na zona sul do Rio, alertaram para um risco enfrentando por banhistas, principalmente no verão: o choque com tentáculos de águas-vivas e caravelas.
A criança estava na beira d'água com o pai e teve 50% do corpo afetado. Ela foi levada para o Hospital Copa D'Or e deixou o local no fim do dia com curativos nos dois braços, nas pernas e em parte das costas. Em relato no Facebook, a mãe contou que uma enfermeira precisou pedir vinagre em um bar em frente ao hospital. "Apesar do enorme risco de choque anafilático e outras graves consequências, minha filha hoje, ainda em observação, medicada e sendo monitorada pelo Centro de Intoxicação do Rio, passa bem e provavelmente não terá sequelas", disse Alessandra Veiga Martins.

Ela usou o seu perfil na rede social para alertar sobre erros no procedimento em caso de acidente. "O mais importante nessa história é conhecer o que deve e o que não deve ser feito quando alguém for atingido por essa espécie. O sofrimento da minha filha foi imenso, mas ela teve o socorro médico adequado e imediato, e o fato de ter sido retirada da praia do jeito que estava, sem ter sido passado algum tipo de 'achismo' sobre a sua pele, a não ser o vinagre no hospital, fez com que essa pseudo tragédia tivesse um final pra lá de feliz. O simples gesto de lavar a criança no chuveirinho da praia, por exemplo, poderia ter mudado drasticamente esse quadro."

O biólogo marinho Marcelo Szpilman, diretor do Instituto Ecológico Aqualung, recomenda seis medidas básicas em caso de acidente: 1) sair da água e lavar o local atingido com bastante água do mar, sem jamais usar água doce; 2) não tentar remover os tentáculos presos à pele esfregando areia ou toalha; 3) colocar vinagre na região atingida por cerca de 10 minutos; 4) remover os restos de tentáculos com uma pinça; 5)lavar mais uma vez com água do mar e reaplicar o vinagre por mais 30 minutos; e 6) em caso de dores fortes e reações inflamatórias, tomar analgésicos e corticoides ou anti-histamínicos. O resfriamento do local da lesão, com a aplicação de bolsas de gelo logo após o acidente, também pode reduzir sensivelmente a dor.

Águas-vivas e caravelas são animais peçonhentos de corpo gelatinoso que utilizam os tentáculos orais para caçar suas presas, principalmente larvas, crustáceos e peixes. "Esses tentáculos possuem milhões de células denominadas nematocistos, contendo um fio tubular enrolado, que é projetado para fora, e um líquido peçonhento que pode, em função da espécie, provocar grande irritação, intensa sensação de queimadura e paralisia do sistema nervoso central. De quatro tipos, apenas dois deles são capazes de provocar lesões no homem", diz o biólogo.

Esses animais são perigosos mesmo depois de mortos. "Ao perceber a sensação de queimadura, a vítima deve esforçar-se ao máximo para manter-se calma e conseguir sair da água o mais rápido possível, devido ao risco de choque e afogamento, sem, porém, tentar remover com as próprias mãos os tentáculos aderidos. Somente após chegar à terra firme é que haverá a necessidade da remoção cuidadosa dos tentáculos aderidos à pele, sem esfregar a região atingida, o que só pioraria a situação", acrescenta Szpilman.

Ele diz que há muita controvérsia, especulações e opiniões conflitantes com relação aos procedimentos nos primeiros socorros e no tratamento das lesões. "Enquanto existem umas poucas com comprovada eficácia, algumas são totalmente inócuas e outras podem até mesmo aumentar a inoculação.

Soluções alcoólicas metiladas como perfumes, loções pós-barba ou mesmo bebidas alcoólicas não devem ser utilizadas, pois em alguns casos podem induzir mais descargas e/ou prolongar a agonia da vítima. Em contrapartida, o hidróxido de amônia diluído a 20%, o bicarbonato de sódio diluído a 50% e o soro do mamão papaia (antiga técnica usada pelos nativos havaianos) têm sido usados com variado grau de sucesso para reduzir a ação da peçonha e desativar os nematocistos dos tentáculos que ainda permanecem grudados no local lesionado. Existem relatos não científicos de que a urina também teria efeito sobre a peçonha. Como não há comprovação médica, seu uso é desaconselhável."


Casal acusado de matar zelador é interrogado na zona norte de SP

Acusados de matar e esquartejar o zelador Jezi Lopes de Souza, de 63 anos, o publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47 anos, e a mulher dele, a advogada Ieda Cristina Cardoso da Silva Martins, foram interrogados na noite desta quarta-feira, 22, no Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista. Os depoimentos deram continuidade a uma audiência anterior, iniciada em outubro.
Antes de dar início ao interrogatório dos réus, uma testemunha de defesa prestou depoimento para o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da 2ª Vara do Júri do Foro Regional de Santana. Depois, o publicitário foi ouvido por cerca de duas horas, enquanto a mulher dele depôs por cerca de três horas, segundo informa o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Outras testemunhas, também de defesa, foram ouvidas no Fórum de Praia Grande, na Baixada Santista, onde moram. Tanto os testemunhos de acusação quanto os de defesa serão registrados em memoriais escritos e entregues ao juiz. O magistrado, então, vai decidir se conduz o caso a júri popular ou o encaminha à vara criminal comum.

