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Morre operário vítima de explosão em fábrica de remédios

Morreu na madrugada desta quarta-feira, 22, em Pouso Alegre (MG), Carlos Israel dos Santos Souza, de 23 anos, que estava entre as 26 vítimas da explosão registrada na fábrica da Cimed. Ele teve queimaduras por todo o corpo e acabou não resistindo.
Outros dois funcionários da indústria seguem internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional Samuel Libânio. Quase todas as demais vítimas foram liberadas ou deixariam o hospital ainda nesta manhã. A maioria teve problemas ao inalar fumaça logo após uma estufa de secar comprimidos explodir, nesta terça-feira, 21.

Dos 1.200 funcionários que trabalham nos prédios que compõem a companhia, cerca de 150 estariam na área do acidente. Esse setor continua parado, enquanto que os demais já voltaram a funcionar normalmente.

No momento da explosão, testemunhas contaram que trabalhadores saíram correndo desesperados de dentro da empresa, sendo localizados pelos bombeiros equipamentos de segurança -como máscaras, espalhadas pelo caminho.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a empresa está regular no que se refere à legislação de segurança e com projeto de prevenção de incêndio aprovado. As causas do acidente estão sendo investigadas.

Marceneiro suspeito de matar três mulheres é preso em SP

O marceneiro Sílvio Francisco de Carvalho, de 40 anos, foi preso sob acusação de ser autor de três assassinatos de mulheres na região metropolitana de São Paulo; dois dos crimes aconteceram há menos de um mês. A polícia ainda investiga se ele pode também estar envolvido em um quarto caso de homicídio.
Carvalho foi detido pela Força Tática da Polícia Militar na Rua Henrique San Midlin, no bairro Jardim Jangadeiro, zona sul de São Paulo. A captura aconteceu na madrugada desta terça-feira, 21, quando os policiais identificaram um mandado de prisão em aberto contra o marceneiro.

Em depoimento na delegacia, Carvalho confessou a autoria de três assassinatos, segundo a Polícia Civil. A vítima mais recente foi Jaqueline Oliveira, de 26 anos, com quem o marceneiro manteve um relacionamento. Ele não aceitou o fim do namoro e a chamou à sua casa, na Freguesia do Ó, zona norte da capital, para conversar. Lá, no dia 21 de setembro, ele matou, esquartejou e ocultou o cadáver de Jaqueline.

Ainda segundo a Polícia Civil, o homem também executou Maria Regina dos Santos, de 66 anos, na cidade de Ribeirão Pires, Grande ABC, há duas semanas. Ele teria seduzido a vítima, de quem recebia dinheiro, e quando parou de conseguir as quantias a matou. A investigação está sendo feita pela delegacia da cidade.

O terceiro assassinato havia sido registrado em março de 2013. O quarto caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na capital.

Após uma semana, SC volta a registrar atentados

Após sete dias sem ocorrências, Santa Catarina sofreu três atentados no final da noite de terça-feira, 22. Um ônibus e um carro particular foram queimados em Florianópolis, e outro automóvel foi incendiado em Penha. Na manhã desta quarta-feira a Polícia Militar relacionou as ocorrências à onda de ataques criminosos que começou no final de setembro e que já soma 113 crimes.
Às 20h20, no bairro Saco Grande, em Florianópolis, dois criminosos armados invadiram um ônibus no ponto final da linha. Eles obrigarem as pessoas a descer e atearam fogo no coletivo. Os bombeiros não conseguiram chegar a tempo de apagar as chamas, mas ninguém se feriu. A PM fez buscas mas ninguém foi detido.

Na mesma região, no bairro João Paulo, um carro foi roubado por dois homens que estavam em uma moto quando a vítima entrava na garagem de casa. Minutos depois, o veículo foi encontrado incendiado.

A polícia acredita que as duas ocorrências estejam relacionadas a uma operação na última semana que apreendeu mais de 300 quilos de maconha no Saco Grande. Na ocasião, bandidos chegaram a trocar tiros com os policiais, e um dos criminosos morreu em confronto.

Em Penha, no Litoral Norte do Estado, um outro carro foi incendiado. O veículo estava estacionado no pátio de uma oficina e foi encontrado pelo dono do local com uma garrafa de gasolina dentro. Segundo testemunhas, dois homens passaram de moto e arremessaram o coquetel molotov. Ninguém foi preso.

Explosão em fábrica de remédios deixa pelo menos 26 feridos em MG

Uma explosão deixou pelo menos 26 pessoas feridas em uma fábrica de medicamentos, na manhã desta terça-feira (21), em Pouso Alegre, em Minas Gerais. Das vítimas, três estão em estado grave e uma delas teve 100% do corpo queimado. Todas foram socorridas e levadas ao Hospital Samuel Libânio, na própria cidade, mas alguns podem ser transferidos para outras unidades.
O acidente aconteceu na fábrica da Cimed, mas a reportagem do Estado não conseguiu contato com a empresa após o acidente até as 10h15 desta terça-feira. Unidades dos bombeiros e peritos estão no local e tentam descobrir o que exatamente aconteceu e os riscos para a estrutura da empresa a partir de agora.