Caso

O crime aconteceu no final de maio de 2014. Após ficar desaparecido por cerca de três dias, o corpo do zelador Jezi Lopes de Souza foi encontrado esquartejado e com sinais de queimadura na casa do pai do publicitário, na Praia Grande, no litoral paulista. No mesmo dia, 2 de junho, o caso teve prisão temporária decretada.

À Polícia Civil, Eduardo Tadeu Pinto Martins confessou o crime. Admitiu ter brigado com o zelador, mas afirmou que morte foi acidental - Souza, segundo a versão de Martins, teria batido a cabeça no batente da porta.

A versão é contestada pela acusação, que afirma que Souza foi asfixiado. O motivo do crime foi uma briga por vaga na garagem do condomínio, mas o casal discutia havia algum tempo com o zelador.

Uma moradora do prédio onde os réus moravam relatou que, no dia do crime, ouviu gritos e uma discussão. De acordo com a testemunha, alguém "pedia para parar". Ela contou ainda que viu o publicitário, morador do apartamento 111, fechando a porta de seu imóvel. A testemunha confirmou que o acusado tinha "problemas de relacionamento" com o zelador.

Movimento que defende criação de parque ocupa terreno na Augusta

O destino de um terreno de 25 mil m2 na Rua Augusta, entre a Caio Prado e Marquês de Paranaguá, na região central de São Paulo, foi parar na Justiça. Integrantes do movimento que reivindica que a área vire o Parque Augusta ocupam parte do terreno desde sábado. Ontem, um oficial de Justiça foi ao local entregar ao movimento um pedido de reintegração de posse feito pelas donas do terreno, as construtoras Cyrela e Setin. O dia da reintegração será definido nesta quinta-feira, 22.
"Esse pedido de reintegração é inválido porque nós não queremos a posse da área", afirma um dos integrantes do movimento, que não quis se identificar. "Não há ocupação e nem tomada de posse, só queremos garantir o livre acesso das pessoas ao terreno", disse. As proprietárias confirmaram em nota que, "após invasão no último sábado", obtiveram ontem a liminar de reintegração de posse.

Daniel Biral, que faz parte dos Advogados Ativistas, contesta. "Entraram com um processo criminal por invasão de propriedade privada, mas não houve invasão, o movimento quer apenas garantir a passagem das pessoas", explica Biral.

Segundo ele, na escritura do terreno, consta uma cláusula que obriga a manter aberta ao passeio público uma passagem que ligue o bosque à rua, o que não estava sendo cumprido havia mais de um ano, quando o terreno passou a ser propriedade das construtoras. O movimento entrou com uma ação na Justiça em agosto do ano passado, exigindo a reabertura dos portões, mas ainda não foi julgada. O projeto das construtoras, apresentado à Prefeitura, prevê três torres e um parque privado em 60% do terreno. Nos 40% restantes seria mantido um parque aberto à população, com a preservação de 700 árvores de espécies remanescentes da Mata Atlântica. O projeto nunca saiu do papel.

O movimento Parque Augusta, por sua vez, defende que a totalidade do terreno seja destinada a uma área de lazer pública. Segundo manifesto do grupo em seu site, a cidade "sofre com a escassez de áreas verdes e de políticas públicas que visem à preservação do meio ambiente em detrimento do histórico crescimento desenfreado e não planejado da cidade de São Paulo".

No sábado, segundo o grupo, algumas pessoas "interessadas em garantir a existência e uso do Parque Augusta resolveram entrar por um portão que estava aberto", com acesso pela Rua Marquês de Paranaguá. No local, elas penduraram fitas e faixas a favor do parque e promoveram atividades como aulas de ioga e capoeira e saraus, além de shows e debates.

Histórico

O prefeito Fernando Haddad (PT) declarou o terreno de utilidade pública em dezembro de 2013, o que foi comemorado pelas associações de moradores da região e pelo coletivo Matilha Cultural. A Secretaria Municipal do Verde, no entanto, informou logo em seguida que o governo municipal não teria os R$ 120 milhões necessários para desapropriar o terreno. Tombado pelo Patrimônio Histórico, o terreno já abrigou o colégio Des Oiseaux, reservado às meninas da alta sociedade paulistana. Desde 1970, além de parque e hotel, no terreno já se pensou em erguer um supermercado e um Museu da Música Popular Brasileira.


Irmãos invadem casa em Petrópolis e morrem afogados em piscina

Três irmãos morreram afogados na piscina de uma casa em Petrópolis, na região serrana do Rio, no início da noite de terça-feira, 20. De acordo com a Polícia Civil, Miguel, de 5 anos, Raíssa, de 6, e Matheus Henrique da Silva, de 11, moravam perto da casa e teriam pulado um muro nos fundos para usar a piscina, por causa do forte calor.
"Eram crianças pequenas, tinham estaturas muito baixas e a piscina é profunda. O que era pra ser um lazer acabou matando três crianças. A tragédia poderia ter sido pior se o quarto irmão tivesse entrado na piscina também", disse o delegado o Alexandre Ziehe, responsável pela investigação, em entrevista à Rádio CBN.

Segundo o policial, o irmão mais velho das crianças, Thiago Henrique, de 12 anos, estava com o grupo. Ao ver que os três tinham dificuldade para nadar, ele teria voltado pela trilha que os quatro usaram para chamar outra irmã - os pais estariam trabalhando quando houve a tragédia.

Os donos do imóvel, um casal de idosos, estavam dentro de casa e não teriam percebido a movimentação. A piscina tem 2,45 metros de profundidade na parte mais funda. A Polícia Civil realizou perícia no local e instaurou inquérito.

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