A suspeita é de que o fogo tenha começado após uma estufa de secar comprimidos explodir no galpão arremessando telhas a muitos metros de distância. Bombeiros gastaram 10 mil litros de água para conter as chamas que começaram por volta das 6h.



Presos sete suspeitos de participação em ataques em Santa Catarina

A Polícia Militar de Santa Catarina prendeu nesta terça-feira (21) sete pessoas suspeitas de envolvimento na onda de ataques criminosos que vem ocorrendo no estado desde o final do mês de setembro. Os suspeitos foram presos na cidade de Lages, a cerca de 300 quilômetros de Florianópolis, por policiais do setor de inteligência e de patrulhamento tático em meio à Operação Contra-Ataque.

Desde o dia 26 de setembro, os órgãos de segurança catarinenses registraram 110 ocorrências relacionadas à onda de crimes, cuja suspeita é a de que as ordens tenham partido de dentro de presídios do estado. Os ataques tiveram como alvo ônibus, instalações públicas, casas de policiais e viaturas, entre outros.

Ao todo, 72 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento nos ataques e 23 menores foram apreendidos. Para tentar conter os atos de violência, homens da Força Nacional de Segurança estão em Santa Catarina desde o dia 8 em apoio às ações da Polícia Rodoviária Federal de patrulhamento das estradas federais.  

Ônibus é incendiado na zona sul de São Paulo

Um ônibus da Viação Transkuba foi incendidado na noite de segunda-feira (20), no Parque Santo Antônio, zona sul de São Paulo. De acordo com informações da Polícia Militar, dois homens foram responsáveis pelo ato de vandalismo. Ninguém se feriu.

Os dois criminosos estavam armados e pararam o ônibus, por volta das 23h, em um ponto na rua Antônio Ramos Rosa. Os suspeitos mandaram os passageiros descer e atearam fogo ao veículo.

O ônibus fazia a linha 647-P (Terminal Pinheiros-Cohab Adventista) e teve perda total. Ainda não se sabe os motivos do ataque e os dois bandidos estão foragidos. O caso foi registrado na 47ª DP, no Capão Redondo.

Novo laudo aponta que mãe de Bernardo foi assassinada

O advogado Marlon Adriano Balbon Taborda pediu à Justiça a reabertura da investigação da morte da mãe do menino Bernardo Boldrini, Odilaine Uglione, com base em análise do processo feita por peritos particulares contratados pela família. A alegação é de que, ao contrário do que concluiu a investigação policial, Odilaine não se suicidou, mas foi assassinada dentro da clínica do marido, o médico Leandro Boldrini, de quem estava se separando, em fevereiro de 2010.
A morte de Odilaine foi o primeiro ato de uma tragédia familiar. Logo depois, Boldrini casou-se novamente, com a enfermeira Graciele Ugulini. Em abril deste ano, Bernardo, filho do primeiro casamento, foi encontrado morto em um buraco cavado em um matagal de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros da casa onde vivia com o pai e a madrasta, em Três Passos. Boldrini, Graciele e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz estão presos e respondem a processo por crimes como planejamento ou execução do assassinato e ocultação de cadáver.

A morte de Bernardo, que tinha 11 anos, reacendeu na avó, Jussara Uglione, mãe de Odilaine, o desejo de esclarecer de vez o que houve com a filha, já que sempre desconfiou da conclusão do inquérito que apontou suicídio. Na primeira tentativa de reabrir o caso, o advogado alegou que, conforme o laudo pericial, o cadáver tinha vestígios de pólvora na mãe esquerda, enquanto Odilaine era destra, e lesões no antebraço direito e lábio inferior. Por entender que não havia prova nova, o juiz da comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, negou o pedido em julho deste ano, sustentando que a própria perícia havia explicado que a mão esquerda, na qual a pólvora foi encontrada, não segurava a arma, mas auxiliava a direita, e as lesões relatadas haviam sido provocadas por punções feitas no hospital, na tentativa de salvar a mulher.

Os peritos particulares, da empresa Sewell, de São Paulo, apontaram contradições que levaram Taborda a pedir novamente a reabertura da investigação. "O laudo afirma que ela foi vítima de arma de fogo disparada por terceiro, que o tiro não foi disparado por arma encostada ao corpo, mas à queima-roupa", diz o advogado. Com base nas informações dos peritos, Taborda também demonstra convicção de que haveria alguma marca de pólvora na mão direita e de que a trajetória da bala, na cabeça, seria diferente se Odilaine tivesse efetuado o disparo. A polícia continua assegurando que não há prova nova que justifique outra investigação. A Justiça deve decidir em 30 dias se aceita ou rejeita o novo pedido.

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